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- Índice de Liquidez: O que é, Qual sua Importância e Como Calcular?
O ano já começou e, com ele, a necessidade de organizar as finanças do negócio com mais estratégia e menos improviso. Em um cenário de incertezas econômicas, juros elevados e maior rigor no acesso ao crédito, entender indicadores financeiros básicos deixa de ser uma opção e passa a ser um pilar de sobrevivência e crescimento. Entre esses indicadores, o índice de liquidez se destaca como uma das ferramentas mais importantes para quem quer construir bases financeiras sólidas , tomar decisões mais seguras e garantir que a empresa tenha fôlego para honrar compromissos, investir e crescer de forma sustentável ao longo do ano. Confira abaixo, no artigo escrito pela Liga de Empreendedorismo do IBMEC, o que é esse conceito e como trabalhar com ele. O índice de liquidez é uma métrica importantíssima no meio empresarial. Em um cenário econômico cada vez mais volátil, com juros altos e crédito restrito, o índice de liquidez surge como uma métrica que avalia a resiliência da operação. Este artigo contém as fórmulas necessárias para calcular o índice de liquidez, e contempla também suas diferentes interpretações em diferentes contextos. O que é o índice de liquidez e como calcular? O índice de liquidez, como mencionado anteriormente, é uma métrica que avalia a saúde financeira de uma empresa, analisando suas condições, e prevendo sua capacidade de quitar dívidas por meio da venda/geração de ativos. O cálculo pode levar em consideração ativos diferentes: Índice de liquidez corrente = visão geral O índice de liquidez corrente avalia a saúde financeira da companhia por meio de ativos circulantes: caixa, títulos negociáveis, contas a receber, estoque e despesas pré-pagas são levados em consideração. O índice corrente é abrangente e indica a capacidade de quitar dívidas no curto prazo, mas não necessariamente de imediato. Seu cálculo pode ser simplificado em: ativos circulantes / passivos circulantes = índice de liquidez corrente Índice de liquidez imediata = segurança O índice de liquidez imediata inclui somente ativos com maior liquidez (ou seja, mais fáceis de converter em dinheiro): caixa, títulos negociáveis e contas a receber. O índice imediato (ou índice de liquidez seca) é uma avaliação modesta, e indica a capacidade de liquidez de curtíssimo prazo. Seu cálculo pode ser simplificado em: (caixa + títulos + contas a receber) / passivos circulantes = índice de liquidez imediata Índice de caixa = solvência O índice de caixa é o cálculo mais prudente, e leva em conta apenas o caixa atual do negócio e seus equivalentes. Seu cálculo pode ser simplificado em: (caixa + títulos) / passivos circulantes = índice de caixa Índice de operação = sustentabilidade O índice de operação mensura a solvência (capacidade de cumprir dívidas e obrigações financeiras) de um negócio apenas por meio da receita de operações. Um índice de operação alto indica que o negócio tem ótima sustentabilidade, e que não depende exclusivamente da venda de ativos. Seu cálculo pode ser simplificado em: fluxo de caixa / passivos circulantes = índice de operação Capital de giro = saúde financeira O capital de giro de uma empresa também está ligado ao índice de liquidez, e representa o capital reservado para contas, salários, impostos e outras pendências financeiras. Seu cálculo pode ser simplificado em: ativos circulantes – passivos circulantes = capital de giro Qual índice usar? A escolha do índice adequado é tão importante quanto o cálculo, e deve ser tomada levando em consideração a situação atual. Tudo depende de contexto e da informação que desejamos obter. O índice corrente oferece uma visão mais abrangente, uma análise menos imediatista da situação financeira do negócio. Sob outra ótica, temos métricas mais conservadoras como o índice seco e o de caixa, que indicam a capacidade de liquidez no menor tempo possível. Interpretação dos Índices Agora vem a parte mais importante: o que significa este resultado? Um índice exatamente igual a 1 indica que os ativos são equivalentes aos passivos, ou seja, é possível quitar todas as dívidas se todos os ativos forem liquidados. Um índice superior a 1 indica que há margem de respiro, mais ativos do que passivos. Isso significa que é possível liquidar ativos e pagar contas com sobra de capital. Um índice inferior a 1 indica que a empresa está sob risco ou má gestão, pois, mesmo após liquidar ativos, não será possível pagar todas as dívidas de curto prazo. Por outro lado, um índice extremamente alto também pode indicar que há capital ocioso, e que os recursos empresariais poderiam estar sendo melhor aproveitados. Também é importante compreender que setores diferentes interpretam o índice de liquidez de diferentes maneiras. Um índice considerado saudável para uma indústria pode ser considerado ineficiente se aplicado no mundo das startups. Antes de interpretar, é de suma importância realizar uma análise geral do seu setor de atuação. Aplicações práticas do índice O índice de liquidez pode ser usado para avaliar decisões para o negócio, e não devemos limitar sua aplicação à análise contábil. Investidores e gestores olham para o índice