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  • Stakeholders: o mapa de parcerias para o sucesso do seu negócio

    Na realidade do empreendedorismo periférico, ninguém cresce sozinho. Seja a fornecedora que entrega os insumos no prazo, o cliente fiel que indica seu serviço no WhatsApp ou a organização que oferece capacitação, todos fazem parte de uma rede que sustenta o seu negócio. Na gestão, chamamos esses grupos de “stakeholders” (ou partes interessadas). Entender quem são e como se relacionar com eles é o que diferencia um negócio que apenas sobrevive de um que cresce com consistência e impacto social. Mas afinal, o que são stakeholders? Segundo Edward Freeman, stakeholders são grupos ou indivíduos que podem afetar ou ser afetados pelas atividades de um negócio. Na prática, é olhar para sua empresa como uma rede de relações. Para simplificar a gestão, podemos dividi-los em: Internos: você (empreendedor), seus sócios e, se houver, seus colaboradores. Externos: clientes, fornecedores, vizinhos de bairro, instituições financeiras, órgãos públicos e organizações de apoio (como a AdC). Identificar esses atores é o primeiro passo para organizar o seu crescimento. Para quem empreende, a gestão dessas relações são essenciais, para gerar: Redução de riscos: ter um bom relacionamento com fornecedores pode facilitar negociações de prazos em momentos críticos. ​Reputação e confiança: o "boca a boca" continua sendo uma das formas mais poderosas de divulgação. Um cliente satisfeito pode se tornar um promotor da sua marca. ​Acesso a Oportunidades: estar conectado com organizações, associações e redes locais pode abrir portas para especializações e oportunidades de negócio. Como aplicar na prática? Gerenciar stakeholders não deve ser complicado. Com organização e diálogo, é possível dar passos importantes. Identifique: liste todas as pessoas e instituições que impactam no seu negócio. Inclua desde clientes frequentes à fornecedores e parceiros. Análise: quem é essencial para o funcionamento? Se essa relação falhar, o que acontece? Isso ajuda a identificar quais stakeholders são prioritários. Escute: o que seus clientes esperam? Como sua atividade impacta no entorno? Entender as percepções ajuda a evitar conflitos e melhorar sua atuação. Comunique: mantenham as pessoas informadas. Avise sobre prazos e mudanças, compartilhe conquistas. A transparência gera fidelidade fortalece seu empreendimento. A partir desses passos você consegue priorizar quem tem maior influência sobre seu negócio, quais as relações priorizar no momentos das respostas, as que demandam maior atenção para para construir relacionamento de forma contínua. No empreendedorismo, crescer também é fortalecer as relações ao seu redor. Quando você cuida dos seus stakeholders, você está, na verdade, cuidando do ecossistema onde vive e trabalha. Por Sara Mendes

  • Coletividade, parceria e construção conjunta - podcast Empreendendo da Periferia

    No novo episódio do Empreendendo na Periferia, a conversa é sobre aquilo que sustenta qualquer transformação real: coletividade, parceria e construção conjunta. Recebemos Maria de Lourdes Moraes, microempreendedora acompanhada pela AdC, e Eduardo Zdanowicz, do Impact Hub São Paulo, organização que promove o Fórum Impacta Mais. Juntos, eles refletem sobre as pontes que tornam o impacto social possível, a importância de somar diferentes trajetórias e o compromisso necessário para construir soluções conectadas aos territórios. Uma conversa inspiradora sobre alianças, escuta e protagonismo. Acesse agora e ouça o episódio completo!

