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- Empreendedorismo bandeirante em 2017
Empreendedorismo bandeirante em 2017 Todo ano em Janeiro comemoramos o aniversário da nossa cidade de São Paulo. Cidade com a qual temos uma relação de amor e ódio. O custo de vida é alto, as distâncias são longas, tudo é difícil… mas é onde crescemos, para onde migramos, construímos nossas vidas e nossos laços de amor e de negócios. Mas o que é ser empreendedor nessa imensidão que é a 10º cidade mais rica do mundo e será a 6º em 2025? O que significa ter o próprio negócio em uma cidade global como esta que é a mais populosa do hemisfério sul nos dias atuais? Ponto de origem Para tratar desse tema, é preciso voltar às origens da nossa cidade e relembrar de um fato constituinte daquela pequena comunidade – São Paulo passou a ter destaque na vida colonial depois que as expedições bandeirantes ampliaram os limites da fronteira portuguesa em busca de mão-de-obra indígena, pedras e metais preciosos. Ou seja, é possível afirmar que a relevância regional da cidade foi surgindo na medida em que a atividade bandeirante de busca por insumos baratos se desenvolveu. Partindo daqui, vemos que a atividade empreendedora está no cerne da história da cidade, com comportamentos como lidar bem com os riscos, bravura e visão de onde quer chegar. Atividade empreendedora que se intensificou depois com os ciclos da cana de açúcar, do café e depois a industrialização, até chega no grande fornecimento de serviços que temos hoje. Mas e os dias atuais? O que eles guardam para os empreendedores dessa cidade? Nem tudo são flores, mas há boas novas Hoje a cidade sofre com a crise econômica. Dá para perceber quando vemos que a receita total da prefeitura do município cairá 5,9% de 2016 para 2017, já acumulando uma queda de 8% de 2015 para 2016. Os desempregados na Grande São Paulo já estão na casa dos 17%. Se o país sofre, São Paulo também sofre (ou seria o contrário?). 2017 oferece um grande desafio econômico a ser superado, mas também há boas novas. O prefeito eleito João Dória Jr., por exemplo, fez algumas promessas em campanha para incentivar o empreendedorismo na cidade. Uma delas é uma parceria com o governo do Estado para criar o Poupatempo Empreendedor, que irá permitir a abertura de uma empresa em apenas três dias e dois grandes eventos para empreendedores por ano; menos burocracia e mais oportunidades de networking e benchmarking para todos. Uma segunda promessa é o programa Empreenda Fácil, com a proposta de espalhar “berçários de startups” em cada uma das 32 subprefeituras de São Paulo. Os pontos serão facilitadores em locais estratégicos. Na forma de trucks, eles oferecerão inúmeros serviços para agilizar a vida dos empreendedores, os quais poderão resolver tudo online. Até o poder público está fazendo a sua parte para que a situação dos empreendedores melhore. A hora é agora Empreendedor, se você possui algum plano ou pensa em tomar alguma iniciativa inovadora, agora não é hora de receio. No dia-a-dia do trabalho da Aventura de Construir vemos que as pessoas que mais se movem, que são mais generativos, são aquelas que obtêm melhor resultado ao longo do tempo. É preciso lembrar que não existe o melhor momento para dar um novo rumo ao seu negócio, pois o melhor momento é feito de boas respostas às situações reais. Faça como os bandeirantes e busque caminhos novos 2017 adentro! Veja aqui como a Aventura de Construir pode te ajudar. Silvia Caironi
- Mensagem de Natal da Aventura de Construir
Caro leitor, Há anos que valem por três… Este 2016 foi assim para o Brasil, e também para nós da Aventura de Construir. Portanto, pensamos de retomar neste blog os momentos mais significativos junto com algumas imagens que publicamos em nossas mídias sociais e nosso site durante o ano. FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL fizemos o nosso primeiro gesto público na Semana de Investimento Social do GIFE auditamos o balanço patrimonial de 2015 e publicamos nosso relatório de atividades continuamos aumentando os empreendedores atendidos (1200 só neste ano, 25% deles novos) e estreitando ainda mais os laços: algumas dezenas se associaram formalmente a Aventura