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  • ICE e AdC juntos para enfrentar a pandemia!

    Desde a metade de março de 2020, a equipe da AdC passou a realizar suas atividades de forma remota em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Já estamos em setembro e aproveitar a passagem do tempo para refletir é sempre uma oportunidade para enxergar o que aprendemos até aqui e como estamos. Posteriormente, estaremos prontos para estruturar os próximos passos para seguir a caminhada. Sabemos que a realidade de todos foi e ainda está alterada. O impacto econômico e social gerado por esta crise está longe de findar. Agora pense, por um instante, na vida dos microempreendedores de regiões periféricas. A AdC realiza um trabalho de acompanhamento profundo encarando de perto as necessidades de seus beneficiários. Em um momento como este, a responsabilidade em acompanhar estes empreendedores foi ainda maior.A equipe teve de lidar com a realidade concreta. As assessorias se deslocaram do método presencial para o online. Essa transição não foi simples, e nem deveria ser, afinal, lidamos com pessoas. Ajustamos métodos, trabalhamos com pesquisas, escutamos nossos beneficiários e sempre… sempre dialogamos muito com toda a equipe. Hoje podemos dizer sem medo que conseguimos avançar com o acompanhamento dos empreendedores com a mesma responsabilidade e ímpeto típicos do trabalho que sempre a AdC tem realizado. A realidade nos convidou a “aprender a aprender” e esta provocação segue pulsante. Além de oferecer o suporte técnico necessário para atender as demandas dos empreendedores neste momento, incluindo o acesso a ferramentas tecnológicas, a AdC também se mantém atenta às oportunidades relacionadas ao nosso público. Até agora, podemos reportar as seguintes ações de apoio direto: 1. Plataforma de financiamento coletivo Matchfunding Enfrente,, lançado pela Fundação Tide Setubal em parceria com a Benfeitoria, para responder às demandas da nova realidade imposta pela emergência do COVID 19; 2. Rede de doação e apoio mútuo de mulheres LeVila; 3. Outras iniciativas pontuais, como o apoio oferecido pela Casas Bahia e o Grupo Pão de Açúcar. Mas qual foi o papel da AdC em relação a estas iniciativas? Dentro das assessorias, orientamos mais de vinte empreendedores a aplicar em pelo menos uma das iniciativas citadas acima. A orientação uniu saberes técnicos com impacto social positivo. ProtagonizAí, Alimentação Orgânica para Sociedade, Costurando proteção e Carro do Ovo Contra o Covid foram os projetos aprovados pela Tide Setubal e Benfeitoria. Os envolvidos garantiram, de forma geral, a continuidade de seus negócios, geração de renda, fortalecimento do comércio local, doação de máscaras e alimentos orgânicos e muita… muita conscientização! David dos Santos, dono de um estúdio musical, viu seu faturamento cair a zero nos meses de março e abril de 2020, mas no mês de junho conseguiu R$12.000,00 em doações na plataforma Benfeitoria com o projeto Carro do Ovo Contra o Covid. Quanta coisa e quanta mudança!!! A AdC nunca tinha entrado nessa onda, muitos empreendedores não sabiam o que era um edital. Mas a graça da vida é que podemos aprender e isso movimenta a vida! Mas para que toda esta reinvenção siga caminho é preciso de diferentes formas de apoio. E ele veio tanto pela confiança dos empreendedores para com o nosso trabalho quanto na confiança de instituições que toparam financiar um novo projeto em meio a uma pandemia. O Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) é o exemplo vivo que queremos falar! O Instituto possibilitou a existência do projeto “Fortalecendo Protagonistas”, o qual foi idealizado pela AdC em junho de 2020 com o objetivo de acompanhar, por meio de assessorias remotas, empreendedores que captaram recursos (e seguem captando) por meio dos projetos LeVila, Tide Setubal & Benfeitoria – e possuem potencial de gerar impacto positivo em suas comunidades. A equipe de assessores da AdC acompanha de perto o gerenciamento desses recursos, sempre estimulando a consciência das pessoas em relação às necessidades de cada empreendimento. Para aprender é preciso estar abertos e ser protagonistas. Para estes empreendedores é mais uma oportunidade concreta de garantir a sustentabilidade financeira de seus empreendimentos. E todo esse trabalho, que segue a todo vapor, só foi possível devido a parceria com o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), uma organização da sociedade civil sem fins de lucrativos, que atua na articulação de líderes e no fomento de iniciativas transformadoras, com foco em gerar impacto social positivo na população de baixa renda. Abaixo, um panorama geral das doações e dos envolvidos no Projeto “Fortalecendo Protagonistas”: NºNome do ProjetoValor ArrecadadoPlataforma de DoaçãoParticipantes envolvidos1Protagonizaí32.210,00Benfeitoria + Tide Setúbal102Costurando Proteção23.622,00Benfeitoria + Tide Setúbal23Horta Orgânica18.810,00Benfeitoria + Tide Setúbal14Carro do Ovo contra Covid12.210,00Benfeitoria + Tide Setúbal15Mulheres Empreendedoras5.545Plataforma LEVILA13 A tendência das assessorias e a teia de conhecimento na prática! A partir de junho, período também que começaram os depósitos dos recursos pelas plataformas de doações, alguns empreendedores como a Marcela de Oliveira, empreendedora do ramo da beleza e participante da plataforma de doações LeVila, relatou em uma das assessorias iniciais uma grande dificuldade em realizar o controle financeiro de seu negócio e a separação das finanças entre casa e empreendimento. A empreendedora é protagonista! Em cada assessoria, ela compartilhava suas planilhas, contas, maneiras de fazer. Somos muito gratos por tanta confiança que os empreendedores depositam em nós. Falar da vida financeira é algo muito íntimo e sabemos deste privilégio! Hoje as dificuldades da Marcela deram espaço para uma confiança em si gerada pelo conhecimento. Ela consegue realizar seu fluxo de caixa, separar as finanças da casa e do empreendimento e, para além disso, quebrar o tabu com investimentos. Ela estudou e, com orientação da AdC, realizou o seu primeiro investimento pensando no futuro de seu salão de beleza. Como o caso de Marcela nos mostra, a proximidade criada pelas assessorias estreita o vínculo e potencializa a confiança. Fundamental para a pessoa se sentir segura e conseguir aprender. Assim é possível ir cada vez mais a fundo. A equipe da AdC conseguiu verificar, por exemplo, como tendência geral entre os empreendedores do projeto – desde a captação dos recursos até a fase atual de gestão dos recursos – uma maior conscientização em relação às suas próprias necessidades e o decaimento de ações realizadas por impulsividade. Oseni da Silva, empreendedora do ramo alimentício, entregou o ponto comercial alugado devido a pandemia, e decidiu usar o recurso recebido pelas plataformas LeVila e Benfeitoria/Tide Setúbal para reformar a garagem de sua casa, espaço que será nesta nova fase destinado para retomar as atividades comerciais com a venda de bolos. Oseni foi firme e entende que a entrega de seu ponto não o fim de sua jornada, pelo contrário, é um belo recomeço com muita coragem. O protagonismo também faz parte desta rede de atitudes que enxergamos como tendência geral destes participantes. Eles se envolveram com linguagens totalmente novas: a dos editais, projetos, questionários socioeconômicos, divulgação, etc. Tiveram que lidar com seus próprios medos, e sim, tiveram momentos que desanimaram, mas estavam sempre abertos para seguir em frente. Wagner Felix e Maria Alcione, com o projeto Costurando Proteção, causaram impacto social e econômico no bairro do Morro Doce, periferia da Zona Oeste, ao unir a doação de máscaras para pessoas em alta vulnerabilidade com a contratação de pessoas que estavam desempregadas. Maria Eliane Caputo, dona de um salão em Pirituba que trabalha principalmente com o empoderamento de mulheres afro, após receber os recursos da plataforma LEVILA e Benfeitoria/Tide Setúbal, decidiu – junto com a família – quais seriam as prioridades financeiras para poder reabrir o salão de cabeleireiro e hoje, junto com o marido, Maria Eliane está fazendo a gestão por meio de software, situação que não ocorria antes da pandemia. Edilsa, dona de um restaurante e lanchonete no Sol Nascente, sob a orientação da AdC decidiu, por hora, guardar os recursos recebidos pela plataforma LeVila. Em um primeiro momento, Edilsa pensou em reformar sua casa onde desenvolve o próprio negócio, mas, analisando o contexto atual, repensou e está na fase de elaboração de um planejamento concreto para utilizar o recurso da melhor forma possível. UFA! Quanta história bonita. Mas não queremos aqui passar a imagem de que tudo foi fácil, do dia pra noite. Teve e tem muita luta, muita anotação, estudo, falha de conexão, mas também muita, muita boa vontade. Os empreendedores que não viam saída em meio a crise da pandemia, tiveram uma nova oportunidade de melhorar a gestão do empreendimento, com os recursos recebidos. Nas assessorias realizadas, percebe-se um maior profissionalismo com a área financeira do empreendimento e com isso passam a ser melhores empreendedores, capazes de fazer o seu empreendimento crescer de forma estruturada, com o mínimo de risco possível. E ainda tem mais! No dia 21 de agosto, uma sexta-feira fria, o ICE e a AdC se reuniram para encurtar as distâncias e criar vínculos entre financiadores e participantes do projeto num bate papo com nove empreendedores representantes do “Fortalecendo Protagonistas”. Foi um momento e tanto para criar e fomentar o espaço de diálogo entre os empreendedores e a equipe do ICE, representada na ocasião por Fernanda Bombardi e Mariana Guimarães. Momento para dar vida, rostos e voz às histórias de cada um! Para além do sentimento de emoção compartilhado por todos os participantes do bate papo, todos saíram fortalecidos e acreditando no processo de aprendizado como ferramenta fundamental para superar as dificuldades e tornar a vida mais leve. O ICE, como já comentado, é um instituto de Cidadania Empresarial e a AdC entende que os participantes deste projeto atuam em seus empreendimentos criando e exercitando também um senso de cidadania e pertencimento dentro de suas comunidade. Afinal, partilham do desejo de melhorar cada vez mais a realidade ao seu entorno. Valeu ICE! Esperamos que este projeto se transforme em novas jornadas desta parceria!!!