  • Raízes que Constroem: 15 anos da Aventura - Origem e fundação

    Como começou a Aventura de Construir (AdC)? Como foi sua evolução ao longo dos anos e por quais transformações passou a partir do projeto inicial para atender seu público-alvo? Essas indagações ficam mais provocadoras tanto para aqueles que participaram de sua fundação quanto para os que a conhecem agora. Com a chegada dos 15 anos da organização, surgiu a ideia de deixar um registro escrito desta história que se confunde com a trajetória da própria fundadora, a economista Silvia Caironi, que chegou ao Brasil para tocar uma obra de oferta de microcrédito para empreendedores da periferia a partir do financiamento da fundação italiana Umano Progresso, de Milão, liderada por Angelo Abbondio (1941-2022). Silvia, conta um pouco desse começo, quando a AdC nem tinha este nome: “Um amigo, Mario Molteni, que é o fundador da ALTIS e da E4Impact, respectivamente escola de negócios e organização de impacto ponte entre a Universidade Católica de Milão e universidades africanas, me falou que uma fundação queria começar um projeto de financiamento para microempreendedores nas periferias de São Paulo, em particular na periferia da zona oeste da capital paulista, em parceria com a Associação dos Trabalhadores Sem Terra (ATST) de São Paulo, liderada por Marcos Zerbini (ex-deputado estadual de São Paulo) e sua esposa Cleuza Ramos”. Nessa época, Silvia era administradora da Cáritas no Peru, que tinha um dos três maiores programas de microcrédito daquele país em 2010. Mario Molteni, conhecendo esta experiência, a convidou para liderar um programa similar no Brasil ligado à ATST. A princípio, Silvia não se interessou. Mas por amizade - e insistência de Mario Molteni - concordou em escrever um projeto. “Conversando com uma amiga economista, comecei a me empolgar com a iniciativa e com o tema. Escrevi o projeto, mandei para o Mario, e ele passou para o Abbondio da Fundação Umano Progresso”, diz Silvia. Em seguida, ela foi para a Itália de férias e se encontrou com Angelo Abbondio, head da fundação, que se propôs a financiar microcrédito no Brasil, contanto que Silvia liderasse a obra. Ela ainda estava na Cáritas, no Peru, onde ficou até novembro de 2010. Encerrado este ciclo, chegou ao Brasil em fevereiro de 2011. “Vim duas vezes antes para verificar se as condições para começar esse trabalho eram viáveis”, detalha Silvia. Aqui chegando, começou a pesquisa para a montagem de uma organização de microcrédito, na periferia da zona oeste da capital paulista, alcançando territórios onde a ATST atuava como Morro Doce, Sol Nascente, Pirituba, Turística e Vila Aurora. Neste início, Silvia agendou reuniões em várias instituições financeiras que trabalhavam com microcrédito, como o Banco do Nordeste e o Santander, onde ficou amiga de um diretor da área. Com seis meses de Brasil, e ainda estudando como abrir juridicamente a organização de microcrédito, o Governo Federal – época da presidente Dilma Roussef - lançou um programa subsidiado. Antes de passar um período na Itália – onde ficou oito meses à espera do visto para morar no Brasil – Silvia passou por Washington (EUA) para consultar pessoas especializadas em microcrédito. Felipe Mahlmeister Ribeiro, cientista social, conta como se juntou à organização que seria a AdC em 2011, quando foi criado o CNPJ da organização. “Fiquei sabendo que a Silvia estava vindo para o Brasil, e estava interessado em começar um trabalho com essa perspectiva. Naqueles anos, a economia solidária e o microcrédito estavam muito fortes, existiam muitas iniciativas no mundo inteiro, muita pesquisa acadêmica, livros sendo publicados, e eu tinha interesse em trabalhar nessa área. Conheci a Silvia, e ela me falou do trabalho que se adequou ao que eu buscava profissionalmente. Em um primeiro momento, quando ela ainda estava montando a organização juridicamente, surgiu a possibilidade de parceria com o BAMIC (Banco Mineiro de Microcrédito), OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) de Belo Horizonte (MG) que oferecia essa linha de financiamento para a região. Fizemos um acordo com eles e em 2012 fui para Belo Horizonte e fiquei alguns meses no BAMIC conhecendo a operação de microcrédito ligada ao CEDUC (Centro Educativo Virgilio Resi), para depois continuar o trabalho análogo junto com a Silvia em São Paulo. Nesse período conhecemos o BAMIC que tinha passado por muitas mudanças de gestão e precisavam organizar melhor os números, e tivemos um papel importante nesse processo”, diz Felipe. Ele voltou à São Paulo e começou a ajudar nas tarefas do dia a dia. O BAMIC estava ligado à duas organizações, a CDM e ao Centro de Biodiversidade, dentro do Ceduc Virgílio Resi, centro de formação profissional para jovens aprendizes. Após o trabalho do Felipe em BH foi possível ter mais informações sobre a difícil sustentabilidade financeira do microcrédito, pois o BAMIC operava com déficit. “É um desafio do ponto de vista da sustentabilidade financeira, porque cada empréstimo gera uma receita minúscula para o banco. Então, se você não tem um controle muito rigoroso dos números, começa a operar no prejuízo sem perceber. Muitas vezes é um pequeno prejuízo, mas se isso acontece mensalmente leva a organização à falência. E descobrimos que estavam nesse ponto”, conta Silvia. Em São Paulo, Felipe Ribeiro e o economista Felipe Mecchi, que se juntou à organização na época, começaram a pesquisa de campo com os empreendedores dos bairros periféricos. Foram vários meses entrevistando os donos de comércios, com a meta de quatro interações por dia. “Meta difícil de ser alcançada, dado que o formulário tinha 200 perguntas. Eram entrevistas muito longas. Em seguida começamos a fazer a ponte com o pessoal do microcrédito do Banco do Povo Paulista, que na época se mostrou a melhor instituição financeira para trabalhar em parceria. Eles tinham a disponibilidade de alocar um agente de microcrédito de carro alguns dias por semana para ficar rodando conosco nos bairros. As entrevistas com os empreendedores, que duravam quase duas horas, continuaram e ajudavam a identificar potenciais clientes. Entrávamos nos comércios para conhecer os donos e muitos não queriam parar o trabalho para responder, pois as entrevistas ocorriam durante o horário comercial. Com isso, caracterizamos o público-alvo e começamos a identificar quem eram os bancos que tinham interesse em trabalhar conosco: vários apareceram. O Banco do Povo foi escolhido pois tinha juro mais baixo e metodologia mais sólida, desenvolvida pelo bengali Muhammad Yunus, que criou o conceito de microcrédito e microfinanças, desenvolvido nos últimos 30 anos em Bangladesh”, relembra Felipe. Ele detalhou um pouco mais sobre a metodologia das entrevistas: “Para não atrapalhar seus negócios, eu pedia ao empreendedor manter sua rotina de vendas e enquanto ele trabalhava eu continuava ali, esperando por sua disponibilidade. Também deixava claro que, se eu perguntasse alguma coisa que achasse inconveniente, especialmente em relação ao dinheiro, não precisava responder. Mas, no geral, foi possível levantar muitas informações e eles começaram a nos conhecer, pois andávamos pelo bairro. A gente batia na porta e eles pediam para voltar na semana que vem, mas já nos conheciam, nos viam pelo bairro, almoçando em alguns bares”. Entre as memórias mais curiosas da fase de pesquisa de campo, Felipe recorda o episódio em que, no afã de cumprir a meta diária, acabou entrevistando um comerciante cujo negócio era completamente ilegal — algo que só percebeu no decorrer da conversa. “O homem vendia DVDs de videogame falsificados. Disse a ele para responder só as perguntas que podia e as outras deixaria em branco”, conta Felipe. Para ele, a situação era análoga à de uma cabeleireira que vendia produtos sem nota fiscal: em ambos os casos, havia a possibilidade de um caminho diferente. Ainda assim, ao encerrar a entrevista, concluiu que aquele não era o perfil de público-alvo da AdC. Tínhamos uma baixa expectativa no número de entrevistas. A meta era quatro por dia, mas em alguns conseguimos no máximo duas, ou uma. Tinha dia que a pessoa passava mal por causa do calor. Não fazíamos muitas visitas porque cada uma era bem profunda nos bairros de atuação da ATST, associação que começou no final dos anos 70 para trabalhar com moradia e que já beneficiou mais de 40 mil famílias da periferia da zona oeste. Com a compra do lote, entra o processo de urbanização e de regularização com a prefeitura. Nós começamos lá e o apoio da fundação italiana era para fazer algo com eles. E descobrimos que a vida desses territórios é muito dinâmica. Muita gente se beneficiou dos lotes, mas não sabia nada sobre a ATST. São milhares de casas que foram construídas pela associação, tudo documentado e inventariado. As vezes só o avô e a avó ou o pai sabiam que a origem do terreno da casa ou do ponto comercial que tinha a ATST como origem. Então vimos que a história do bairro ficou registrada apenas para alguns. Além do Banco do Povo, trabalhamos um pouco com o Sebrae. A ATST nos auxiliou com os centros comunitários, lugares em cada bairro para as reuniões e palestras. Muito da energia da AdC vem da facilidade com que a Silvia consolida relacionamentos com as pessoas, o famoso “networking”, aponta Felipe. Ao revisitar a origem da Aventura de Construir, percebe-se que a AdC nasceu de uma escuta atenta da realidade, de relações de confiança e de uma disposição concreta para responder aos desafios encontrados nas periferias de São Paulo. O projeto inicial de microcrédito foi se transformando à medida que a equipe conhecia de perto os empreendedores, os bairros, suas histórias e necessidades. Mais do que oferecer financiamento, a organização começou a construir vínculos, compreender trajetórias e reconhecer a força de territórios marcados por dinamismo, trabalho e criatividade. Assim, os primeiros anos da AdC revelam não apenas a fundação de uma instituição, mas o início de uma caminhada coletiva baseada em presença, aprendizagem e compromisso com o desenvolvimento humano e econômico das comunidades atendidas.