de Construir, para construi-la juntos. Para sustentar este esforço começamos a aceitar voluntários para trabalhar conosco. ENCONTROS MARCANTES encontramos grandes pessoas: Aron Zylberman, diretor executivo do Instituto Cyrela, uma das principais fundações sociais brasileiras, Cássia D’Aquino, uma das maiores especialistas brasileiras em Educação Financeira, Carlos Ferreirinha, Presidente da MCF Consultoria, “guru” do luxo… Foi interessante – para nós e para elas – ver quantas descobertas surgem quando mundos tão diferentes começam a dialogar. Precisamos de verdade de pontes! temos que dar um adeus: Claudio Pastro, grande artista e grande amigo, que faleceu há poucos meses. O silêncio maravilhado dos empreendedores nas suas palestras continua inesquecível. MAIS EXPOSIÇÃO Foi um ano de grande abertura e trabalhamos muito para fazer conhecer as exigências dos empreendedores que atendemos: além do Facebook, abrimos a conta no Instagram e até rádios e televisões começaram a tocar no assunto. Há 12 meses lançamos o nosso site, que agora recebe rotineiramente 5000 visitas semanais. APOIE MICROEMPREENDEDORES A última adição é a página na qual se pode apoiar financeiramente a Aventura de Construir, doando capacitações ou assessorias: que tal nesse Natal experimentar doar uma dose de coragem, uma fatia de persistência, um baú de protagonismo? ALGUMAS LIÇÕES APRENDIDAS DE 2016 Convidar palestrantes de alto nível cria pontes e promove o diálogo de duas vias entre o “mundo deles” e o “mundo dos micro-empreendedores” e isso permite enxergar diversas e novas possibilidades de crescimento de negócios e humano – como se tirasse uma venda que cobria aos olhos de todos. Portanto, esse é definitivamente um caminho a ser seguido. Por outro lado, consolidamos uma maneira mais horizontal de realizar as palestras que resgata o conhecimento dos beneficiários, permite maior troca de experiências e informações entre eles e avalia o nível de aprendizado dos novos conteúdos propostos. Na área de Assessorias e Mentorias, a maior lição deste ano foi a necessidade de ensinar criatividade e resiliência nos negócios para conseguir encarar e superar a recessão e a alta competitividade, além de oferecer uma visão estratégica das mudanças do nosso tempo para preparar o microempreendedor para elas. Nas atividades do Sistema de Avaliação de Impacto, nos demos conta que só um trabalho que atinge a uma demanda real pode ao longo dos anos mostrar resultados tão valiosos, inclusive quantitativamente. A lição é escolher o que medir e medir com pragmatismo. Na área de Comunicação, podemos destacar a necessidade de uma comunicação progressivamente mais alinhada com a estratégia da instituição e mais integrada entre as suas diversas ferramentas, sempre visando passar a unicidade, a originalidade e o propósito de existir da Aventura de Construir para seus diversos públicos. Na área de Sustentabilidade e Relações Institucionais, o maior aprendizado foi não desistir de semear, através do fortalecimento institucional, da elaboração e apresentação de projetos e da criação de novos e duradouros relacionamentos. Estamos ainda mais convencidos depois deste ano 2016 que o diferencial que a Aventura de Construir oferece para a realidade do micro empreendedorismo na baixa renda existe através do relacionamento one-to-one e do acompanhamento a 360°, os quais foram apreciados por vários profissionais que chegavam do Brasil, mas também de outros países, e que no tempo será valorizado por ser a única forma de gerar uma mudança mensurável e de longo prazo no protagonismo das pessoas. Sabemos que, assim como para nós da ADC, para muitos no Brasil foi um ano de semear muito … que o 2017 seja um ano de alegria e de colheita! Feliz Natal! Silvia Caironi
- Doação com coragem, consciência e protagonismo