  • Caso de Sustentabilidade

    Rodrigo Pedroso de Barros, mora e trabalha na Cidade São Pedro, em Santana do Parnaíba. Em agosto de 2017 começou prestar serviços de assistência técnica. Usava seu próprio quarto para desenvolver o trabalho. Em 2018 abriu a “Nerd Hard”, uma loja de assistência técnica de celulares e notebooks que também vendia alguns poucos produtos, como teclados, mouses e lanterninhas. Assim começa a Nerd Hard em 2018. Rodrigo começou ser assessorado pela equipe da AdC em setembro de 2019, por meio da indicação de sua prima, Cristiane Oliveira Moura, dona do empreendimento “Reino da Família”. Durante a primeira assessoria do empreendedor, ele relatou que ao abrir sua loja se sentiu perdido e enfrentou problemas relacionados à organização e gestão do negócio. Rodrigo conseguiu solucionar alguma destas dificuldades, como por exemplo, aumentou o leque de produtos disponíveis para a venda em sua loja, incluindo capinhas de celulares e carregadores. Por ser atento e ativo, ele sentiu a necessidade de buscar uma orientação contínua para alavancar o desempenho de seu negócio e aprender cada vez mais. Neste momento, ele buscou a AdC. A cada assessoria era possível compreender mais a realidade do empreendedor identificando suas dificuldades e necessidades. Mas era perceptível que os gastos do estabelecimento não eram registrados de forma contínua e nem sempre estavam organizados. A “Nerd Hard” contava com 2 funcionário além de Rodrigo e já chegou a trabalhar sem sistema, o que tornava ainda mais complicado o registro dos gastos, mas depois começaram utilizar o aplicativo “Conta Azul” que contribuiu para uma melhor organização do empreendimento. Rodrigo foi orientado pela equipe da AdC a ser mais rigoroso com estes registros, realizando um fluxo de caixa e fazer desta atividade um hábito. Também foi relatada a importância de entender o perfil do público de seu estabelecimento. E veja só… Ainda em setembro o empreendedor realizou uma pesquisa de opinião com seus clientes, utilizando o aplicativo de pesquisa Survey Monkey: após o atendimento ele enviava para eles um questionário. Trabalhou na análise dos dados e ganhou mais segurança ao conhecer mais seu público. Ele não parou por aí! Em dezembro apresentou a equipe da AdC uma planilha de Excel com todos os gastos do empreendimento e estruturou mais os seus planos futuros: entendeu a necessidade em investir em seus funcionários e pesquisou cursos de especialização para eles. Além disso, Rodrigo Identificou duas máquinas que queria comprar: 1. máquina fonte assimétrica e 2. máquina de solda. Ele fez uma pesquisa de preços e definiu como valor limite para gastar R$2.500,00 e prazo de realização para 2020. Ao abrir seu empreendimento em 2017, Rodrigo se encaixava na categoria de Microempreendedor (MEI). Durante as assessoria foi relembrado que o faturamento limite anual do MEI é de R$81.000,00 e o empreendedor ficou atento e no final de 2019, se deslocou para categoria de Microempresa (ME) com faturamento limite anual de até R$360 mil. E 2020? 2020 começou com muitos planos e mão na massa. Rodrigo conseguiu comprar a máquina de fonte assimétrica e ainda está na luta para adquirir a de solda! No final de janeiro, Silvia Caironi, Victor, Mayara e Leonardo Valentinis (Conselho Consultivo AdC) fizeram uma visita a “Nerd Hard” e ficaram por dentro das novidades: o empreendedor estava finalizando a construção do site da loja que já está no ar a todo vapor! Site da “Nerd Hard” Mesmo com o site no ar e a loja fazendo envios de produtos pelo correio, Rodrigo enfrentou muitos desafios. Ele havia iniciado uma reforma – o que o obrigou a ficar de portas fechadas para organizar o espaço – e realizou uma grande compra de mercadoria pouco tempo antes do governo determinar o fechamento do comércio. Mas, além de atento e ativo, Rodrigo também é resiliente: respirou fundo e com toda orientação da AdC conseguiu negociar o aluguel do empreendimento e criar um revezamento entre os funcionários para não deixá-los sem renda. Como era de se esperar, o faturamento caiu, porém, o empreendedor conseguiu ganhar um respiro: como ficou fechado no momento da reforma, havia muitos produtos parados, e enquanto outras lojas já haviam esgotado os produtos, Rodrigo conseguiu vendê-los mesmo de portas fechadas. Ele também conseguiu auxílio emergencial do governo – o que colaborou minimamente para as contas básica da casa. Sob orientação da equipe da AdC, Rodrigo e mais 9 empreendedores periféricos, enviaram o projeto ProtagonizAí para plataforma de financiamento coletivo Matchfunding Enfrente, lançado pela Fundação Tide Setubal, em parceria com a Benfeitoria, para responder às demandas da nova realidade imposta pela emergência do COVID 19. ProtagonizAí foi aprovadíssimo e arrecadou em torno de R$32.000,00. O recurso foi dividido igualmente entre os 10 empreendedores e permitiram a continuidade dos negócios durante a pandemia. Para gerir este recurso da melhor forma, Rodrigo continua participando das assessorias da AdC, e desde junho, dentro do Projeto “Fortalecendo Protagonistas” financiado pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). Ele vem utilizando o recurso para investir em sua loja com a compra de móveis e produtos. A reforma ainda segue com os últimos ajustes, mas o resultado está cada vez mais empolgante. Mas não há tempo para o desânimo. Sabemos que empreender é a tal da travessia arriscada. É fundamental valorizar as pequenas vitórias. Rodrigo é protagonista e nos ensina com sua capacidade de se adaptar às adversidades da vida! E a Nerd Hard, como está agora? Após a reforma da Nerd Hard Escritório organizado e no estilo! Para quem vendia apenas teclados, mouse e lanterninha, melhorou não é mesmo? Fachada da loja “O reino da família” de sua prima, Cristiane Moura, e a fachada da “Nerd Hard”ao lado!