de liquidez para avaliar o risco financeiro da aplicação de recursos de uma empresa, enquanto bancos e hedge funds analisam a métrica para estipular condições de empréstimo ou até mesmo limites de crédito empresarial. Parâmetros setoriais Como citado anteriormente, é de extrema importância considerar o índice padrão de cada setor. Segue uma estimativa do índice de liquidez corrente padrão para diferentes segmentos: Setor Índice médio geral Análise do cenário Varejo e supermercados 1,1 – 1,5 Margem apertada e giro rápido, repondo estoque sem capital ocioso. Indústria de Transformação 1,5 – 2,0 Liquidez estável, ciclos produtivos longos e alta dependência de insumos. Construção Civil e Imobiliário 1,8 – 2,5 Projetos longos e dívida forte exigem liquidez alta para honrar obrigações. Tecnologia / SaaS / Startups Digitais 1,0 – 1,4 Negócios orientados a crescimento sacrificam liquidez por escalabilidade. Serviços Profissionais (consultoria, marketing, advocacia) 1,2 – 1,8 Baixa necessidade de ativos físicos, fluxo de caixa mais constante. Saúde e Farmacêutico 1,5 – 2,2 Alta regulação e estoques sensíveis exigem boa liquidez. Energia e Utilidades Públicas 1,2 – 1,6 Receita previsível e capital massivo. Transporte e Logística 1,3 – 1,7 Custos fixos altos e sazonalidade exigem boa liquidez. Agroindústria e Agronegócio 1,6 – 2,3 Sazonalidade torna o caixa extremamente estratégico. Instituições Financeiras e Seguros Acima de 2 Regulação exigente e confiança de mercado dependem de boa liquidez. Embora o índice de liquidez seja uma ferramenta poderosa, ele deve ser interpretado com muito cuidado: Um valor alto demais pode indicar segurança, mas também ineficiência na operação. O excesso de recursos ociosos mostra que uma empresa não está investindo o suficiente naquilo que poderia lhe trazer retorno. Em adição, fatores como sazonalidade, estrutura de capital, políticas de crédito e contexto macroeconômico também influenciam nos resultados, e comumente são considerados na análise completa de ativos. Mais do que apenas uma fórmula, o índice de liquidez também auxilia no estudo da saúde contábil de uma empresa de diferentes maneiras. Ele permite a previsão de crises, auxilia no ajuste de políticas de crédito, no planejamento de investimentos e sustenta decisões que garantem não apenas a solvência, mas eficiência no uso de capital. Empresas sólidas não buscam apenas liquidez alta, mas também um bom aproveitamento de recursos e alocação de capital inteligente, o que, por sua vez, possibilita o crescimento sustentável de uma companhia. Este texto foi produzido por alunos do IBMEC, voluntários na Aventura de Construir. A parceria entre voluntários universitários e empreendedores de periferia, com intermedio da AdC, leva conhecimentos a novos lugares, e potencializa a criatividade de quem sempre trabalhou duro. Fortaleça esse movimento, construa essa ponte! Doe agora pelo link .
- Livro “Brilhos da Periferia”: histórias que continuam a transformar territórios
Por Livia Magraner Neste verão, com dias mais longos e ritmo mais leve, “Brilhos da Periferia”, livro da Aventura de Construir, surge como uma inspiradora dica de leitura para quem busca histórias reais de transformação social. A obra reúne narrativas que refletem mais de 13 anos de trabalho junto a microempreendedores de baixa renda nas periferias do Brasil. O livro apresenta relatos inspiradores de pessoas que, com o apoio da Aventura de Construir, enfrentaram desafios e se transformaram em protagonistas de mudança em seus territórios. “Brilhos da Periferia” mostra que, mesmo em um contexto de desigualdades crescentes, é possível promover transformações reais e duradouras por meio da força coletiva e da ação individual. Escrito por Marli Pirozelli, professora e especialista em Ciências Humanas, e Adriana Barros, microempreendedora e fundadora da ABarros Editora, a obra reafirma o compromisso da Aventura de Construir em fortalecer e capacitar lideranças comunitárias. O livro evidencia como o acesso a conhecimento, orientação e acompanhamento adequado pode impulsionar cada empreendedor a descobrir e colocar em prática seu verdadeiro potencial. O desenvolvimento humano e social nasce do encontro; daquele momento em que uma oportunidade, uma escuta ou um gesto transformam a vida de alguém, fazendo dessa pessoa um novo agente de transformação em seu próprio contexto, refletindo mudanças em sua família e na comunidade ao redor. As formas como isso acontece são variadas, mas todas têm algo em comum: a presença de uma parceria concreta e comprometida. As histórias reunidas nesta obra registram como esse processo vem se multiplicando, criando uma corrente virtuosa de desenvolvimento que se espalha por diferentes regiões do Brasil. Clique aqui para conferir a obra na íntegra e adquirir seu exemplar! Este texto foi produzido por aluna da FECAP, voluntária na Aventura de Construir. A parceria entre voluntários universitários e empreendedores de periferia, com intermédio da AdC, leva conhecimentos a novos lugares, e potencializa a criatividade de quem sempre trabalhou duro. Fortaleça esse movimento, construa essa ponte! Doe agora pelo link . Quem doa mais de R$ 300,00 ganha o livro Brilhos da Periferia sem custos!