  • A Força Transformadora do Empreendedorismo Feminino nas Periferias

    Histórias de Superação e Inspiração Neste episódio, escutamos duas mulheres que mostram, na prática, a força transformadora do empreendedorismo feminino nas periferias. Antônia Meires Barbosa, fundadora do AYRA Ateliê, e Marciele Delduque, fundadora da Rede Marianas Mulheres que Inspiram, compartilham suas trajetórias, desafios e aprendizados. Elas falam sobre temas como autonomia econômica, ancestralidade, acolhimento, rede de apoio e transformação social. A partir de experiências marcadas pela superação e pelo compromisso com outras mulheres, elas revelam que empreender vai muito além de abrir um negócio. É também um caminho de fortalecimento, liberdade e reconstrução de vidas. Assista: https://youtu.be/GQH4aC0ciGA O Podcast Empreendendo na Periferia O Podcast Empreendendo na Periferia é um espaço onde histórias reais e dicas práticas se encontram. Ele visa fortalecer o empreendedorismo que nasce das periferias do Brasil. É uma produção da Aventura de Construir, a AdC, uma OSC que atua no apoio ao crescimento pessoal e à transformação socioeconômica desse público. Nós promovemos a formação e o fortalecimento dos microempreendedores das periferias. Convidados Especiais A cada episódio, traremos convidados especiais que compartilham suas experiências, desafios e sucessos no mundo do empreendedorismo. São verdadeiros protagonistas de suas vidas, seus negócios e suas comunidades. É inspirador ouvir como eles superam barreiras e constroem seus sonhos. A Importância da Rede de Apoio Uma das lições mais valiosas que aprendemos é sobre a importância da rede de apoio. Antônia e Marciele enfatizam que, sem apoio mútuo, o caminho pode ser muito mais difícil. Elas falam sobre como suas redes de amizade e colaboração foram essenciais para o crescimento de seus negócios. Você já parou para pensar em quem está ao seu redor? Quem pode te ajudar a alcançar seus objetivos? Ter uma rede de apoio sólida pode fazer toda a diferença na sua jornada empreendedora. Empreender é Transformar Empreender não é apenas sobre lucro. É sobre transformar vidas e comunidades. As histórias de Antônia e Marciele são provas disso. Elas mostram que o empreendedorismo pode ser uma ferramenta poderosa para a mudança social. Ao criar negócios, elas não apenas melhoram suas próprias vidas, mas também impactam positivamente suas comunidades. O Caminho do Empreendedorismo O caminho do empreendedorismo é cheio de desafios. No entanto, cada obstáculo pode ser uma oportunidade de aprendizado. Antônia e Marciele falam sobre como enfrentaram dificuldades e como essas experiências as tornaram mais fortes. Você está disposto a enfrentar os desafios que surgirem no seu caminho? Lembre-se de que cada passo dado é uma conquista. Dicas Práticas para Empreender Aqui estão algumas dicas práticas que podem ajudar você a começar sua jornada empreendedora: Identifique sua paixão : O que você ama fazer? Transforme sua paixão em um negócio. Pesquise o mercado : Entenda o que seu público precisa e como você pode atendê-lo. Construa uma rede de apoio : Conecte-se com outras pessoas que compartilham seus interesses e objetivos. Mantenha-se motivado : Lembre-se do porquê você começou. Isso ajudará a superar os momentos difíceis. Aprenda sempre : Esteja aberto a aprender com suas experiências e com os outros. Conclusão Não perca nenhum episódio! Nos siga nas plataformas de áudio e nas redes sociais. Vamos juntos fortalecer o empreendedorismo nas periferias do Brasil. Apresentação de Ana Luiza Mahlmeister e Nico Dicuonzo Produção de Mattia de Stefano, Nico Dicuonzo e Vinicius Dutra Edição de Vinicius Dutra ---wix---