Quando falamos sobre o tema de doações, o Brasil tem passado por algumas tímidas transformações. De acordo com o World Giving Index, estudo mais abrangente sobre este tema realizado pelo Instituto Gallup e pela CAF, quase 2,5 milhões a mais de brasileiros realizaram um “ato de bondade” em 2014 em comparação com o ano anterior. Apesar disso, o país caiu 15 posições no ranking global (amarga a 105ª posição) e não há sinais de melhora em vista da recessão econômica. PLATAFORMA DE APOIO EXTERNO É nesse contexto em que a Aventura de Construir lança sua plataforma de apoio externo para pessoas e empresas, com diversas possibilidades de atuação! Agora é possível através do nosso website fazer doações para diretamente patrocinar ações gratuitas aos microempreendedores, como capacitações coletivas e assessorias individuais no negócio dele ou dela, usando o PagSeguro, o PayPal ou a nossa conta bancária. Outro âmbito da plataforma é a possibilidade de ser um voluntário. A expertise e energia sua ou da sua empresa e funcionários podem ser aproveitados em atividades como assessorias temáticas, capacitações específicas ou no trabalho interno da Aventura de Construir. Além dessas ações, a Aventura de Construir é agora parceria do aplicativo O Polen. A ferramenta repassa para a nossa instituição uma porcentagem do valor de uma compra online realizada em qualquer uma das mais de 100 lojas online parceiras, sem custo nenhum para o consumidor. Uma ótima opção para as compras de Natal! Mas por que concretizar todas essas atividades em um período de incerteza, quando há sinais confusos sobre o aproveitamento que o público fará dessas oportunidades? POSIÇÃO DIANTE DOS DESAFIOS A Aventura de Construir existe para incidir positivamente na sustentabilidade de pequenos negócios através do fomento ao protagonismo pessoal dos microempreendedores – isso é muito mais do que “gerenciar” as deficiências sociais do nosso público alvo, é de fato incentivar a proatividade diante dos desafios e o seu acompanhamento neste caminho. Nesse sentido, há também oportunidades que podemos aproveitar no contexto atual de doações se tomarmos as iniciativas corretas. COOPERAÇÃO E APRENDIZADO O segundo fator que nos moveu foi a humildade de lembrar que nem todas as respostas estão em nossas mãos, portanto a cooperação entre nossa equipe e nossos stakeholders é também uma oportunidade de aprendizado e de expansão. A sua participação nos tira da nossa “caixinha” e deixam uma marca em nossa instituição, que faz crescer e enxergar novas perspectivas. Um bom exemplo é a Campanha de Natal que estamos fazendo nas redes sociais (aqui no Facebook e aqui no Instagram). Criada a partir do trabalho conjunto de funcionários, voluntários e microempreendedores, faz conhecer mais sobre estes mundos e os interliga em um diálogo incomum. Lembre-se que que o final do ano é um tempo de revisitar aquilo que está dentro de você, que te faz caminhar, e apoiando nosso projeto é uma maneira de fazer outros caminharem mais rápido e com mais estabilidade. Participe do movimento de inclusão que é a Aventura de Construir! Silvia Caironi
- 8 dicas de comunicação para sua ONG
Comunicar é estreitar laços “Comunicação” vem do latim cum=com e munir= amarrar, construir, ou seja, comunicar é estreitar laços. Fazemos isso usando palavras para expressar conceitos, e aqui deve começar o cuidado para quem quer comunicar de jeito eficaz. Os conceitos na nossa mente derivam da experiência sensível por abstração, o que implica uma enorme simplificação: detalhes concretos são deixados ambíguos, vagos ou indefinidos (podemos falar sobre negócios sem precisar definir cada vez se estão na periferia ou se são geridos por mulheres …). Nem passando as palavras precisamos detalhar: comunicamos confiando em uma intuição ou experiência comum entre nos e quem recebe. Essa experiência comum é o que chamamos de “contexto”. Quando falamos com um amigo podemos entender se ele está entendendo e – se não – dar mais informações de contexto, na comunicação indireta – como no caso desse post – devemos nos esforçar para que o leitor tenha o contexto adequado para entender a nossa mensagem. Todos comunicam, todos deveriam comunicar bem Mas porque esta introdução? Se no passado comunicação era assunto de jornalistas ou publicitários, agora virou fundamental para cada um. Até uma pequena instituição do terceiro setor como Aventura de Construir, com recursos humanos e materiais escassos, precisa ter uma área de comunicação, e as notas acima ajudam a entender que não é imediato como parece. A instituição deve ter claro que se trata