- Empreendedorismo Feminino Periférico: realidades, desafios e potencial - Podcast Aventura de Construir
Em novembro de 2025, realizamos no Insper o nosso grande encontro “Da Periferia, a Resposta: existe essa ponte?” , reunindo empreendedores periféricos, gestores públicos, representantes da iniciativa privada, pesquisadores e organizações do ecossistema de impacto. Foi um dia de escuta, provocações necessárias e construção coletiva de caminhos para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo. E agora você pode ouvir ao 2º painel na íntegra! Acesse o link. Painel 2 — Empreendedorismo Feminino Periférico: Realidades, Desafios e Potencial Participaram dessa conversa: Gema Soto - Empreendedora nascida em Bolívar, Venezuela, é fundadora do Chévere Restaurante, focado em alimentação saudável e sustentável; Beatriz Nóbrega - Secretária-Executiva da Frente Parlamentar pela Mulher Empreendedora no Congresso Nacional e fundadora da Plano Public Affairs; Cleo Santana - TEDx Speaker, sócia diretora da Escola de Negócios da Favela, VP do Data Favela e curadora da Expo Favela Innovation Brasil; Beatriz Ferrreira - Sócia e Diretora de Projetos na Catálise, é Mestre em design pela ESDI/UERJ e atua há mais de 5 anos coordenando equipes de inovação. A Aventura de Construir precisa da sua ajuda! A parceria entre voluntários universitários e empreendedores de periferia, com intermédio da AdC, leva conhecimentos a novos lugares, e potencializa a criatividade de quem sempre trabalhou duro. Fortaleça esse movimento, construa essa ponte! Doe agora pelo link .
- Conexão universidade e empreendedores de periferia: uma relação que vai além da sala de aula
Entrevista com Camila Ortega, professora da Faculdade Belas Artes, de São Paulo por Ana Luiza Mahlmeister Na parceria entre a universidade e os empreendimentos da periferia todos ganham: alunos, professores e empreendedores são impactados pela relação profissional e por laços construídos durante o processo. Nesse bate papo com a professora Camila Ortega, professora da Faculdade Belas Artes, voluntária da Aventura de Construir (AdC) desde o início de 2023, ela conta como incentivou os alunos da disciplina Projeto Integrador Multidisciplinar e Extensionista a apoiar negócios periféricos, colocando a teoria na prática. A Aventura de Construir lançou recentemente o Programa Guarda-chuva que conecta microempreendedores a estudantes universitários por meio de projetos de extensão. A AdC faz a ponte, oferecendo assessorias e capacitações: uma troca que tem um impacto real nos negócios, além de contar com uma iniciativa de crowdfunding para apoiar a ação. Você pode doar pelo link . Construa essa ponte! Camila Ortega lidera a parceria entre a Faculdade Belas Artes, de São Paulo, e a AdC, onde os alunos ofereceram consultorias de marketing para os empreendedores. Esse relacionamento começou com dois negócios apoiados por dois grupos da turma de marketing da Belas Artes. O objetivo era conhecer as empreendedoras, entender seu negócio e suas dores, propondo melhorias que contribuíssem para aperfeiçoar o empreendimento. “Quem melhor sabe do negócio são as próprias empreendedoras e o grupo não estava ali para impor nada, mas trazer opções para que avaliassem e escolhessem o que mais gostariam de fazer para avançar” , explica Camila. Isso implica na análise de cenários e do público-alvo e na apresentação de propostas. O grupo propôs, por exemplo, melhorar a identidade visual do negócio, mais alinhado ao seu público, sempre partindo da necessidade de cada um. Depois desse contato, as empreendedoras decidem o que quer implementar pensando no impacto a longo prazo. “A ideia não era que o grupo fizesse tudo, mas um processo de aprendizado dos dois lados”, explica Camila. Ela destaca que uma das principais dificuldades dos negócios da periferia é com as redes sociais e o uso do marketing digital. Para atender essa demanda, a equipe deu ideias de posts mais interessantes para atrair o público, sempre com a preocupação de que possam aplicar as estratégias de forma independente e no longo prazo. “A primeira experiência de intercâmbio da equipe de alunos de marketing com duas empreendedoras foi tão rica que ampliamos o escopo do programa para 20 grupos com 20 empreendedoras diferentes”, aponta Camila. Essa conexão atendeu várias frentes de negócio como alimentação, moda e artesanato. “Para os alunos foi fundamental conhecerem trabalhos em diferentes áreas, criando empatia para entender os públicos-alvo e criar pontos de contato e comunicações personalizadas, levando em conta a diversidade dos negócios”, afirma Camila. Uma das maiores dificuldades das empreendedoras é arrumar tempo para alimentar as redes sociais e fazer publicações para divulgar seu negócio. “A dificuldade não era em mexer na ferramenta – muitas delas postam boas fotos e conteúdos --, mas abrir um espaço para se dedicar a isso, pois a maioria trabalha sozinha, tendo que atender pedidos, ver estoque e definir precificação. “A solução apresentada foi o desenvolvimento de templates e ferramentas que facilitam a comunicação com as redes sociais, sem que precisem dedicar tanto tempo a isso, além do desenvolvimento de um calendário de postagens para tornar a comunicação mais organizada e eficiente”, explica Camila. Quando ministrou aulas de marketing para empreendedores da AdC, Camila se encantou com o empenho das turmas, a troca de ideias durante as aulas e o compartilhamento do dia a dia das pessoas e suas estratégias. “Existe uma interrogação constante sobre como podem aplicar novas abordagens para melhorar seu negócio e como davam conta do caos ao dia a dia”, conta Camila. Ela reforça que aprendeu muito com as aulas e a possibilidade de encontrar pessoas diferentes, ver múltiplos negócios e técnicas além da academia. Isso mostra a i mportância da c onexão universidade e empreendedores da periferia. As aulas trouxeram a publicidade para o dia a dia e ideias práticas, como