  • O que alimenta o equilíbrio?

    Em 2019, a Aventura de Construir, percebeu no interior de um projeto de Educação Financeira que era importante ligar o tema sobre como nos alimentamos à questão financeira, refletindo também a respeito de nossos gastos com este item essencial. Na ocasião, fizemos uma capacitação com Taynara Alves, que você pode ler mais aqui. LINK BLOG Agora a convidamos novamente para ampliar a reflexão e ela escreveu esse artigo muito especial. Confiram abaixo!!! Alimentar-se bem tem muito a ver com observação à própria saúde, cuidados nas escolhas dos alimentos e sua origem, e muito pouco com dietas mirabolantes seguidas sem qualquer acompanhamento de um profissional qualificado. Existem duas necessidades que estão em evidência, principalmente nesse período onde a saúde se tornou assunto central na grande maioria das discussões e tomadas de decisões, são elas, o sistema imunológico e saúde mental. Afinal, esses são dois pilares importantíssimos para que os empreendedores, por exemplo, consigam se manter à frente de seus negócios mantendo-os na luta pela sobrevivência e saúde financeira. E acredite: a alimentação saudável influencia diretamente em todos os sistemas de nosso organismo, e essa influência pode ser positiva ou negativa. E aí, como será que está essa influência na sua saúde mental e financeira? Observar a própria saúde é compreender e respeitar os sinais que o corpo dá quando algo não está muito bem. Isso acontece porque, quando você não come adequadamente às necessidades de seu organismo, o cérebro tem dificuldade para produzir substâncias que ajudam no equilíbrio mental, e convenhamos, nesse momento, o que mantém o foco de cada indivíduo em suas tarefas é a sua saúde mental. Alimentos ricos em selênio, ômega-3, Cálcio, vitamina B, e outras, contribuem de maneira muito positiva com trabalho cerebral. Os alimentos que possuem essas substâncias são: Castanhas-do-Pará, ovos, peixes, aveia, brócolis, fígado, abacate, couve e espinafre, entre outros. Ou seja, as opções são diversas e com alguma pesquisa pelo bairro, podem encaixar no orçamento, comer bem não significa necessariamente gastar muito, e pode ser o oposto disso. O sistema imunológico também precisa estar em constante equilíbrio, até porque, mesmo com todos os cuidados, estamos constantemente expostos à vírus e bactérias. Para fortalecer esse sistema, responsável pela proteção do organismo, é preciso parar de consumir alimentos muito doces, processados e industrializados com frequência, e dar preferência às frutas, verduras, legumes e proteínas. Quando falamos de cuidados além da escolha, mas também com a origem dos alimentos, significa, sempre que possível, optar por alimentos orgânicos, pois os agroquímicos presentes nas frutas, verduras e legumes, também causam danos e malefícios aos órgãos do corpo. Existe o contraponto de sabermos que esses alimentos têm um custo muito superior ao custo dos alimentos convencionais, por isso, a importância de lavá-los higienizá-los com todo cuidado possível. E para a remoção de até 80% de Metais Pesados e Agroquímicos dos alimentos, o produto Puro&Bom, desenvolvido pela InQuímica, é uma alternativa econômica e saudável. Adotar uma alimentação saudável é benéfico para o corpo, a mente e para os negócios, afinal, os desafios para empreender são muitos, e lidar com eles exige além das competências técnicas, a competência de atender e compreender que a saúde é o combustível principal para fazer acontecer seus objetivos.

  • CUIDADOS NECESSÁRIOS AO SAIR COM A CRIANÇA DE CASA E O USO DE MÁSCARAS

    Gleidis Roberta Guerra, Fonoaudióloga, Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga A Aventura de Construir, se preocupando com a retomada das atividades durante a pandemia e pós-pandemia, conversou com Gleidis Roberta Guerra sobre os procedimentos do uso de máscaras para crianças, confira a seguir! CRIANÇAS ATÉ 2 ANOS Segundo a ANVISA, não deve usar máscara, pois ainda não conseguem retirá-la sozinha caso necessite. Isso vale também para crianças com dificuldades motoras importantes ou dificuldades de compreensão, que não tenham autonomia. Se estritamente necessário sair, devem ser acomodadas em carrinhos de bebês, cobertos por tecidos ou pela própria proteção plástica do carrinho. CRIANÇAS ENTRE 3 E 5 ANOS DE IDADE Só devem sair se extremamente necessário, como para consultas médicas, não devem acompanhar os pais a serviços essenciais (farmácia, supermercado, etc). Sempre que possível, carregá-las no colo, para que não toquem em coisas que podem estar contaminadas, ou mesmo brinquem com outras crianças que estejam no local. As máscaras devem ter o tamanho adequado para o rosto da criança. Se possível, com cores chamativas, ou com personagens que ela goste, vai ser mais fácil utilizar. O uso de máscara é aconselhável, mas é necessário conversar com a criança e explicar o porquê do uso, explicando que devem evitar de tocar a máscara ou de retirá-la sem nenhum cuidado. Após a chegada em casa, a criança deve ir para o banho e suas roupas serem lavadas. Orientá-la em relação à retirada, para que não haja contaminação. CRIANÇAS ACIMA DE 6 ANOS A criança acima de 6 anos também deve ficar em casa sempre que possível, mas na necessidade de sair, deve usar máscara. Nesse caso, a criança já tem maior compreensão tanto da realidade que estamos vivendo como da necessidade de fazer o uso da máscara. Conversar e explicar a situação para a criança, quantas vezes forem necessárias, e de acordo com as perguntas que ela faz. Sempre orientar em relação à colocação e retirada da máscara pelo elástico, para que não haja contaminação. CRIANÇAS DO GRUPO DE RISCO Assim como os adultos, as crianças que apresentam doenças pré-existentes também possuem um maior risco para contraírem a doença, e devem ter cuidados redobrados. São consideradas crianças de risco as que possuem cardiopatias, problemas respiratórios, doenças imunodepressoras, obesidade, entre outras. A manutenção do tratamento feito previamente é fundamental, mas todos os cuidados devem ser tomados ao saírem de casa. CRIANÇAS COM TEA (autismo) ou outras que tenham dificuldade em aceitar o uso da máscara Não coloque a máscara apenas na hora de sair de casa, vá colocando aos poucos, várias vezes por dia, pelo tempo que ela suporte, procurando aos poucos aumentar esse tempo. Sempre que ela aceitar o uso da máscara, valorize, elogie, comemore junto com ela. Faça esse processo de forma lúdica e divertida, isso tornará o seu uso uma grande brincadeira. Respeite o tempo do seu filho, compreenda as dificuldades que ele apresenta, e só saia de casa com ele se for mesmo necessário. E NÃO SE ESQUEÇA…. A criança tem um jeito próprio de compreender a fase que estamos vivendo, responda às perguntas dela de maneira sincera e respeitosa, assim ela se sentirá mais segura e confortável. O que às vezes para o adulto é uma “bobagem”, para a criança é muito importante, como por exemplo não poder ir ao parque ou brincar com os amigos. Valorize e esteja atento aos sentimentos que os pequenos apresentam, e se sentirem necessidade, não hesitem em procurar ajuda profissional, muitos psicólogos estão trabalhando de maneira remota.