  • Juntos se vai mais longe: Como construir uma rede de apoio que faz seu negócio crescer de verdade

    Empreender sozinho é possível. Mas raramente é o caminho mais sustentável. A maioria dos empreendedores carrega o negócio nas costas: resolve tudo, decide tudo, se preocupa com tudo. É uma força real. Mas também é um peso que, com o tempo, isola. E o isolamento, no mundo dos pequenos negócios, tem um custo alto. Construir uma rede de apoio intencional não é sobre depender dos outros. É sobre reconhecer que nenhum negócio existe no vácuo. Ele existe dentro de um bairro, de uma comunidade, de um conjunto de relações. E quanto mais saudáveis forem essas relações, mais sólida tende a ser a base do negócio. O que é uma rede intencional? Não é seguir perfil nas redes sociais nem trocar cartão em evento. Rede intencional é quando você decide, com propósito, cultivar relações com outros empreendedores, fornecedores, clientes e parceiros. Pessoas que estão no mesmo território que você e onde o crescimento de uma parte pode impulsionar o crescimento de outra. A diferença entre uma rede casual e uma rede intencional está na atitude. Na rede casual, as coisas acontecem por acaso: você conhece alguém, eventualmente aparece uma oportunidade. Na rede intencional, você age ativamente: busca conexões, propõe trocas, mantém contato, aparece quando não está precisando de nada. O SEBRAE aponta que mais da metade dos pequenos negócios no Brasil fecha antes de completar 5 anos. O isolamento do empreendedor aparece entre os principais motivos, junto com dificuldades de gestão financeira e falta de planejamento. Uma rede ativa ajuda nos três pontos: você aprende com quem já errou, divide os custos de algumas decisões e tem com quem pensar antes de agir. Colaborar em vez de competir Existe um reflexo muito comum em quem empreende: enxergar qualquer negócio próximo como concorrência. Mas a realidade é que a maioria dos negócios de um mesmo território atende públicos que se cruzam sem se sobrepor. Uma loja de roupas e um salão de beleza. Uma gráfica e um buffet. Um instrutor de academia e uma nutricionista. Esses negócios compartilham clientes, mas não disputam os mesmos reais. Quando eles se conectam, trocam indicações, fazem promoções juntas e compram insumos em conjunto, todos ganham. Esse modelo de colaboração entre pequenos negócios locais não é novidade. É o que sustenta feiras, mercados de bairro e redes de produtores há décadas. O que muda agora é a possibilidade de fazer isso de forma mais organizada e deliberada, com encontros regulares, acordos claros e objetivos compartilhados. O músico e produtor Emicida, que construiu sua trajetória dentro de uma lógica de colaboração com outros criadores, resume bem essa ideia: "Sozinho eu não teria chegado a lugar nenhum. A galera ao redor é que me fez." Emicida O ambiente ao redor do empreendedor, as pessoas, os parceiros, os clientes fiéis, é parte do que constrói um negócio que dura. O que uma rede pode fazer na prática? Quando bem cultivada, uma rede de apoio entre empreendedores locais pode gerar resultados concretos em várias frentes: Mais clientes: indicações entre negócios parceiros chegam com mais confiança do que qualquer anúncio pago. Um cliente que vem por recomendação já chega com a guarda baixa. Redução de custos: compras coletivas de insumos, embalagens ou serviços permitem negociar melhores condições com fornecedores, algo que sozinho seria difícil de conseguir. Aprendizado: conversar com outros empreendedores sobre erros e acertos acelera o processo de maturidade do negócio. Você aprende sem precisar pagar o preço do erro. Acesso a oportunidades: editais, programas de apoio e parcerias chegam com mais frequência por contato do que por busca ativa. Estar bem conectado amplia o radar. Por onde começar? Não precisa de nada complexo para dar o primeiro passo. Algumas ações simples já mudam a dinâmica: Mapeie negócios próximos que complementam o seu e proponha trocas simples: uma indicação, uma parceria pontual, uma compra conjunta. Compre local antes de buscar fora. Além de fortalecer quem está perto, você cria laços que tendem a voltar na forma de indicação e parceria. Indique sem esperar retorno imediato. Quem gera valor primeiro colhe depois e constrói reputação no processo. Participe de encontros de empreendedores do seu território, sejam os da prefeitura, de ONGs como a Aventura de Construir, ou um grupo informal que você mesmo organiza. Rede não se constrói de uma vez. Se constrói aparecendo, contribuindo e sendo consistente. O retorno raramente é imediato, mas quando vem, costuma vir de onde você menos espera. Com o tempo, você percebe que não está só vendendo. Está enraizado. E um negócio com raízes resiste muito mais do que um negócio que depende só de si mesmo. Quem do seu entorno você ainda não chamou pra conversar?