por exemplo, como u ma boleira pode atender melhor seus clientes com porções mais precisas do bolo, ao invés de oferecer um tamanho que vai sobrar na festa; ou ainda, oferecer pedaços em porções individuais. Ou a ideia de uma empreendedora de um salão de beleza de oferecer entretenimento para os filhos das clientes enquanto a mãe está sendo atendida, para que fique mais tranquila. “São reflexões e associação de ideias e experiências de outras pessoas que se encaixam e podem beneficiar outros negócios”, diz Camila. Tudo isso permite aos alunos saírem da bolha do mundinho acadêmico. “Eles estão acostumados a trabalhar sempre para os mesmos públicos, dos amigos e faixa etária semelhante; e a parceria com a AdC amplia os horizontes, traz mais confiança para arriscar em outros ambientes e atender novas demandas”, analisa Camila. Outra iniciativa importante são as pesquisas desenvolvidas pelos alunos – que ajudam a entender melhor qual o público e o que ele espera. “Hoje é possível entende um pouco melhor o marketing e a importância de desenvolver planos bem estruturados para o crescimento do negócio”, aponta. A troca permitiu aprofundar o conhecimento dos alunos sobre preocupações dos empreendedores pouco usuais, como a questão dos alimentos perecíveis, higiene, o cuidado, carinho e respeito com o cliente, além de terem acesso aos bastidores dos negócios e como são pensados. “O programa é ajustado a cada semestre para aparar arestas e melhorar a conexão dessa experiência”, afirma Camila. A meta da parceria da Faculdade Belas Artes com a AdC é ampliar o trabalho com os empreendedores, conhecer novos negócios alcançar mais empresas para que os alunos tenham cada vez mais contato com o mundo corporativo real. “Dá aos alunos a dimensão da responsabilidade e ressignifica o trabalho na sala de aula, gerando pesquisas a partir disso”, diz Camila. Esse contato é muito positivo com reuniões semanais e feedbacks sobre o acompanhamento dos grupos, criando vínculos que extrapolam a sala de aula e o final do semestre. Essas interações ampliam o impacto de novas propostas, não tanto ideias de novos negócios, mas de como podem aprimorar seu dia a dia, trabalhando suas necessidades para que se sintam cada vez mais seguros na manutenção e crescimento do negócio. O projeto de parceria Belas Artes e AdC está em sua terceira edição e já atendeu em torno de 40 empreendimentos. O programa de extensão traz impactos fora da faculdade, pois diz respeito a questões sociais e ambientais, e desperta o interesse de outras disciplinas da faculdade. “Tenho divulgado o projeto para outros professores que podem se interessar e expandir a parceria com a AdC”, completa Camila.
- Confira agora a publicação "Da periferia, a resposta: Uma iniciativa transformadora"!
A Aventura de Construir tem orgulho de lançar o documento “ Da periferia, a resposta: Uma iniciativa transformadora ” , um material que sistematiza os principais aprendizados, evidências e histórias que emergiram ao longo da implementação do projeto realizado em 2023–2025 com microempreendedoras e microempreendedores de diferentes regiões do país. Mais que um relatório, este documento é um convite à escuta. Ele nasce da convivência com centenas de pessoas que, em meio aos desafios de seus territórios, constroem soluções inovadoras, sustentáveis e profundamente humanas para impulsionar suas comunidades. Como lembra Silvia Caironi, "a periferia não é carência, é resposta”, e este material demonstra isso em cada página. O que você vai encontrar no documento Ao longo do conteúdo, você poderá conhecer: • O percurso da Aventura de Construir e os fundamentos da nossa metodologia Centrada na pessoa e na transformação integral, a metodologia da AdC articula escuta ativa, formação técnica, acompanhamento individual, fortalecimento emocional e criação de redes de apoio. Esse conjunto de práticas sustenta o impacto observado nos territórios e reforça a importância de políticas públicas que valorizem abordagens integradas. • Como o projeto “Da periferia, a resposta” foi implementado e ampliou oportunidades Foram mais de 300 inscrições , trilhas de fortalecimento e aceleração, assessorias personalizadas, capital semente, ações presenciais em diferentes cidades e formação de redes de colaboração com universidades e parceiros estratégicos. Os resultados mostram avanços sólidos em formalização, organização financeira, planejamento e crescimento dos negócios. • Histórias reais de transformação O documento apresenta relatos inspiradores de mulheres como Teresa Cristina Patrício , Maria Dias , Benizauria da Silva , Bárbara Tompa e Gema Soto , que encontraram no projeto um espaço de aprendizado, fortalecimento e construção de novas perspectivas de futuro. Cada história revela a potência criativa e a resiliência que marcam os territórios periféricos do país. • Conexões com políticas públicas e agendas nacionais e globais A publicação destaca como a experiência acumulada pela AdC pode contribuir para programas governamentais de inclusão produtiva, empreendedorismo feminino, acesso ao crédito e desenvolvimento territorial, além de dialogar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O lançamento oficial do documento aconteceu em um evento especial no Insper, reunindo especialistas, parceiros e empreendedoras que compartilharam suas experiências e reflexões sobre o impacto da iniciativa. 👉 O evento está disponível na íntegra no YouTube da Aventura de Construir . Aproveite para assistir e mergulhar ainda mais no contexto, nas histórias e nos resultados que deram origem a esta publicação. Acesse o documento completo O relatório está disponível gratuitamente para leitura e consulta. Acesse pelo link . Este é um material pensado para inspirar gestores públicos, organizações da sociedade civil, universidades, parceiros privados e todas as pessoas interessadas em inclusão produtiva, desenvolvimento humano e fortalecimento das periferias.