  • POR MEIO DO PROJETO CRESCENDO EM REDE, INSPER APOIA A FORMAÇÃO DE EMPREENDEDORES SOCIAIS

    O Projeto Crescendo em Rede da Aventura de Construir saiu em um artigo incrível no site do Insper! Um projeto voltado para negócios de impacto social que já está em andamento e que continua a nos surpreender positivamente. O Insper é um dos nossos parceiros na idealização desse projeto e da sua metodologia e como sempre, é um prazer trabalhar com pessoas dedicadas acompanhar protagonistas! Confira a matéria na íntegra aqui: O Insper uniu forças à Catálise e à ONG Aventura de Construir para promover oportunidades de formação a empreendedores de periferias brasileiras Para apoiar a formação de empreendedores sociais em comunidades carentes de todo o Brasil, o Insper participa do Projeto Crescendo em Rede. Idealizado pela ONG Aventura de Construir, a iniciativa tem como objetivo capacitar e assessorar futuros empreendedores para que eles possam trabalhar com ações de impacto social nas comunidades onde vivem. “Por meio de uma formação bem estruturada e voltada à aplicação prática de importantes conceitos teóricos é possível intensificar o aprendizado desses empreendedores, intensificando o potencial de gerar renda e transformando socialmente suas comunidades. Isso é particularmente fundamental nesse momento crítico em que vivemos”, comenta o professor do Insper Vinicius Picanço. O projeto também conta com a participação da Catálise Social, uma empresa focada em desenvolver equipes e catalisar a inovação em projetos sociais, cofundada por nosso alumnus do Programa Avançado em Gestão Pública Tomaz Vicente. “Trabalhamos nessa parceria com o Insper usando a metodologia de design para desenvolver a programação das aulas. A proposta é impulsionar a construção colaborativa de soluções criadas por empreendedores que de fato vivem os problemas da comunidade no dia a dia e conhecem a fundo as necessidades e desejos das pessoas” comenta Tomaz Vicente. O Projeto Crescendo em Rede O projeto é dedicado tanto aos empreendedores que têm um projeto de impacto social desenvolvido, quanto para os que ainda não são empreendedores e desejam iniciar esse desafio. Ao todo, são disponibilizadas 100 vagas para participar da formação que será totalmente online. A primeira fase da capacitação é composta por 12 encontros ao longo de seis semanas. Após essa fase, os futuros empreendedores ainda contarão com mais 4 semanas de mentorias em grupo. Após o período inicial de formação, os empreendedores poderão se inscrever em um edital para concorrer a prêmios em dinheiro, que variam entre R$ 3 mil e R$ 8 mil. O objetivo é dar oportunidade para que os participantes possam investir em seus projetos e transformar suas ideias em negócios reais de impacto nas comunidades onde vivem. Além dos valores, os participantes também poderão receber orientações sobre aceleração dos projetos e mentorias para mensuração de impacto. Um dos diferenciais do Crescendo em Rede é a proposta da democratização do conhecimento sobre empreendedorismo social. Antes de delimitar quem receberá investimentos, todos os participantes poderão ter as aulas e aprender metodologias que impulsionem suas ideias. Silvia Caironi, fundadora e coordenadora geral da Aventura de Construir, ressalta a importância de um projeto como esse. “As periferias precisam pensar em uma lógica social. A ideia é democratizar para o maior número de pessoas e o afunilamento final será no edital. O nome Crescendo em Rede veio para crescermos juntos, principalmente em um momento como esse, vamos sair como nós e não individualmente”, afirma Silvia. Conceito do Curso O método de ensino utilizado para formação desse grupo de empreendedores sociais apoia-se no conceito de design. Dessa forma, o Insper e a Catálise propuseram técnicas para fomentar a colaboração do grupo, trazendo aulas, dinâmicas e oficinas que facilitem a criação de ideias focadas nas soluções para os problemas reais da comunidade. “As oficinas foram totalmente pensadas para que os próprios participantes, que conhecem bem a realidade ao seu redor, tragam iniciativas para promover soluções reais à comunidade via empreendedorismo”, comenta Vinicius. “O programa tem base a metodologia do design, uma área do conhecimento focada em criar coisas que não existem. O design utiliza uma série de técnicas para entender as dores e os desejos das pessoas que convivem com o problema. Assim, são criadas soluções alinhadas as reais necessidades do grupo. O design é focado no bem-estar das pessoas”, afirma Tomaz Vicente. A empatia, o processo de diálogo e a escuta são os principais norteadores das oficinas, que também terão como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU. Acesso em agosto/2020 em: https://www.insper.edu.br/noticias/crescendo-em-rede-empreendedorismo-social/

  • Imersão na educação à distância através da parceria com a AC do Grupo SAP

    Vivemos em uma época de transformações com o surgimento de novas formas de interação e convivência em sociedade que exigem de nós muita flexibilidade, capacidade de adaptação e proatividade. Como tudo isso acontece de modo dinâmico e contínuo, precisamos estar atentos à velocidade com que ocorrem tais mudanças para não perder nenhuma tendência que nos permita viver melhor. Diante deste cenário em movimento, a Aventura de Construir (AdC) acredita que a educação é o principal agente de transformação do ser humano para seu crescimento enquanto cidadão. Perguntar sobre a importância da educação é como perguntar qual a importância do ar para nós. É pela educação que aprendemos a nos preparar para vida, a introduzir o trabalho em nosso cotidiano como algo que nos faz crescer e nos possibilita viver com paixão e dignidade! O conhecimento é o elemento essencial que garante o desenvolvimento pessoal, social, econômico e cultural. Partindo desta perspetiva, a AdC fechou uma parceria com a AC Internacional Group, do Grupo SAP, que dispunha de várias plataformas de ensino à distância e personalizou uma delas de forma totalmente gratuita para que a AdC tenha uma ferramenta de apoio ao sistema de aprendizado on-line criado nestes meses de pandemia do Covid-19. Trata-se de um sistema de gerenciamento de aprendizado, que oferece a possibilidade de disponibilizar capacitações, treinamentos, avaliações e certificados de forma totalmente à distância. Foi um trabalho realizado a 4 mãos que permitiu que a AC e a AdC se conhecem ainda mais… surpreendendo quando o trabalho se torna fator de construção e união, sobretudo num momento tão crítico como o atual. Por esta razão, pensamos em compartilhar a experiência do presidente da AC, Alexandre Carmo, comentando sobre a parceria: “Ser significativo para o mundo! Essa é a filosofia da AC International Group. Através da Educação podemos mudar o mundo. Esse DNA está presente em cada colaborador e parceiro de nosso grupo.Como equipe, sentimo-nos tocados quando conhecemos os projetos da AdC, assim, unimo-nos através desta missão. Decidimos em conjunto disponibilizar de alguma forma o nosso apoio através das habilidades de nossos colaboradores, bem como os diferenciais de nossos produtos.Além de promover os projetos da AdC para nossos clientes, cedemos em parceria, uma de nossas tecnologias de LMS (Learning Management System) chamada PLANA FOX, desenvolvida pela PLANA SOLUTIONS. Um ambiente de ensino virtual intuitivo e colaborativo, onde os alunos da AdC poderão desenvolver seus conhecimentos através dos conteúdos disponibilizados pelos parceiros da Associação e, também, pelos nossos conteúdos técnicos. Colocamos nosso time de implementação e suporte para compor este projeto tão especial junto à AdC. Estamos honrados e muito felizes com o resultado.Ser significativo para o mundo e colaborar para que outras pessoas também sejam, essa é a nossa missão.” A AdC inicia essa parceria como um marco no oferecimento de capacitações on-line que ampliará nosso potencial formativo e garantirá maior acesso à educação como uma forma de transformação social, econômica e cultural de todos os brasileiros. Obrigado Alexandre, obrigado Roger e finalmente obrigado AC International Group!!! Que venham mais parcerias como esta marcadas por profissionalismo, gratuidade e tanta dedicação!!!