de uma grande tarefa e que é preciso uma estratégia e objetivos definidos desde o começo. Algumas dicas para ONG que querem começar Para quem estiver iniciando, aqui vão algumas dicas: sempre se comunica si mesmo: é engraçado como qualquer trabalho de comunicação – um processo de construção, amarração e de compartilhamento com os outros – implica antes de tudo a volta às próprias origens. No final, sempre se comunica si mesmo, e nenhuma comunicação institucional pode vir sem redescobrir os fundamentos da entidade. “Sem a base, esqueçam as alturas”, li uma vez. Uma frase que podemos levar como lema sempre que queremos construir algo maior. Acredito que o trabalho de comunicação seja sempre uma ida e volta continua entre tradição e inovação. Temos que aprender com as novas tecnologias sem perder as raízes. De fato, fazer uma síntese das duas. Conheça o seu alvo: para que as mensagens “funcionem” é preciso acertar o tipo de público, de linguagem e de veículo. Primeiras perguntas a se fazer: Qual é o perfil do nosso público? Onde está? Que tipo de veículo acessa? De que tipo de conteúdo gosta? Lembre-se que o contexto é a sua realidade e você precisa antes de tudo entendê-la. A partir das respostas, você vai decidir a arquitetura da sua comunicação. Não vai ter comunicação eficaz sem um estudo aprofundado, tanto do seu contexto, quanto das ferramentas mais adequadas para responder a ele. Isso pode levar meses e é um trabalho continuo. Por isso, não sossegue e mantenha vivo o desejo de conhecimento. Como diz o nosso amigo, além de profissional e consultor de destaque, Carlos Ferreirinha: “Se atente aos sinais da realidade”. Conheça o seu inimigo: parafraseando Sun Tzu, general e estrategista chinês famoso pela sua “Arte da guerra”, eu diria hoje “Conheça o seu inimigo”. No setor de comunicação, o Benchmarking (processo de avaliação da instituição em relação à concorrência, por meio do qual incorpora os melhores desempenhos de outras entidades e/ou aperfeiçoa os seus próprios métodos) é uma ótima estratégia para melhorar o desempenho da sua comunicação. Faça networking: “ninguém faz nada sozinho e é preciso dar-se a mão”, citando novamente o guru Ferreirinha. Por isso, invista na sua rede de contatos, apresente um trabalho bem feito, mostre sua sede de aprender, seja humilde, aproveite o máximo para aprender com eles, troque conhecimentos e favores e monte parcerias. Nas redes sociais fale, mas também escute: trate o seu público como se fossem os seus amigos, use ironia, mostre interesse e faça perguntas. Apesar de estar atrás de uma tela, todo mundo gosta de atenção e de um carinho especial e ninguém aguenta aquele amigo chato que só fica falando de si mesmo e se vangloriando. Aprenda que a empatia faz milagres. Melhor rápido que ótimo: acompanhe a velocidade das redes sociais, aliás, seja mais rápido do que os outros em postar, registrar os momentos mais legais da sua instituição ou usar a última hashtag. Não perca o gosto da reflexão: seja sozinho ou em equipe, estabelecendo reuniões trimestrais e discussões de textos. Um último conselho: preserve a mágica dos encontros com pessoas “reais”. Todos temos sede de vida e experiências concretas. Isso torna qualquer comunicação mais próxima para quem lê. Silvia Caironi
- Inovação para microempreendedores – o que você precisa mesmo saber
Para o famoso Peter Drucker, a inovação é a tarefa de dotar os recursos humanos e materiais de nova e maior capacidade de produzir riqueza. Inovação, principalmente, é a capacidade de uma empresa criar um consumidor. Toda a empresa, certo ou tarde, em algum nível, precisará inovar. Umas conseguem inovar tecnologicamente, com grandes orçamentos e grandes profissionais que conseguem entender bem uma necessidade do mercado ainda não atingida. Quando falamos de empreendedores de subsistência há uma dificuldade latente em criar coisas novas porque estão sempre focados nas atividades de ganho imediato, não naquelas que poderiam ser disruptivas. Isso demonstra a grande pressão que a nossa realidade nos impõe de sempre responder a ela, e normalmente usamos a primeira coisa que temos em mãos ou que estamos acostumados a fazer. A inovação não precisa de grandes