- Políticas Públicas para o Desenvolvimento Inclusivo e Acesso ao Crédito - Podcast Aventura de Construir
No último dia 26 de novembro, realizamos no Insper o nosso grande encontro “Da Periferia, a Resposta: existe essa ponte?” , reunindo empreendedores periféricos, gestores públicos, representantes da iniciativa privada, pesquisadores e organizações do ecossistema de impacto. Foi um dia de escuta, provocações necessárias e construção coletiva de caminhos para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo. E agora você pode ouvir ao 1º painel na íntegra! Acesse o link. Painel 1 — Políticas Públicas para o Desenvolvimento Inclusivo e Acesso ao Crédito Participaram dessa conversa: Ediméa Tereza — Afrochefe e fundadora da Quilombo Doces, trazendo a perspectiva do território, da ancestralidade e da construção de autonomia econômica. Daniel Papa — Diretor de Empreendedorismo do Ministério do Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, com reflexões sobre inclusão produtiva e desenho de políticas nacionais. Bruno Girardi — Diretor de Investimento de Impacto da SITAWI, com contribuições sobre mecanismos financeiros inovadores para destravar capital socioambiental. Felipe Mecchi — Economista do C6 Bank, analisando o cenário econômico e os desafios do crédito para pequenos negócios.
- Participe do encontro “Da Periferia, a Resposta: existe essa ponte?”
Diálogo entre experiências e propostas do ecossistema: um encontro entre empreendedores, universidades, empresas e poder público e lançamento do livro “Da Periferia, a Resposta: uma iniciativa transformadora”. Por que participar? Descubra iniciativas que nascem nas periferias: seus desafios, aprendizados e potenciais. Ouça o diálogo entre atores públicos e privados e inspire-se na construção de um terreno comum para a mudança. Entenda como construir pontes que transformam experiências locais em políticas públicas de impacto. Venha construir essa ponte com a gente! 👉 Garanta sua vaga gratuitamente Painéis temáticos Painel 1 — Políticas Públicas para o Desenvolvimento Inclusivo e Acesso ao Crédito Propostas concretas para aproximar experiências territoriais das agendas de governo. Ediméa Tereza - Afrochefe e fundadora da Quilombo Doces, é nutricionista e estuda Gastronomia Africana e Quilombola; Daniel Papa - Diretor de Educação Empreendedora do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, é mestrando em Políticas Públicas e Governo pela FGV; Bruno Girardi - Diretor de Investimento de Impacto na SITAWI Finanças do Bem e professor de Investimento de Impacto na FGV; Felipe Mecchi - Economista pela UFABC e mestre pela FGV-EESP, integra a equipe econômica do C6 Bank. Painel 2 — Empreendedorismo Feminino Periférico: Realidades, Desafios e Potenciais Histórias de mulheres que transformam a realidade e criam caminhos de autonomia e geração de renda nas periferias brasileiras. Gema Soto - Empreendedora nascida em Bolívar, Venezuela, é fundadora do Chévere Restaurante, focado em alimentação saudável e sustentável; Beatriz Nóbrega - Secretária-Executiva da Frente Parlamentar pela Mulher Empreendedora no Congresso Nacional e fundadora da Plano Public Affairs; Cleo Santana - TEDx Speaker, sócia diretora da Escola de Negócios da Favela, VP do Data Favela e curadora da Expo Favela Innovation Brasil; Beatriz Ferrreira - Sócia e Diretora de Projetos na Catálise, é Mestre em design pela ESDI/UERJ e atua há mais de 5 anos coordenando equipes de inovação. Painel 3 — O Papel da Iniciativa Privada e da Academia na Cocriação de Soluções Como empresas e universidades podem apoiar o empreendedorismo periférico com inovação e responsabilidade social. Dulce Falcão - Cabeleireira, especialista em Visagismo e Consultoria de Imagem, é fundadora do Espaço Dulce Divas; Carolina da Costa - Chief Impact Officer da Stone Co, lidera frentes de inclusão produtiva e integração ESG. É presidente do Comitê ESG do Grupo Boticário; Edgard Barki - Professor Adjunto da FGV-EAESP, Doutor e Mestre em Administração e Coordenador do FGVcenn (Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios); Rosa Maria Fisher - Professora Titular Sênior da FEA-USP, é socióloga e fundadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor da USP; Kelly Pina - Coordenadora sênior de Impact Growth no iFood, atua na construção de parcerias com o terceiro setor, impulsionando negócios de impacto e iniciativas de inovação social. Informações práticas Data: Quarta-feira, 26 de novembro de 2025 Horário: Recepção e credenciamento a partir das 13h Local: Instituto de Ensino e Pesquisa Insper — Sala Jorge Paulo Lemann Endereço: Rua Quatá, 300 – Vila Olímpia, São Paulo (SP) Saiba mais sobre o projeto e o livro: Em um Brasil marcado por desigualdades históricas, a Aventura de Construir (AdC) tenta dar voz a territórios que permanecem silenciados por tanto tempo, lugares que não são espaços de falta, mas de potência. Dessa visão nasceu o projeto “Da Periferia, a Resposta” , realizado com o apoio da Aliança pela Inclusão Produtiva (AIPÊ) , na convicção de que o desenvolvimento humano integral só acontece quando se reconhece o valor que habita nas margens. O relatório