  • ODS em Pauta: Aventura de Construir e o ODS11 Cidades e comunidades sustentáveis

    “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”. Esse é o décimo primeiro objetivo traçado pela Agenda 2030 das Nações Unidas (ONU). Agenda 2030? Mas que conversa é essa? Bom, se você já está por dentro do assunto, pode pular sua leitura para o próximo parágrafo! Mas se você ainda não ouvir falar em Agenda 2030, Pacto Global e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)… é melhor se atualizar antes para depois entender o que a Aventura de Construir (AdC) tem a ver com isso! Temos um texto aqui no Blog que explica tudo isso direitinho, dê uma conferida por lá e depois volte aqui! Esse assunto sempre foi importante para a AdC desde a sua criação e se tornou ainda mais crucial a partir de 2018, ano no qual nos tornamos signatários do Pacto Global, iniciativa proposta pela ONU para encorajar empresas e organizações a adotar ações que respondam aos ODS. Por conta disso, identificamos que quanto mais compartilharmos nossas experiências e nossos aprendizados, mais contribuirmos em atingir as metas traçadas. Por isso criamos esta série ODS em Pauta. Aqui, dedicamos nossa energia para mostrar como o nosso trabalho responde à determinados temas e metas da Agenda 2030, criada e coordenada pelo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Hoje, vamos contar um pouquinho como atuamos em benefício do ODS11 Cidades e comunidades sustentáveis. Na AdC, sempre nos dedicamos a criar essa consciência nos nossos beneficiários, tanto que ao idear o Sistema institucional de Avaliação de Impacto Socioambiental consideramos fundamental desenvolver um indicador para medir este impacto. Dentre os microempreendedores acompanhados pela AdC, alguns se destacam por introduzirem em seus empreendimentos iniciativas socioambientais. Cada vez mais temos percebido que alguns beneficiários estão atentos à importância de uma atuação socialmente responsável, privilegiando ações de sustentabilidade tanto no modo pelo qual produzem algo quanto nos serviços que realizam. Nos últimos meses, duas empreendedoras nos chamaram muita atenção sobre esses aspectos. A Fernanda Hitos, que até virou caso de sucesso no nosso Relatório de Atividades 2019, produz biojóias feitas com matérias prima da natureza de modo totalmente sustentável. Ela pensa em toda a cadeia de produção, respeitando o meio ambiente e seguindo todas as orientações e protocolos de não desperdício e uso de produtos não poluentes. Outro caso muito interessante é o da Sabrina Carvalho. Ela possui um mini mercado na região da Vila Aurora, mas também é pedagoga e inventou o projeto Mãos Unidas pela Educação, em 2018, com o objetivo de ministrar aulas particulares a baixo custo para crianças periféricas de 6 a 12 anos com defasagem escolar e promover acesso à cultura. Mas isso tudo parece não ter nada a ver com responsabilidade socioambiental, não é mesmo? A questão é… a Sabrina juntou seu conhecimento de pedagoga com sua visão empreendedora para criar um mecanismos de suporte à coleta de lixo reciclável em seu bairro!!! Boa educadora que é, Sabrina sabe da importância de disseminar boas práticas em relação à nossa cadeia de consumo e imensa produção de lixo. Para isso, ela criou no interior de seu mercadinho um ponto de coleta de recicláveis e, para alguns produtos (por exemplo, latas ou garrafas de cerveja), fornece desconto para o cliente que leva o engradado de volta ao estabelecimento ao invés de dispersar como resíduo no lixo comum. Ela fez disso um elemento de negociação com os seus fornecedores: ela entrega o lixo reciclável coletado e eles aplicam um desconto no lote de entrega para o mercadinho. Simples, mas muito eficaz!!! Além deste apoio, a AdC também tem dedicado atenção ao desenvolvimento de parcerias que respondam às metas dos ODS e façam sentido ao Pacto Global. Exemplo disso é nosso termo de convênio com a AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô de São Paulo). Neste caso em específico, estamos em convergência com a meta que prescreve apoio à “relações econômicas, sociais e ambientais positivas entre áreas urbanas, periurbanas e rurais, reforçando o planejamento nacional e regional de desenvolvimento”. Através desta parceria, a AdC pode fornecer dados à AEAMESP que permitam uma análise do público e seu uso do transporte público com o objetivo de desenvolver estratégias que favorecem e priorizem o consumo em território local a fim de diminuir a mobilidade urbana trivial ou mesmo desnecessária e, consequentemente, melhorar o índice de poluição das cidade. Isso tudo significa trabalhar em rede, unir os pontos e possibilidades para que possamos viver bem hoje e ainda melhor no futuro! Esse compromisso deveria ser de todos, e a AdC fica engrandecida por ter a capacidade de implementar e apoiar iniciativas como essas que trouxemos aqui. Ainda é pouco, mas queremos fazer muito mais e multiplicar iniciativas ao lado do Pacto Global! O principal é começar e a AdC já deu a largada!!! Ao leitor, fazemos o convite para você participar desta jornada conosco! Se você chegou até aqui e quer aprofundar um pouco mais sobre a relação da AdC com outros Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU), te indicamos as seguintes leituras aqui no blog: ODS1 Erradicação da Pobreza ODS4 Educação de Qualidade ODS5 Igualdade de Gênero ODS8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico ODS10 Redução das Desigualdades Boa leitura!!!

  • A tão esperada live do projeto Crescendo em Rede aconteceu!!!!