investimentos ma da percepção de necessidades reais Há, no entanto, sempre espaço para o diferente e para o excedente. Basta atender a necessidades reais. O garoto skatista que produz manualmente shapes de skate para vender aos conhecidos passou a usar vibra de vidro junto com a madeira, para que o produto seja mais leve, flexível e durável. O serralheiro que adapta suas ferramentas de acordo com as necessidades do pedido e as necessidades do que precisa construir… Os exemplos continuam, dos mais simples aos mais complexos. É importante lembrar que “disruptivo” pode ter diversos significados – será que produzir duas vezes mais por dia não é disruptivo em certos contextos? Ou oferecer um produto feito manualmente e de melhor qualidade? A inovação pode ter impacto consideráveis para um microempreendedor quando conversa com seu contexto e dos seus clientes, oferecendo uma resposta refletida e original. Por isso, o tema da capacitação de novembro da Aventura de Construir será “Como inovar no seu negócio”. O objetivo é colocar os microempreendedores a pensar a respeito dos principais problemas que enfrentam como empresários, quais as reais necessidades dos seus clientes e como encontrar maneiras diferentes de “ligar os pontos”, criando um espaço para estimular respostas eficientes a problemas reais mesmo nos negócios mais simples, como a venda de comida ou roupas. Por outro lado, vamos questionar a ideia de que inovação é sempre baseada em vastos recursos ou grande escala. Inovamos conversando com o World Café Para isso, usaremos a metodologia chamada World Café: é uma conversa estruturada por algumas questões pré-definidas que procura trabalhar coletivamente a diversidade e complexidade do conhecimento em um grupo de pessoas, fazendo emergir a inteligência coletiva. É com este processo também inovador que vamos levantar os principais elementos da inovação aplicada a microempreendedores! Será um mês de muito aprendizado que terá a presença de Tania Pereira Christopoulos, professora da Universidade de São Paulo na área de Administração com ênfase em gestão da informação, a qual será nossa convidada especial sobre o tema. É importante superar as barreiras da inovação que parece fruto da genialidade de visionários com mentes especiais e de grandes investimentos, pois ela é também fruto dos empreendedores comuns que vivem o cotidiano com criatividade e com responsabilidade. Inovar é uma necessidade do empreendedor a fim de criar boas respostas à sua realidade. Vamos juntos nessa aventura! Silvia Caironi
- Protagonismo e dependência – qual projeto devo apoiar?
A Associação Aventura de Construir possui o lema “Acompanhando protagonistas”, que está também ao lado da nossa logomarca como um pay-off. O lema serve para expressar em pouquíssimas palavras o propósito de existir de uma instituição. No nosso caso, tenta dizer mais: diz o que queremos construir (protagonistas) e como queremos construí-lo (com acompanhamento). Vale ressaltar que nosso contexto é sempre o trabalho com microempreendedores. POR QUE PROTAGONISTAS Diante de mudança de época que vivenciamos desde o século passado, vemos que se torna cada vez mais evidente o medo e a fragilidade de um indivíduo de encarar a realidade. Isto se expressa no funcionário que foge ao trabalho, no patrão que foge das responsabilidades, na família que falta com as bases para uma criança sadia. Todos os dias nós tergiversamos dos nossos problemas reais em busca de algo que tome o lugar daquela que deveria ser nossa principal inquietação, com a qual escolhemos não lidar. Esse é o problema do nosso tempo: os problemas são complexos; diante deles, nos fazemos pequenos e escolhemos fazer outra coisa que nos engana e nos conforta. O que é mais fragilizado é a pessoa na sua iniciativa perante a realidade. Nesse sentido, a Associação Aventura de Construir aposta no protagonismo do indivíduo em desafiar a realidade e seus limites, instigando novas ações e novos encontros que movam nosso público alvo a se tornarem artífices do seu próprio desenvolvimento – incluindo seu próprio negócio, caminho que eles mesmos escolhem. COMO ACOMPANHAR PROTAGONISTAS O acompanhamento de nossos beneficiários ao longo do tempo