apresenta a metodologia da AdC, baseada no princípio “primeiro a pessoa, depois o negócio” , reconhecendo que o desejo das pessoas vai além do ganho econômico: envolve escuta ativa, formação integral e acompanhamento humano . Entre 2024 e 2025, mais de 300 mulheres negras, chefes de família, migrantes e artesãs de todo o país transformaram talento em negócio e resistência em inovação. O documento apresenta números e vozes que se entrelaçam para contar uma história maior: que a renda é medida em protagonismo, clareza e autoestima, tanto quanto em resultados econômicos. A iniciativa tem o objetivo de construir pontes entre o setor privado, universidades e governo . Juntos, se pode mostrar que políticas públicas eficazes nascem quando se escuta quem está na base. Mais do que um projeto social, Da Periferia, a Resposta consolidou-se como uma tecnologia social replicável , alinhada aos ODS da ONU e às agendas de inclusão produtiva do Brasil . A AdC sonha em ampliar essa metodologia para todo o país , fortalecendo redes, inspirando políticas públicas e criando novas pontes entre saberes e territórios. Não conseguirá participar? A transmissão ao vivo também estará disponível no YouTube para quem não puder comparecer presencialmente garantindo que mais pessoas acompanhem os painéis, diálogos e o lançamento do documento em tempo real de qualquer lugar do Brasil.
- Iniciativas de Inclusão Produtiva: Protagonistas da sua própria história
Por Ana Luiza Mahlmeister Vivianne Naigeborin tem uma longa trajetória na criação e fortalecimento de iniciativas de impacto social. Atualmente é superintendente da Fundação Arymax, que atua na inclusão produtiva de pessoas vulneráveis no mundo do trabalho e prioriza iniciativas que vão além do empreendedorismo. Nessa conversa com o Blog ESG, da Aventura de Construir, Vivianne nos conta um pouco dessa história e sua motivação: a geração de trabalho e renda é a melhor porta de saída da pobreza. “Dar oportunidade às pessoas escolherem melhor seus caminhos e terem uma vida digna é uma das causas mais urgentes no combate às desigualdades e à pobreza”, reforça Vivianne. Nessa lógica, as soluções para os grandes desafios sociais nascem nos próprios territórios e não de criações externas. O “aprendizado com a periferia” precede à “ajuda à periferia”. O território não precisa de porta-vozes, ou seja, os moradores detêm o conhecimento, tem suas próprias exigências, entendem seus desafios, o que funciona melhor e quais os caminhos para a geração de trabalho e renda. “Qualquer solução de inclusão produtiva deve partir dos saberes periféricos com as pessoas que moram nesses espaços”, analisa. Iniciativas filantrópicas e o investimento social privado podem potencializar esse protagonismo sem reproduzir lógicas assistencialistas. “Hoje temos mais atores sensíveis a esse contexto do que há dez anos”, afirma Vivianne. Ela destaca a importância da cocriação de soluções, sejam de recursos filantrópicos ou estatais. “Esse investimento deve ser paciente na espera dos resultados, levando em conta o ritmo e os saberes da periferia”, destaca Vivianne. A criação conjunta de soluções passa pelo diálogo entre sociedade civil, poder público e iniciativa privada, propondo caminhos para programas privados e políticas públicas baseadas em experiências concretas, a exemplo da atuação da Aventura de Construir. O maior desafio é mudar a lógica da ação filantrópica e das políticas públicas no desenho e implementação das iniciativas. Para Vivianne, programas criados em conjunto com os atores alvo das ações potencializa resultados. “A intersetorialidade é fundamental para criar espaços permanentes de confiança e troca de experiências para o desenvolvimento das políticas”, afirma. Muito desse trabalho acontece de forma isolada, em programas de filantropia dentro de gabinetes públicos e dentro de empresas, sem escuta externa. “É importante criar espaços de confiança em que os atores possam trabalhar juntos”, destaca Vivianne. Nesse cenário as empresas podem atuar de maneira mais estratégica, indo além da responsabilidade social, para apoiar a inclusão produtiva e o desenvolvimento territorial sustentável. O primeiro passo é entender a importância da formação de pessoas na geração de trabalho e renda, e que essa responsabilidade não é exclusiva do Estado. Por isso a importância de a empresa ser um espaço de aprendizado, dando oportunidades de formação e desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais. “É papel das empresas serem mais diversas e acolhedoras abrindo espaços de aprendizagem e oportunidades”, afirma Vivianne. Mulheres, jovens e populações racializadas são os grupos mais sub representados no mercado de trabalho, e os que encontram mais desafios para gerar renda, por isso a importância das políticas de inclusão. As mulheres, por exemplo, são as grandes responsáveis pelo cuidado do lar, doentes e crianças. “As políticas públicas podem apoiá-las para que possam sair para trabalhar de forma tranquila, com creches para deixar as crianças e centros de convivência para encaminhar idosos, além de oferecer oportunidades de trabalhar mais próximo de suas casas, para não