    Parece que foi ontem quando elaboramos o projeto Crescendo em Rede e iniciamos a divulgação da tão esperada live de apresentação. Alguns dizem que o tempo anda passando rápido demais, e é essa a sensação que temos diante do outro normal que surge neste cenário de pandemia. Mas se os dias são velozes, como podemos transitar entre esse tempo efêmero de forma viva e ativa? Em um momento com tanta oferta de lives, telas e pouco contato, a fluidez do encontro não era algo óbvio. E foi justamente a leveza que mais surpreendeu, pois conseguimos quebrar o gelo – algo tão presente do mundo virtual. Os participantes estavam totalmente entrosados, a pausa entre falas mostrou que todos se escutavam, as perguntas feitas criaram novas questões e os visores de celulares e computadores foram diluindo. Silvia Caironi, presidente da AdC, logo no começo de sua fala, enfatizou que a live era “um momento, antes de tudo, de celebrar o início de um novo projeto”. E celebrar tem a ver com se abrir ao novo e ao conhecimento. Quando celebramos a vida, celebramos o que passou, mas também o que está porvir!!! E somente com intensidade podemos viver de forma criativa! Ainda no início da conversa, Silvia compartilhou a importância que o Crescendo em Rede tem para cada um daqueles que participaram de sua criação e desenvolvimento, deixando as portas abertas para que todos possam se apropriar deste processo de aprendizado coletivo, que só é possível em um espaço seguro. E por que este projeto é tão importante? Pois o Crescendo em Rede abre caminho para o novo de modo desafiador, buscando democratizar a disseminação e divulgação dos conceitos de negócio de impacto para a periferia. Para participar desta jornada basta ter vontade de aprender e estar aberto(a) a identificar soluções possíveis para melhorar e transformar o entorno onde se vive e atua. Olhos atentos para enxergar cada vez mais a si mesmo, o próprio bairro e as exigências e necessidades que por lá existem, transformando soluções sociais em modelos de negócio! O projeto é para todo mundo: pode ter empreendimento, pode não ter, pode já ter projeto, pode criar o projeto na caminhada! É para quem já ouviu falar de negócio de impacto, é também para quem nunca ouviu falar, mas ficou curioso e interessado quando ouviu! Na live, também conversamos um pouco sobre a estrutura do projeto: como será realizado, turmas, atividades, etc. Luiza Kormann, responsável pelo Crescendo em Rede, apresentou o vídeo do parceiro Vinicius Rodrigues (INSPER), convidando todos a participarem desta belíssima jornada de construção de conhecimento para resolver problemas reais. Na sequência, Silvia inaugurou o primeiro bloco perguntando ao Tomaz Vicente (Catálise Social) o que de tão inovador e diferente o Crescendo em Rede oferece a seus participantes. Segundo Tomaz: “Vamos criar soluções para resolver problemas sociais junto com quem convive com os problemas, pois vamos criar soluções melhores, sem tantos pontos cegos. A idéia é que essas soluções sejam o que chamamos de negócio social”. Para colocar em prática a democratização do sistema de negócio de impacto social é fundamental repensar a maneira como a solução vem sendo construída. A idéia tem que vir, portanto, de quem vivencia os problemas. E, para identificar os problemas e idear soluções, é preciso treinar nosso olhar, por isso o Crescendo em Rede existe! Trata-se de um conhecimento que se expande para alcançar novos objetivos de acordo com a jornada pessoal de cada um, lançando mão de um método para enxergar problemas e potenciais soluções! Como nenhuma jornada é feita só de acertos, é importante lembrar que o projeto tem espaço para o erro! Nesse sentido, as oficinas foram criadas com exercícios super mão na massa e linguagem acessível. Segundo a Luiza, “conhecimento é transformador, queremos atingir mais e mais pessoas com o conhecimento”. Na live, também contamos com a participação de Sabrina Carvalho e David Santos – empreendedores já acompanhados pela AdC que possuem experiência com negócios de impacto social. Sabrina é pedagoga, dona de um mini mercado na região da Vila Aurora e executora do projeto Mãos Unidas pela Educação, criado em 2018, que tem como objetivo ministrar aulas particulares a baixo custo para crianças periféricas de 6 a 12 anos com defasagem escolar e promover acesso à cultura. David dos Santos, morador da Brasilândia, é técnico em processo fonográficos e produtor musical, possui o estúdio A Beat Orgânico onde mora e vem desde 2009 atuando na implantação de projetos culturais que possuem a música como norteador. Durante a pandemia de Covid-19, David colocou em prática o projeto “O carro do ovo contra o COVID” – financiado pela plataforma Matchfunding Enfrente da Fundação Tide Setubal em parceria com a Benfeitoria -, para responder às demandas da nova realidade imposta pela situação emergencial. A história destes empreendedores inspiraram todos os participantes, inclusive a equipe da AdC e parceiros. Eles mostraram que não existe solução milagrosa para enfrentar desafios e que é preciso muita luta e conhecimento para expandir os horizontes. Por isso o projeto Crescendo em Rede faz ainda mais sentindo, por abrir portas e escancarar as janelas para um jornada de aprendizado coletivo. David, em certo momento, faz um convite: “você, na sua comunidade, no seu bairro, pode ter idéias, só dá pra mudar sua cabeça quando conversar com outras pessoas e expor suas idéias e ver o que realmente elas são!”. E Sabrina complementa, nos convidando a refletir: “se inscrever no projeto não é pensar só lá na frente, é pensar no agora. O que eu preciso agora para melhorar o depois?” Bom, o recado é claro: precisamos viver o presente intensamente para podermos construir o futuro! Essa é a visão da Aventura de Construir, que agora amplia seu escopo de atuação via negócios de impacto social de periferia com o projeto Crescendo em Rede, apostando, mais um vez, no protagonismo de cada um!!! Para conferi na íntegra, é só assistir:

  • A música é o meu sustento e a comunidade a minha força!!!

    O empreendedor David dos Santos acompanhava a mãe nos cultos da igreja quando criança e começou a prestar atenção na banda que tocava nos cultos. Logo se apaixonou pela música e ao crescer, aos poucos foi montando seu Estúdio de música. O empreendimento fica na periferia da zona oeste da cidade de São Paulo, mais especificamente no bairro da Brasilândia. “A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo”. Oscar Wilde A Beat Orgânico – áudio soluções é um empreendimento fundado em 2014 na periferia de São Paulo que causa impacto social na sua região atuando em prol dos jovens da comunidade da Brasilândia e redondezas. O estúdio acredita e estimula que a música seja a ponte entre os jovens e uma vida digna com cidadania. Segundo definição do dicionário, empreender pode ser considerado uma travessia perigosa, e David sabe muito bem disso. Em 2018 o faturamento médio mensal do estúdio, por causa de alguns desafios que surgiram, começou a cair, então o empreendedor analisou as situações com responsabilidade e prudência e decidiu que precisava de um outro trabalho. A ação de David foi fundamental para que ele avançasse com seu sonho, e em 2019, voltou a se dedicar exclusivamente ao seu estúdio. Na época ele contava com o seguro desemprego para auxiliar as despesas.. Aos poucos as coisas foram voltando aos eixos. Nada como ter paciência, identificar as dificuldades e traçar caminhos conscientes para superá-las. E aí vem a pandemia do novo COVID 19 em 2020. O empreendimento de David, assim como muitos outros em São Paulo e no restante do país apresentaram uma queda severa em sua arrecadação. Se o mês de fevereiro já não estava favorável, no período da pandemia, em março, o faturamento do empreendimento despencou. Mais uma vez David respirou fundo e com ajuda da AdC enxergou novas possibilidades e foi atrás com todo ímpeto! A Aventura de Construir se mantém atenta às oportunidades relacionadas ao nosso público. E verificou o caso da plataforma de financiamento coletivo Matchfunding Enfrente, lançado pela Fundação Tide Setubal, em parceria com a Benfeitoria, para responder às demandas da nova realidade imposta pela emergência do COVID 19. A equipe da AdC apresentou a oportunidade para David e o orientou. Ele respondeu a altura com todo protagonismo, idealizou e enviou o projeto. A iniciativa foi aprovadíssima e conseguiu arrecadar no período de 15 dias, R$12.210. O projeto “O carro do ovo contra o COVID” buscou aliar dois contextos, a crise econômica enfrentada pelo empreendimento e a dificuldade da comunidade da Brasilândia em lidar com a doença, assim o projeto visou levar informação para quem precisa, que não havia se conscientizado ainda do problema, já que a Brasilândia é o bairro com o maior número de óbitos na capital paulista, segundo a prefeitura de São Paulo. O projeto começa a ser colocado em prática no final de junho e no mês de julho de 2020 é intensificado. O planejamento do empreendedor era de finalizar no final de julho, mas aconteceu que outros parceiros buscaram o David para dar continuidade as ações, como o Preto Império, Cia Teatro na Laje contra o Covid e UNIAFRO, que continua fazendo pedidos de vinhetas para a conscientização da população. Desta forma o projeto está ganhando fôlego e continuidade por mais tempo. Os números surpreendem, pois, a Beat Orgânico estava fadada ao fracasso com a crise da pandemia, mas o protagonismo de David aliado a sua solidariedade alteraram profundamente o cenário. O empreendedor buscou orientações para enviar e executar seu projeto, conseguiu salvar seu negócio por meio das doações, criou novas parcerias capazes de garantir sustentabilidade financeira e ajudou todo seu bairro a se conscientizar. Ajudar a sua comunidade fortaleceu também o faturamento total do empreendimento, com serviços de vinheta e sonorização, entre outros. A Beat Orgânico continua no mercado a todo vapor e com essa injeção de recursos, motivação em ajudar a comunidade da Brasilândia, e criação de novas parcerias, as perspectivas ganham força e movimento. David já adianta que está planejando novas ações para os próximos meses, com objetivo de levar a música para amenizar as dificuldades da região e trazer mais recursos. Nós já estamos curiosos!!!