ajuda a erguer esses protagonistas, pois são indivíduos marcados por uma vida dura ligada à pobreza, famílias desestruturadas e descaso do próximo. Somando-se lacunas educacionais severas, como analfabetos funcionais, mostrar o caminho a percorrer nem sempre é suficiente – é preciso trilhar este caminho com ele. Por isso, as mentorias e assessorias são o acompanhamento sistemático do indivíduo na concretização dos seus planos. Usando seus pontos de força, oportunidades do seu contexto, e aspirações pessoais, é possível traduzir suas conquistas futuras em um plano de atividades útil e prático. É sobre este plano que trabalhamos com os empreendedores, oferecendo também conhecimento técnico e microcrédito quando a situação exige. Não é fazer no lugar do empreendedor, mas fazer com ele. Só o protagonismo próprio pode de fato quebrar as amarras daquele empreendedor, visando sua iniciativa. A proposta da Aventura de Construir é unir investimento social e programa de voluntariado corporativo em um encontro mentor-microempreendedor que celebra a liberdade de ambos percorrerem caminhos diferentes, porém que compõe uma situação win-win-win (voluntário-empreendedor-empresa). IMPACTO DE LONGO PRAZO Nosso projeto, portanto, consiste em agir nos problemas de fragilidade e de mercado que esses empreendedores possuem de forma que o impacto positivo que geramos seja durável. É possível, claro, oferecer comida ou um centro de reabilitação ou uma quadra de esportes ao nosso público alvo, pois são necessidades reais. No entanto, escolhemos lidar com a vulnerabilidade social sob estes dois aspectos (empoderamento e geração de renda própria) porque esta abordagem permite evitar muitos dos problemas sociais tradicionais, como a falta do que comer, o abuso de substâncias tóxicas e permite a solução de problemas locais, como falta de local para lazer e esportes. O pai de família que arduamente toca seu negócio mostra aos filhos mais do que o valor do trabalho, mas que a vida vale a pena ser vivida com protagonismo diante das sazonalidades positivas e das negativas. Como se não fosse o suficiente, a Aventura de Construir desta forma incide sobre 5 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que nortearão o desenvolvimento econômico e social dos países até 2030, como Educação de Qualidade, Emprego Digno e Crescimento Econômico, Redução das Desigualdades, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Combate às Alterações Climáticas. Esse é o diferencial entre apoiar um projeto que gera sustentabilidade e outro que gera dependência. Silvia Caironi
- O preço: tão importante, tão fácil de errar
Existem diversos “momentos da verdade” para realizar uma venda: quando se procuram informações sobre produtos, quando o usamos pela primeira vez, quando falamos com os amigos das nossas experiências. Difícil, porém, imaginar um momento mais crucial do que quando decidimos abrir mão de um dinheiro para obter aquele tênis ou computador: e, entre o nosso desejo e o objeto, lá está o preço. Todos os esforços de pesquisa e desenvolvimento, de produção, de comunicação, de design da loja, de suporte aos clientes seriam inúteis se naquele momento o cliente perceber o preço como superior ao valor do bem, ou seriam desperdiçados (pelo menos parcialmente) se ele teria comprado a um preço maior. O preço é a coisa mais difícil E acertar o preço não é fácil. Primeiramente, isso depende dos volumes de venda, que dependem do preço… Além da matemática, depende da psicologia e até influencia as nossas percepções: quanto mais pagamos, quanto mais gostamos. O preço pode ser a arma estratégica que faz ganhar um mercado, como as motocicletas japoneses nos Estados Unidos nos anos 50, ou usados como isca para trazer os clientes na loja… mais simplesmente, se você conseguir cobrar um pequeno 10% a mais, o seu lucro pode quase dobrar. Basear o preço no custo é um erro A maioria dos microempreendedores que conhecemos usa uma estratégia bem básica: cobra o dobro do que ele paga ao fornecedor e, no máximo, dá um jeito se a concorrência cobra um pouco a menos. Entre a pouca consciência de todos os próprios custos e a tendência a usar só os descontos como arma de convencimento, os