perder tempo com deslocamentos”, aponta Vivianne. A importância das políticas de diversidade nas empresas, segundo Vivianne, corrige erros históricos e equaliza o mercado de trabalho. Outro grupo que deve ser priorizado é a população jovem, para que tenham mais oportunidades para entrar no mundo do trabalho a partir de uma formação mais adequada. Na opinião de Vivianne, hoje as empresas são mais conscientes da importância da saúde mental e bem-estar dos colaboradores para diminuir a rotatividade e contar com pessoas engajadas e produtivas. “Cuidar da pessoa é condição para cuidar do negócio", afirma Vivianne. Sobre o papel do Ministério do Empreendedorismo para aproximar experiências, Vivianne reforça a importância de abrir espaço para que se ouça o que as pessoas da periferia têm a dizer, seus principais desafios, entre eles o acesso a crédito personalizado e a linhas de conexão com o mercado, por exemplo, por meio de programas de inclusão nas compras públicas. Outra iniciativa importante é o desenvolvimento de gestores públicos capazes de alavancar o potencial dos empreendedores. “O Brasil sabe o potencial da periferia, da criatividade, talento e vontade de trabalhar no desenvolvimento do país, por isso a importância da resposta de todos nós para construir caminhos para que isso aconteça”, destaca. Houve avanços nas políticas públicas e privadas no apoio aos empreendedores e isso gerou mais protagonismo. “Vemos uma grande evolução, com empreendedores periféricos liderando conversas, mas existe ainda um grande caminho a percorrer para que o diálogo entre as diversas áreas funcione melhor”, diz Vivianne. Ela reforça a importância de espaços de diálogo que unam gestores públicos e privados, público externo, terceiro setor e universidades para troca de experiências, acesso a pesquisas e acompanhamentos de programas, a exemplo de um Núcleo de Inclusão Produtiva, criado no Insper, em São Paulo. “O núcleo reúne atores que atuam no tema e promove encontros que são importantes para refinar estratégias, ampliar o networking, conhecer pessoas e ideias, aperfeiçoar projetos de inclusão produtiva de pessoas em vulnerabilidade econômica, seja por meio do empreendedorismo ou do emprego em áreas urbanas ou rurais”, completa Vivianne. acompanhamentos de programas, a exemplo de um Núcleo de Inclusão Produtiva, criado no Insper, em São Paulo.
- Autoestima e Identidade: O Impacto da Consultoria de Imagem de Leidiane Cardoso - Podcast Empreendendo na Periferia #7
Conheça a trajetória da empreendedora Leidiane Cardoso , que usa a consultoria de imagem como ferramenta de empoderamento para mulheres da periferia. Com um olhar inclusivo e acessível, ela ajuda suas clientes a se sentirem mais confiantes e representadas na sociedade. Acesse pelo link O Podcast Empreendendo na Periferia é um espaço onde histórias reais e dicas práticas se encontram para fortalecer o empreendedorismo que nasce das periferias do Brasil. É uma produção da Aventura de Construir, a AdC, ONG que atua no apoio ao crescimento pessoal e à transformação socioeconômica desse público, os microempreendedores das periferias , promovendo sua formação e fortalecimento. A cada episódio, traremos convidados especiais que compartilham suas experiências, desafios e sucessos no mundo do empreendedorismo . São verdadeiros protagonistas de suas vidas, seus negócios e suas comunidades. Não perca esse episódio! Nos siga nas plataformas de áudio e nas redes sociais. Apresentação de Ana Luiza Mahlmeister Produção de Pedro Menezes e Vinicius Dutra Edição de Vinicius Dutra
- Da Periferia, a Resposta: Trocas com Ana Carla, Rosangela e Antônia - Podcast Empreendendo na Periferia #15
Neste episódio, escutamos três mulheres que mostram, na prática, o poder transformador do empreendedorismo nas periferias. Ana Carla da Pitada Saudável , Rosangela da Pote dos Desejos e Antônia do Ayrá Ateliê , compartilham suas trajetórias, desafios e aprendizados vividos no projeto "Da Periferia, a Resposta" , realizado pela Aventura de Construir , com apoio da AIPÊ . Entre maternidade, ancestralidade e propósito, elas revelam que empreender vai muito além de vender um produto, é um caminho de autoconhecimento, autonomia e fortalecimento coletivo. Acesse pelo link O Podcast Empreendendo na Periferia é um espaço onde histórias reais e dicas práticas se encontram para fortalecer o empreendedorismo que nasce das periferias do Brasil. É uma produção da Aventura de Construir, a AdC, ONG que atua no apoio ao crescimento pessoal e à transformação socioeconômica desse público, os microempreendedores das periferias , promovendo sua formação e fortalecimento. A cada episódio, traremos convidados especiais que compartilham suas experiências, desafios e sucessos no mundo do empreendedorismo . São verdadeiros protagonistas de suas vidas, seus negócios e suas comunidades. Não perca nenhum episódio! Nos siga nas plataformas de áudio e nas redes sociais. Apresentação de Nico Dicuonzo Produção de Nathalia Vezenhassi e Luiz Sette Edição de Vinicius Dutra
- Almazzen que Floresce: A jornada de Jessyca após mudança na carreira - Podcast Empreendendo na Periferia #14