  • Simplificar para crescer: o caminho para impacto e competitividade

    Por Sara Mendes Empreender na periferia vai muito além da vontade de fazer acontecer. É um exercício diário de adaptação, leitura de cenário e tomada de decisão. Em um cenário cheio de ferramentas, tendências e promessas de crescimento rápido, a dúvida é comum: como evoluir, vender mais e se destacar sem se perder? A resposta pode estar em um movimento menos óbvio, e muitas vezes ignorado: simplificar. Como bem descreve Barry Schwartz ao analisar o comportamento de escolha, o excesso de caminhos, processos e informações dificulta a gestão do negócio e impacta diretamente o cliente. Quando tudo parece complexo, a decisão tende a ir para quem é mais fácil de entender, mais rápido de acessar e mais claro na entrega. Simplificar, nesse sentido, não é reduzir, mas organizar para gerar resultado. Conforme estudos da McKinsey & Company,quando há clareza sobre o que vender, para quem vender e como vender, as decisões ficam mais rápidas e o posicionamento mais forte, podendo aumentar as margens de lucro em 8%. Além disso, uma comunicação simples reduz dúvidas e acelera a compra. De acordo com Princípio da Facilidade Cognitiva, se o cliente entende rapidamente o que você oferece e como funciona, o caminho até a venda se encurta. Na prática, simplificar passa por três pontos principais: Direção:  entender onde o negócio quer chegar e qual é o seu diferencial hoje, seja preço, agilidade, proximidade ou qualidade. A partir disso, fica mais fácil priorizar esforços e evitar dispersão. Sentido:  a forma como o negócio se comunica. Informações básicas como produto, preço, prazo e forma de compra precisam estar claras. Se o cliente precisa perguntar muito para entender, há um sinal de ajuste. Falando sobre o poder das narrativas, a Forbes aponta que mensagens reais e simples são as que mais geram conexão e lembrança. Método:  é o que sustenta essa organização no dia a dia. Alinhado à Teoria da Mudança, ter uma proposta clara, conseguir explicar o seu valor em uma única frase, já melhora a comunicação. Reduzir o número de produtos ou serviços para focar nos que realmente vendem facilita a operação e a escolha do cliente. Além disso, organizar o atendimento gera ganho direto. Criar um fluxo simples, com etapas definidas, usar mensagens prontas para dúvidas frequentes e manter um catálogo com informações completas reduz retrabalho e melhora a experiência. O Global Brand Simplicity Index destaca que negócios que facilitam a jornada do usuário são mais recomendados e geram maior fidelidade.  O cliente precisa saber qual é o próximo passo, sem esforço. Centralizar informações, manter uma linguagem direta e simplificar o pagamento são ajustes práticos que evitam confusão e aumentam a confiança.  Por onde começar? O primeiro passo é olhar para a rotina e identificar o que consome tempo, mas não traz retorno. Em seguida, definir um foco claro, melhorar o atendimento, organizar a comunicação ou aumentar a venda de um produto específico, ajuda a direcionar as ações. Ouvir o cliente é essencial. Exercitar as práticas da Comunicação Não violenta pode ajudar, as dúvidas recorrentes e os pontos de dificuldade mostram exatamente onde o negócio precisa ser ajustado. Simplificar, muitas vezes, é responder melhor ao que já está acontecendo na prática. Por fim, coerência. Um negócio simples é aquele que cumpre o que promete, sem ruído. A competitividade hoje não está em parecer maior, mas em ser claro, acessível e confiável. Negócios que facilitam a experiência do cliente se destacam.