  • Alfabetização e pandemia: o que você precisa saber sobre a alfabetização do seu filho

    Mais uma vez a Aventura de Construir vem até você para te trazer informação! Vivemos em um período cheio de inseguranças que são ainda maiores para pais e mães que tem a dura missão de ensinar os seus filhos nesse momento de incerteza. Esse texto foi escrito pela especialista em educação, a Professora e Mestre Gleidis Roberta Guerra e tem o objetivo de te auxiliar nesse momento com a educação do seu filho. A suspensão das aulas por conta do coronavírus e a necessidade de isolamento social trouxe um grande desafio para pais, professores e alunos que passaram a estudar de forma online. Uma preocupação ainda maior se dá quando essa criança está iniciando o seu processo de alfabetização. O que fazer? Como ajudar? Será que o processo deve ser continuado? Sabemos que nessa época de pandemia muitos pais estão preocupados com os filhos que entraram no primeiro ano escolar, ou seja, iniciaram o processo de alfabetização. Embora essa preocupação seja normal, há algumas coisas que precisam saber sobre esse período e que, tenho certeza, irão tranquilizá-lo. MITO OU VERDADE? 1. Toda criança precisa estar alfabetizada no primeiro ano escolar, ou ficará atrasada na escola. MITO. Na verdade, nenhuma criança precisa estar completamente alfabetizada no final do primeiro ano. Ao contrário do que se pensa, a alfabetização é um processo que pode ocorrer até o final do terceiro ano. 2. A alfabetização envolve apenas ler e escrever fluentemente na sua língua. MITO. Ler e escrever é a parte final do processo, antes disso é necessário que a criança desenvolva sua maturidade neurológica e alguns conceitos fundamentais, e esse desenvolvimento pode e deve ocorrer a partir de brincadeiras e atividades da sua rotina. Respeitar regras, desenvolver a coordenação motora global e fina, desenvolver a coordenação visomotora (envolve olhar e fazer) e a habilidade auditiva fazem parte desse processo. 3. Para aprender a criança deve se interessar por aquilo que ensinamos. VERDADE. A aprendizagem só ocorre quando algo é significativo para a criança. Portanto, nesse período que estamos em casa, procure desenvolver atividades que mostrem para ela a importância de ler e escrever, e isso pode envolver desde a leitura de um livro, ou das regras de um jogo que ela quer jogar, até fazer uma receita culinária juntos, uma lista para o mercado. 4. A criança é capaz de criar hipóteses sobre a leitura e a escrita. VERDADE. Sabemos que a criança cria hipóteses sobre a maneira correta de ler e escrever. Oferecer a ela desafios, em forma de brincadeiras, pode auxiliar nesse processo. Quanto maior o contato que ela tiver com materiais escritos, maior será sua curiosidade e busca por respostas. 5. Se a criança não aprende a ler e a escrever é porque tem má vontade, preguiça. MITO. Não existe preguiça de aprender, se apesar dos estímulos a criança não está se desenvolvendo da maneira esperada, essa deve ser melhor investigada, avaliada. Pode estar ocorrendo alguma dificuldade importante para o aprendizado. 6. Famílias que têm o hábito de leitura faz com que as crianças aprendam com maior facilidade. VERDADE. Quanto maior o contato da criança com as letras, através de atividades diversas ou mesmo da presença de livros em casa, maior será seu interesse em aprender, mais significativo será seu aprendizado. A relação que a família estabelece com a leitura e a escrita e com seu processo de alfabetização é determinante para o aprendizado. Se a criança percebe pais ansiosos, que cobram demais, que a julgam por não ter conseguido, seu processo poderá ser bloqueado e surgirem dificuldades que nem precisariam existir. Ao invés disso, traga a leitura e a escrita para as atividades do dia-a-dia, para os jogos e brincadeiras, para os momentos de diversão em família. Dessa maneira, a alfabetização surgirá de maneira quase natural, e quando menos esperar, seu filho estará lendo. DICAS PARA DESENVOLVER HABILIDADES PARA ALFABETIZAÇÃO: COORDENAÇÃO MOTORA GLOBAL – correr, pular corda, brincar de amarelinha, etc. COORDENAÇÃO MOTORA FINA – Jogos de construção (Lego, montar torres), origami (dobraduras), etc. COORDENAÇÃO VISOMOTORA – acertar a bola em um cesto, copiar um desenho, jogo do espelho (copiar determinados movimentos), etc. HABILIDADES AUDITIVAS – Memorização (ouvir e repetir), jogos com sons, falar palavras que começam com determinado som, etc. LER E ESCREVER – bingo de letras, jogos com figuras e a palavra escrita, dominó de letras, cruzadinhas, caça palavras, etc. Como vimos, podemos fazer muitas coisas para auxiliar na alfabetização dos nossos filhos, mas em caso de dificuldades ou dúvidas, estou à disposição para auxiliá-los. GLEIDIS R. GUERRA – Fonoaudióloga, Pedagoga e Neuropsicopedagoga (11) 9 9977 – 7766