Neste episódio, ouvimos Jessyca , fundadora do Almazzen , que transformou um momento de crise pessoal em oportunidade criativa . Com terrários e suculentas, ela reconstruiu sua trajetória profissional, enfrentou desafios iniciais, conquistou parcerias importantes e encontrou apoio da Aventura de Construir para profissionalizar seu negócio . Uma história que mostra como criatividade e resiliência podem transformar vidas e comunidades. Acesse pelo link O Podcast Empreendendo na Periferia é um espaço onde histórias reais e dicas práticas se encontram para fortalecer o empreendedorismo que nasce das periferias do Brasil. É uma produção da Aventura de Construir, a AdC, ONG que atua no apoio ao crescimento pessoal e à transformação socioeconômica desse público, os microempreendedores das periferias , promovendo sua formação e fortalecimento. A cada episódio, traremos convidados especiais que compartilham suas experiências, desafios e sucessos no mundo do empreendedorismo . São verdadeiros protagonistas de suas vidas, seus negócios e suas comunidades. Não perca nenhum episódio! Nos siga nas plataformas de áudio e nas redes sociais. Apresentação de Ana Luiza Mahlmeister Produção de Nathalia Vezenhassi e Luiz Sette Edição de Nathalia Vezenhassi
- Instituto Ultra aposta na educação como alavanca de transformação social: entrevista com Luis Guggenberger
Por Ana Luiza Mahlmeister A desigualdade educacional está entre os principais problemas brasileiros e tem sensibilizado organizações sociais, governo, entidades públicas e privadas. A relevância da educação e seu impacto no desenvolvimento das comunidades direciona a estratégia do Instituto Ultra, organização da sociedade civil responsável pelo investimento social privado da Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil. Na liderança do Instituto está Luis Fernando Guggenberger, executivo com ampla experiência em organizações sociais do terceiro setor, com passagens pela Fundação Gol de Letra, Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), além da atuação na iniciativa privada na Fundação Telefônica Vivo e Vedacit. A partir de 2022, o Instituto Ultra revisitou a sua estratégia e passou a direcionar os investimentos para as cidades onde operam as empresas do grupo. “ Enxergamos a educação como motor de transformação da realidade do país, por isso a escolha como foco prioritário de atuação, ampliando as possibilidades de mudanças nas vidas das pessoas. ”, explica Guggenberger. O objetivo do Instituto Ultra é investir na educação, por meio de 2 pilares estratégicos, o primeiro é o investimento para a melhoria da qualidade da educação básica, especialmente no ensino fundamental II, fortalecendo e apoiando as lideranças e a gestão educacional de municípios, bem como a recomposição e aceleração de aprendizagem de alunos, e o segundo é focado na educação profissional. A atuação se estende a Canoas (RS), Santos-Cubatão (SP), Betim (MG), Ipojuca (PE), São Luís (MA) e Barcarena (PA), municípios onde as empresas do Grupo atuam. O Instituto trabalha com a rede pública por meio de alianças com as Secretarias Municipais de Educação. “ A posição é de escuta das necessidades e dos principais desafios da cidade, com respeito e cuidado para não sobrepor o que a cidade quer e precisa, buscando parceiros no ecossistema entre organizações sociais e empresas que tenham experiência com esta agenda, viabilizando projetos de maneira escalável ”, explica Guggenberger. O investimento é dividido de duas formas: a primeiro de recursos diretos por meio da doação voluntária das empresas do Grupo, e a segunda é a da gestão da destinação dos recursos incentivados das empresas, sendo que estes podem ser inscritos na plataforma do Instituto que possui um processo seletivo que vai desde curadoria baseada em um score card de análise da aderências das iniciativas, passando pela aprovação junto às empresas em seus comitês. Além disso 10% do orçamento de investimento direto vai para ações emergenciais. “Apoiamos municípios que sofrem catástrofes climáticas ou outros eventos, como incêndios”, afirma Guggenberger. Entre eles está Canoas, no Rio Grande do Sul, que sofreu com as enchentes da região em maio de 2024, e recebeu recursos para a compra de cestas básicas entregues para ONGs indicadas pela Ação da Cidadania, parceira do Instituto nesta frente. “Em conjunto com B3 Social e a iniciativa privada foi possível reconstruir 55 escolas, bibliotecas e brinquedotecas do município que também recebeu a doação de 400 chromebooks (laptops) para a retomada das aulas”, diz Guggenberger. Os próximos passos do Instituto Ultra, segundo Guggenberger, é a consolidação dos programas previstos até 2030. “ Cada iniciativa tem a duração média de dois anos seguida de uma avaliação dos resultados do investimento social . Nossa meta principal é melhorar a qualidade da educação nos municípios onde atuamos, baseados no IDEB e na diminuição da evasão escolar para no mínimo alcançar a meta nacional que é de 6,5% até 2030 ”. Outra meta é oferecer educação profissionalizante para a formação de jovens que poderão futuramente participar de processos seletivos nas empresas do grupo.