  • Teoria da Mudança: quando impacto social ganha direção, sentido e método

    Falar em transformação social é importante. Mas, para que ela deixe de ser apenas intenção e se torne prática consistente , é preciso responder a algumas perguntas centrais: que  problema queremos enfrentar?  Que ações realizamos?  Que m udanças esperamos provocar  no curto, no médio e no longo prazo? É justamente esse encadeamento que a Teoria da Mudança  ajuda a construir. Ela pode ser definida como o “DNA estratégico da organização”: um modo de explicitar para onde se quer ir e quais atividades sustentam esse caminho. Em termos simples, a Teoria da Mudança é uma ferramenta de planejamento e gestão  que organiza, de forma lógica, a relação entre insumos, atividades, produtos, resultados intermediários e impactos mais amplos na sociedade . Ela parte de um problema concreto, identifica hipóteses de transformação e torna visível a lógica que conecta o trabalho cotidiano aos efeitos que se deseja gerar. No caso do terceiro setor, isso também fortalece  transparência, foco estratégico e credibilidade  diante de financiadores, parceiros e demais públicos. Desenvolver uma Teoria da Mudança não significa apenas listar ações. É um processo de reflexão . Primeiro, a organização reconhece o problema social que enfrenta. Depois, explicita quais recursos e capacidades já possui, quais atividades realiza, o que essas ações entregam na prática e quais transformações podem surgir a partir disso. Esse percurso também exige atenção às premissas que orientam o trabalho, isto é, às crenças construídas pela experiência, e aos fatores externos que podem influenciar os resultados, como mudanças econômicas, políticas, regulatórias e tecnológicas.  A Teoria da Mudança da Aventura de Construir Na Aventura de Construir, a Teoria da Mudança nasce da escuta, do vínculo e do reconhecimento do potencial de quem empreende nas periferias . A organização parte de um diagnóstico claro: microempreendedores periféricos enfrentam barreiras estruturais , como falta de acesso a conhecimento, recursos e redes de apoio, o que dificulta o desenvolvimento dos negócios, a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida. Diante disso, a AdC atua para que esses empreendedores não sejam apenas atendidos, mas fortalecidos como protagonistas de suas próprias trajetórias. A Teoria da Mudança da AdC busca a transformação protagonista de empreendedores periféricos a partir do fortalecimento de capacidades individuais e coletivas. Para isso, a organização combina capacitações, assessorias personalizadas, estímulo às redes e metodologias próprias, com o objetivo de gerar impactos econômicos, sociais e culturais nas comunidades. A AdC se compreende, assim, como  facilitadora de processos de transformação, mantendo os beneficiários no centro das ações. No plano dos insumos , a Teoria da Mudança da AdC reconhece como fundamentais sua estratégia institucional, equipe qualificada, governança engajada, metodologias e materiais educativos, espaço físico, parceiros acadêmicos e corporativos, financiadores, voluntários, tecnologia, canais de comunicação e relacionamento direto com o público atendido. Esses elementos sustentam um  conjunto articulado de atividades : capacitações e assessorias, editais de capital semente, eventos, publicações para o ecossistema, relacionamentos institucionais, comunicação, avaliação de impacto, boas práticas de gestão, desenvolvimento da equipe, voluntariado, parcerias e captação de recursos. Essas atividades geram  produtos concretos . Entre eles estão os grupos comunitários de saúde mental e formação humana integral, capacitações coletivas e assessorias individuais em gestão de negócios, capital semente para beneficiários, planos de negócio, marketing e finanças estruturados, a Rede Avante Empreendedor para conexão entre empreendedores das cinco regiões do Brasil, aulas e consultorias com universidades e voluntários, entregáveis produzidos por parceiros voluntários, publicações institucionais, participação em eventos, avaliações e instrumentos de transparência, como ESG, balanço patrimonial auditado e políticas de privacidade. Na etapa seguinte, aparecem os  resultados intermediários : fortalecimento humano e empoderamento pessoal; melhoria da gestão no âmbito familiar e do negócio; incubação e aceleração de negócios periféricos; criação de redes de empreendedores e comunidades responsáveis; formação de participantes que se reconhecem como geradores de impacto social; construção de pontes entre empresas, universidades, poder público, sociedade civil e terceiro setor; e fortalecimento de práticas internas de transparência e gestão. Em outras palavras, a AdC trabalha para ampliar repertório, confiança, capacidade técnica e conexão social ao mesmo tempo. O ponto mais potente dessa construção está nos resultados esperados para a sociedade . A Teoria da Mudança da AdC afirma que o impacto não termina no indivíduo: ele se expande para o território e para o ecossistema . Por isso, os resultados de longo prazo incluem aumento do protagonismo nas decisões de vida e de negócio, geração de trabalho e renda, transformação e desenvolvimento humano, com ênfase em mentalidade, cultura e segurança emocional, desenvolvimento territorial local inclusivo, democratização do conhecimento, fortalecimento de um ecossistema de impacto social mais coeso, colaborativo e sustentável, criação de valor e engajamento de diversos atores da sociedade civil e crescimento da confiança no terceiro setor como mediador e alocador de recursos para territórios de vulnerabilidade. Esse desenho revela algo essencial sobre o jeito de fazer da Aventura de Construir: empreender não é apenas abrir ou manter um negócio. É desenvolver protagonismo, ampliar horizontes, fortalecer vínculos e criar condições para que pessoas e territórios possam sustentar novos futuros. Esse processo envolve também transformação cultural, segurança emocional e uma mudança de mentalidade: sair da lógica da carência para r econhecer potência, valor e capacidade de decisão. Também por isso a Teoria da Mudança da AdC não é um documento estático. Ela é estratégica, mas viva . Organiza a ação, orienta indicadores institucionais, apoia a comunicação do impacto e ajuda a organização a revisar premissas à luz da prática e do contexto. Mais do que uma ferramenta técnica, ela expressa um compromisso: gerar impacto real sem perder de vista o tempo, o território, a dignidade e a singularidade de cada pessoa. Na Aventura de Construir, transformar a realidade começa pela escuta. E a Teoria da Mudança é justamente o mapa que permite transformar essa escuta em ação consistente, essa ação em resultado e esse resultado em mudança social duradoura.

  • Competitividade na quebrada em 2026: como inovar, vender e virar referência

    Por Sara Mendes Edição: Paula Aguiar Barros   Todos os anos os empreendedores se perguntam “como posso ser mais competitivo, vender e lucrar mais? O texto de hoje traz algumas ideias baseadas nos conceitos da comunicação e relações públicas.   Ser autêntico A transformação digital é uma realidade dos pequenos negócios. A tecnologia está mais acessível e é usado por todos, mas o grande diferencial está em como o seu negócio a utiliza. São muitas opções: WhatsApp business, redes sociais, vendas online, entre outros. Será que postar Stories todos os dias é uma saída? A resposta é não. O caminho está em como seu negócio trabalha o conteúdo e a grande sacada está em “ser real, ser humano”.   A pergunta que deve guiar sua presença no digital não dever “como viralizar?” e sim   “como virar referência na sua quebrada?”   O primeiro passo é escolher um canal principal para concentrar essa conversa. O WhatsApp Business, por exemplo, pode organizar catálogo, etiquetas e listas de transmissão. Já o Instagram, pode ser usado com Stories diários e melhores amigos para promoções locais. O importante é manter constância e proximidade. Para dar certo é preciso mostrar bastidores, processos, erros e aprendizados. Esqueça a estética perfeita, as pessoas compram de pessoas e o que acontece no real, no dia a dia, conecta muito mais os clientes do que o “mundo perfeito”. Quando você compartilha seu processo, mostra seu trabalho diário e isso gera mais impacto, conexão e aproximação.   Além disso, aposte na clareza. Descrições simples, objetivas e organizadas ajudam o cliente a entender rapidamente o que você vende, quanto custa e como comprar. Se está fácil de entender, está mais fácil de vender.   Senso de Comunidade A comunicação e o relacionamento com pequenos grupos geram muito mais confiança e essa é uma aposta a se fazer. Dados nos mostram que negócios que mais crescem não são os que falam de forma genérica, mas sim os que constroem micro comunidades fortes, baseadas em pertencimento, autenticidade e troca real. Ou seja, pequenos negócios precisam construir uma base fiel de clientes, vizinhos e parceiros do bairro. Aqui vale criar um grupo no WhatsApp, uma lista de transmissão ou definir os “melhores amigos” no Instagram. O objetivo não é ter números altos, mas selecionar as pessoas que compram, indicam e voltam. Para isso, é fundamental você saiba quem consome seu produto ou serviço. Quanto menor o grupo que você criar, mais conectado ele será ao seu negócio. Com esse grupo estabelecido passe a fazer uma comunicação autêntica, ofereça ofertas enxutas, bem explicada, e produza conteúdo de conexão, não apenas promoção. Criar micro comunidades é fortalecer a economia local, gerar renda com propósito e transformar clientes em parceiros de jornada. A potência da periferia não é tendência, é uma realidade e que tal começar a construir essa ponte?