  • A realidade dos aplicativos e plataformas de entrega, ou melhor, delivery

    Não é novidade que vivemos numa época em que quase tudo está ao nosso alcance através de alguns toques na tela do smartphone. Informação, conta bancária, alimentação, transporte, viagem, mapas, hospedagem, estudo, música, registro em foto, áudio e vídeo, games, entretenimento, trabalho, saúde e ainda diferentes modelos de comunicação. Trata-se de um universo que abrange praticamente todos os aspectos da vida humana! Nesse cenário de pandemia e isolamento social, aplicativos e plataformas com oferta de serviços que prometem facilitar nossas vidas se fizeram ainda mais presentes. Muitos microempreendedores tiveram que se adaptar para transformar o seu negócio, abrindo a possibilidade de entregar seus produtos e/ou serviços através de algumas plataformas e aplicativos que facilitam esse processo. No entanto, muitas perguntas ficam na cabeça do microempreendedor… Será que realmente vale a pena fazer essa migração? O que eu ganho ao entrar numa plataforma de entregas? Compensa perder o lucro diante das taxas do aplicativo? O que eu posso fazer diante deste cenário? Todas essas perguntas mais amedrontam do que solucionam a questão, mas é importante refletir sobre cada uma e conhecer as possibilidades que o mercado oferece de acordo com o que cabe melhor no seu negócio. Então… primeiro passo: Vamos conhecer algumas plataforma e aplicativos disponíveis que você pode se aprofundar. Se o foco do seu negócio é alimentação, você precisa conhecer empresas como IFOOD, UBER EATS, RAPPI, GLOVO, entre outras. Esses são os 4 aplicativos de entrega mais acessados e baixados que reúnem uma imensidão de restaurantes e serviços de alimentação dentro de uma única plataforma. Porém, não faltam aplicativos de periferia que muitas vezes respondem mais eficazmente e com margens menores para os negócios das comunidades onde, por exemplo, a AdC atua. Se você quer apostar na entrega de outros produtos, vale a pena conferir a própria Rappi, que além do segmento alimentar também oferece entrega de outros produtos, e a Loggi, empresa especializada em entregar uma variedade de produtos que não entram no escopo da alimentação e pode ser interessante para os microempreendedores que atuam em outros segmentos. É importante lembrar que o delivery responde à uma taxa altíssima do mercado, chegando a 40%, por isso é necessário que o seu restaurante ou serviço de alimentação tenha produtos “entregáveis” e que a disponibilidade do serviço esteja SEMPRE disponível! Mas… Como posso fazer para ingressar em um aplicativo de entrega? Todos esses aplicativos estão com novas condições comerciais por conta do Covid-19. Portanto, com a retomada, é muito importante a revisão detalhada dos contratos. Aqui vai algumas dicas para quem optar por ingressar neste universo: Entrar em contato com o aplicativo via site e tentar uma reunião presencial com o representante comercial, ou contato via whatsapp já com as condições comerciais; O início das negociações são sempre PADRÕES: mas há margem para descontos, prazos e promoções; Verificar que há 2 TAXAS: empresa usa a divulgação da marca via APP e UTILIZAR OU NÃO o motoboy do aplicativo; A empresa também pode utilizar seu próprio motoboy ou bikeboy; Verificar a possibilidade das empresas/comunidade se unirem para ter uma rede de motoboys locais, fortalecendo também a empregabilidade das pessoas que vivem na região; Acompanhar as ações de marketing de cada aplicativo e utilizar ao máximo essa estrutura, pois sempre há promoções/combos interessantes e fique atentos às promoções relâmpagos); Monitorar a exposição de seus produtos que estão disponíveis nos aplicativos de acordo com a sua capacidade de entrega dos mesmos; Verificar continuamente se o tempo de entrega está dentro da expectativa do cliente e do que sugere o aplicativo; Verificar se o pedido é corporativo ou pessoal (incluindo família); Sempre verificar se sua margem de contribuição comporta promoções genéricas ou somente para um produto; Cuidado com a apresentação do seu produto! Nada mais desagradável do que a frustração de uma entrega errada; Fidelizar ao máximo seu cadastro de clientes, sempre solicitando avaliações sobre sua empresa; Todos os aplicativos de entrega entregam relatórios de performance. Acompanhe esses resultados para melhorar sempre! Agora que você já conhece melhor esses aplicativos e como fazer para ingressar neste universo, vem a pergunta mais importante: vale a pena? SIM! A presença do seu estabelecimento em plataformas que são acessadas por milhões de pessoas é vital para a continuidade do seu negócio. Arcar com o custo do delivery por conta própria nem sempre é uma tarefa fácil para microempreendedores e esses aplicativos surgem como um mediador que pode facilitar parte do seu trabalho quando bem usado. A entrega e a divulgação do seu empreendimento dentro da plataforma fica por conta dos aplicativos, enquanto você fica responsável pela qualidade do produto que oferece! E, claro, como nada na vida é de graça, você paga uma taxa para esse serviço, mas é uma forma de manter o negócio fluindo em tempos de inseguranças e isolamento social! Estude e explore ainda mais essas potencialidades para crescer e aperfeiçoar seu trabalho!!!

  • Avaliação de impacto: útil para entender quem é útil

    A Aventura de Construir e sua trajetória aparecem mais uma vez na mídia! Dessa vez, no blog da Revista Exame (https://exame.com/blog/impacto-social/avaliacao-de-impacto-util-para-entender-quem-e-util/). Numa matéria impecável desenvolvida pelo Adriano Gaved, responsável pela Avaliação de Impacto Socioambiental Institucional, e pela Silvia Caironi, presidente e fundadora da Associação, se apresenta a metodologia da AdC. Num momento de escassez de recursos e de urgência que essas cheguem rapidamente e eficazmente a quem mais precisa, a possibilidade de contar com um sistema de avaliação de impacto socioambiental permite descobrir quais são as instituições que respondem a estas exigências… portanto, ajuda a identificar quem é realmente útil no ecossistema! Segue a matéria na íntegra: Você não dirigiria o seu carro sem o painel de controle, não é? Do mesmo jeito, não se deveria dirigir um programa social sem entender se ele melhora a vida dos seus beneficiários. E, para isso, não é suficiente medir o que se fez. É necessário mensurar o quanto o projeto gera de impacto na população atendida. Aventura de Construir (AdC) é uma ONG que auxilia microempreendedores de baixa renda das periferias de São Paulo. Quando iniciamos nossa jornada, em 2011, imaginávamos que deveríamos focar na provisão de microcrédito. No entanto, com o intuito de não combater o problema errado, entrevistamos 200 empreendedores para entender melhor as demandas desse grupo. Para nossa surpresa, mais do que crédito, eles necessitavam de formação e acompanhamento. E, assim, mudamos o foco para capacitação e assessoria gratuita. Depois de alguns anos de atividade, em 2015, achamos que o programa era consolidado e podíamos medir o impacto de nossa atividade. Definimos o programa de avaliação com a ajuda da Kellogg’s School da Notre Dame University, da ALTIS da Universidade Católica de Milão e da especialista Anna Maria Medeiros Peliano. Buscávamos ser o mais objetivo possível em nossa avaliação, sem, no entanto, utilizar muitos recursos, uma vez que nosso objetivo principal é auxiliar microempreendedores. A cada 6 meses (agora a cada ano), entrevistamos um grupo que recebe o nosso apoio e um grupo de controle, que não participa de nossas atividades, mas que apresenta características similares aos beneficiados: operar nos mesmos bairros e nos mesmos setores de atividade, possuir empresas de porte parecido em termos de faturamento e número de funcionários e, se for possível, com maturidade comparável em anos de atividade. O questionário é fixo e breve: 7 perguntas que cobrem controle financeiro, resultados econômicos e iniciativas pelo meio ambiente. Ter o segundo grupo como referência foi uma das dicas mais importantes que recebemos dos centros universitários que nos ajudaram. Ao se comparar os resultados dos apoiados pela nossa iniciativa e o grupo de controle, foi possível constatar que ao longo do tempo os impactados tinham maiores receitas (mais que R$ 6.000 por mês contra R$ 3.000, na última média) e lucro, mas, sobretudo, tinham maior controle financeiro do negócio: 94% sabiam o faturamento e o lucro do mês anterior, contra menos do 80% do controle. Em outros aspectos, como formalização e aceitação de cartões, o nível era alto nos dois grupos. Entre os anos de 2016 a 2018, no entanto, foi quando ficou evidente o valor do grupo de controle. Os empreendedores acompanhados pela AdC tiveram receitas e lucros em queda. Estávamos preocupados com nossa atuação, até constatar que o declínio era ainda mais acentuado no grupo de controle. O vilão era a crise econômica que estava começando a preocupar todos os setores da economia brasileira. Sem essa referência, o risco era gastar muito tempo e esforço em redefinir atividades que estavam dando certo. Até o 2018 trabalhamos em alguns bairros específicos e com ações contínuas com os assistidos. Agora passamos a trabalhar com projetos de duração mais breve e o desafio é aumentar a sensibilidade do sistema de avaliação para perceber as mudanças iniciais que são inevitavelmente menores. Sem abandonar as medidas quantitativas, estamos experimentando testes de atitudes, como autoestima e atividade/passividade, integrando-os com avaliações qualitativas. Essas últimas são importantes em situações pouco conhecidas ou mutáveis porque não congelam a observação da realidade em esquemas rígidos e predefinidos. Tentar medir as atitudes, embora seja difícil, reflete a evidência que todas as mudanças começam do íntimo da pessoa. Era uma das nossas hipóteses de trabalho fundamentais, que foi sempre confirmada. O nosso lema – “acompanhando protagonistas” – a reflete. Pode ser frágil e precisar de suporte, mas nada pode substituir a iniciativa do “eu”. Acesso em jul/2020 Revista Exame – https://exame.com/blog/impacto-social/avaliacao-de-impacto-util-para-entender-quem-e-util/

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