  • 2 horas por semana para mudar 2 vidas: participe do Voluntariado 2026 da Aventura de Construir

    Você já pensou no impacto que duas horas por semana  podem gerar? A Aventura de Construir convida você para a Reunião de Apresentação do Voluntariado 2026 , um encontro online para quem deseja transformar realidades e fortalecer pequenos negócios de periferia. Estamos em busca de 35 voluntários(as)  dispostos a caminhar ao lado de microempreendedores acompanhados pela organização, compartilhando conhecimentos, escuta e incentivo. Quando será? Quarta-feira, 11 de março 18h30 às 19h30 Online (Zoom) O que você vai encontrar nesse encontro? Mais do que explicar como funciona o voluntariado, queremos mostrar o que ele constrói na prática . Você vai conhecer: Depoimentos de voluntários que descobriram novas formas de enxergar o mundo (e a si mesmos); Histórias de beneficiários que ganharam confiança, organização e novas perspectivas para seus negócios; O passo a passo para fazer parte do time em 2026. O voluntariado na Aventura de Construir é feito de vínculos, trocas e aprendizados mútuos. São histórias que ganham novos rumos, conexões que nascem no caminho e mudanças que começam em gestos simples, mas seguem fazendo diferença todos os dias. Por que participar? Porque transformar a realidade de alguém também transforma a sua. Porque apoiar um microempreendedor é fortalecer uma família e uma comunidade inteira. Porque você não precisa de muito tempo para gerar grande impacto. Se você acredita no poder do desenvolvimento local, da autonomia e da colaboração, este convite é para você. Acesse o link e saiba como participar: clique aqui Participe da reunião, tire suas dúvidas e descubra como suas habilidades podem contribuir para construir oportunidades em 2026. 💛 Venha voluntariar em nosso time. Duas horas por semana podem mudar duas vidas, inclusive a sua.

  • Aprender para Transformar: inscrições abertas para projeto de educação financeira para microempreendedores

    Tomar decisões financeiras conscientes é um dos maiores desafios para quem empreende em contextos de instabilidade econômica. Pensando nisso, o projeto Aprender para Transformar  abre inscrições oferecendo acompanhamento completo para quem deseja reorganizar as finanças e fortalecer o próprio negócio. 👉 Inscreva-se aqui:   https://forms.gle/KQUcsWZQa7ToUNjYA O que é o projeto Aprender para Transformar? O Aprender para Transformar  é um programa de educação financeira voltado ao desenvolvimento de negócios sustentáveis. A iniciativa atende microempreendedores de baixa renda que já participaram, ou desejam participar, de programas de renegociação de dívidas. Ao longo do projeto, os participantes terão acesso a: Formações em educação financeira aplicada ao negócio Ferramentas práticas para organização das finanças Acompanhamento próximo e individualizado Apoio para tomada de decisões financeiras mais saudáveis O objetivo é simples: sair do ciclo da inadimplência e construir soluções duradouras para o negócio e para a vida financeira . Quem pode participar? Serão selecionados 40 empreendedores e empreendedoras em situação de vulnerabilidade financeira , especialmente quem: Possui dívidas ou histórico de inadimplência; Já participou ou pretende participar de renegociação de dívidas; Deseja reorganizar as finanças do negócio; Quer tomar decisões financeiras mais conscientes. O foco territorial é a Zona Sul de São Paulo, mas o projeto está aberto para participantes de outras regiões. Como funciona o acompanhamento? O projeto tem duração de 10 meses (março a dezembro de 2026)  e combina aprendizado teórico, prática e suporte individual. Durante o percurso, você terá: Aulas online sobre educação financeira; Assessoria individual personalizada; Atendimentos para análise da situação financeira; Encontros entre empreendedores para troca de experiências; Uma roda coletiva com a família para compreensão do contexto financeiro. Essa metodologia permite que cada participante desenvolva um plano financeiro aplicável à própria realidade, não apenas teoria. Como são as capacitações? As capacitações acontecem online , facilitando o acesso, e são complementadas por assessorias individuais para acompanhar o progresso de cada empreendedor. Ou seja: você aprende e aplica ao mesmo tempo. Dúvidas? Entre em contato diretamente com o facilitador do projeto: 📞 Victor Leal — (11) 93476-7999 (ligação ou WhatsApp) Garanta sua vaga Se você quer reorganizar sua vida financeira e fortalecer seu negócio de forma sustentável, essa é uma oportunidade de acompanhamento contínuo, e não apenas um curso pontual. 👉 Inscreva-se agora:   https://forms.gle/KQUcsWZQa7ToUNjYA

  • Projeto Lamberti – Transformando Trajetórias abre inscrições para microempreendedores

    Estão abertas as inscrições para o Projeto Lamberti – Transformando Trajetórias , iniciativa que chega ao seu sexto ano com o objetivo de fortalecer, desenvolver e potencializar microempreendedoras e microempreendedores, com um olhar humano e alinhado aos objetivos de cada negócio. Voltado principalmente para quem atua na região de Campinas e arredores  (como Nova Odessa, Americana, Limeira, Paulínia, entre outras cidades) o projeto também está aberto a participantes de todo o Brasil. A participação é 100% gratuita . 👉 Inscreva-se aqui: https://docs.google.com/forms/d/1Nv5hRp21nA1sxhqIGCczCfZANZJzC5AAZezOaOB2YkU/edit O que é o Projeto Lamberti – Transformando Trajetórias? O projeto foi estruturado para oferecer um acompanhamento personalizado aos empreendedores inscritos, a partir de duas trilhas de aprendizado , pensadas para diferentes momentos da jornada empreendedora: Trilha para novos participantes : voltada a quem participará do projeto pela primeira vez em 2026. Inclui capacitações em temas como Finanças e Marketing, culminando na elaboração de um plano de negócios baseado nos conteúdos trabalhados. Trilha para empreendedores veteranos : destinada a quem já participou de edições anteriores e deseja colocar em prática os planos de negócios desenvolvidos, com apoio de assessorias personalizadas e acompanhamento mais aprofundado. Quem pode se inscrever? Podem se inscrever microempreendedoras e microempreendedores  que desejam aprimorar seus negócios em alguma das frentes trabalhadas nos módulos temáticos do projeto, seja para estruturar melhor a gestão, fortalecer a comunicação ou implementar estratégias já planejadas. Quando o projeto acontece? O Projeto Lamberti – Transformando Trajetórias será realizado entre os meses de março e dezembro . Ao longo desse período, as(os) participantes terão acesso a: Capacitações temáticas; Assessorias individuais e coletivas; Acompanhamento na implementação dos planos de negócio; Possibilidade de acesso a capital semente; Participação em feiras empreendedoras; Evento de encerramento do projeto. Onde acontecem os encontros? Os encontros acontecerão de forma híbrida , combinando atividades online e presenciais: As capacitações  e assessorias individuais  serão realizadas online, via Zoom ou Google Meet. Uma vez por mês, haverá uma assessoria coletiva presencial em Sorocaba , aberta a todas e todos os participantes do projeto, com foco em temas comuns aos módulos. Módulos temáticos do projeto Ao longo do projeto, os participantes terão acesso a conteúdos práticos e aplicáveis, organizados nos seguintes módulos: Educação Financeira Finanças do básico ao avançado, incluindo: Fluxo de caixa; Precificação; Margem de contribuição; DRE; Uso de planilhas financeiras. Marketing Digital e Redes Sociais Conteúdos com foco prático no ambiente digital, como: Criação e avaliação de conteúdos; Estratégias de postagem; Noções de fotografia para produtos e serviços; Introdução ao sistema META. Parcerias, Redes e Fortalecimento para Feiras Empreendedoras Estratégias para ampliar oportunidades de negócio, incluindo: Construção e uso de parcerias; Fortalecimento de redes locais; Estratégias de vendas em feiras; Metodologia de feiras e pitch de vendas; Oficinas práticas. Ficou com dúvidas? Se precisar de mais informações ou apoio para realizar sua inscrição, entre em contato com Victor Leal , facilitador do projeto, por ligação ou WhatsApp:📞 (11) 93476-7999 👉 Não deixe para depois: faça sua inscrição e fortaleça sua trajetória empreendedora.

  • O Papel da Iniciativa Privada e da Academia na Cocriação de Soluções - Podcast Aventura de Construir

    Em novembro de 2025, realizamos no Insper o nosso grande encontro “Da Periferia, a Resposta: existe essa ponte?” , reunindo empreendedores periféricos, gestores públicos, representantes da iniciativa privada, pesquisadores e organizações do ecossistema de impacto. Foi um dia de escuta, provocações necessárias e construção coletiva de caminhos para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo. E agora você pode ouvir ao 3º painel  na íntegra! Acesse o link. Painel 3 — O Papel da Iniciativa Privada e da Academia na Cocriação de Soluções Participaram dessa conversa: Dulce Falcão -  Cabeleireira, especialista em Visagismo e Consultoria de Imagem, é fundadora do Espaço Dulce Divas; Carolina da Costa - Chief Impact Officer da Stone Co, lidera frentes de inclusão produtiva e integração ESG. É presidente do Comitê ESG do Grupo Boticário; Edgard Barki - Professor Adjunto da FGV-EAESP, Doutor e Mestre em Administração e Coordenador do FGVcenn (Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios); Rosa Maria Fisher - Professora Titular Sênior da FEA-USP, é socióloga e fundadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor da USP; Kelly Pina - Coordenadora sênior de Impact Growth no iFood, atua na construção de parcerias com o terceiro setor, impulsionando negócios de impacto e iniciativas de inovação social. A Aventura de Construir precisa da sua ajuda! A parceria entre voluntários universitários e empreendedores de periferia, com intermédio da AdC, leva conhecimentos a novos lugares, e potencializa a criatividade de quem sempre trabalhou duro. Fortaleça esse movimento, construa essa ponte! Doe agora pelo link .

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