lucros normalmente são colocados em um nível de subsistência. Quando as coisas vão bem, sobrevivem; quando as coisas pioram, fecham, deixando normalmente dívidas. Além disso, já vimos empreendimentos quebrar porque entraram em guerra de preços com os concorrentes vizinhos. Mas os nossos empreendedores não cometem sozinhos esse erro. Peter Drucker, o pai da ciência do management, em 1993 colocava o “cost-based pricing” como um dos 5 pecados capitais das maiores empresas americanas (cadastro necessário). Na verdade, 3 dos 5 pecados se referiam a como o preço era determinado! Aprender da quem sabe vender bem ADC decidiu ajudar o seu público convidando um profissional que fez sucesso vendendo bens de luxo e Premium, onde o preço absurdamente alto é – contra intuitivamente – parte essencial do valor produto: Carlos Ferreirinha que já foi presidente da Luis Vuitton Brasil e agora está à frente da MCF Consultoria. Os maiores do ramo, quando falam sobre ele, usam a palavra “mágica”: estamos muito ansiosos de aprender um pouco da sua magia. Pensando no Drucker, pode ser interessante também para empreendedores que não são micro… Carlos Ferreirinha vai nos encontrar na Salão da Associação Trabalhadores sem Terra na rua Feliz Guilhem 227, no dia 25 de outubro (terça feira) as 19 horas. Silvia Caironi
- A lição da Paraolimpiada para nós empreendedores
Esforço, Disciplina, Amor – Precisa de tudo para dar certo As Olimpíadas foram uma bela festa, e isso não era garantido, mas era esperado. O que nos surpreendeu é o sucesso e a atenção que obtiveram as Paraolimpíadas. Claro, ver 4 (quatros!) atletas paraolímpicos correr os 1500 metros com tempos que iam ganhar o ouro na prova das Olimpíadas no mês anterior é uma noticia que deixa de boca aberta. Os dois milhões de ingressos vendidos, que fazem de Rio 2016 a segunda maior edição das Paraolimpíadas, também marcam. Mas o que nos mexe no íntimo são os exemplos de superação dos atletas. Ir além dos limites… mas o que são os limites? Cada esporte requer esforço, e esforço continuado. Precisa de dedicação, de garra, de planejamento e disciplina, de ir além do que é fácil e óbvio e dos nossos limites. Ver isso em pessoas com alguma deficiência no que para nós é fácil se impõe aos nossos olhos, nos faz parar e comparar-nos com eles. O que percebemos como barreiras são mesmo barreiras? Ou é o nome que damos às nossas desculpas? O que nos impede, afinal, de ir atrás do que gostamos? Aquela dos Paraolímpicos é uma situação que testa as pessoas no limite, chegando até a cogitar eutanásia. Normalmente as nossas dificuldades na empresa são bem menores, mas também para nós é vital aprender como enfrentá-las. A vida é bonita Nesse sentido, fiquei marcada por um atleta, Zanardi, ex-piloto de F1 e Fórmula Indy, que teve as duas pernas decepadas, ficou 15 minutos sem sangue e teve que ser revitalizado 7 vezes. Voltou a correr em automóveis, se dedicou ao ciclismo e faturou 4 medalhas paraolímpicas em Londres. Falando da sua deficiência, ele afirmou: “Antes eu me perguntava o que faria se algo assim acontecesse. A resposta que eu me dava era que eu ia me matar. Mas, quando aconteceu comigo, isso não veio à minha cabeça. Estava feliz de estar vivo.” E, depois de ganhar o ouro no Rio, ele falou: “É simplesmente fantástico. Eu só tenho que agradecer. Eu sinto que sou um cara de muita sorte”. Isso me fez pensar quanto é verdade que no fundo “a vida é bonita”, e por isso vale a pena enfrentá-la. Não precisa ser super-homens Ou, mais ainda, Mônica Santos, esgrimista brasileira. Aceitou de virar paraplégica porque – grávida – a cura para evitar as complicações da gravidez iria matar o feto. “Não foi uma questão religiosa. Foi uma questão humana… No momento eu nem pensava em ser contra aborto ou a favor. O fato é que eu queria ter um bebê, ali era uma vida, e eu não queria tirar aquela vida”. Podemos achar as energias para todos os sacrifícios, a dedicação, os esforços que a vida nos pede não na nossa força, mas no que amamos. Silvia Caironi
- Pesquisas de Mercado simples e baratas para microempreendedores
Os MEIs no setor do comércio viram a receita cair 22,8% no primeiro semestre de 2016. Quase um quarto a menos não é pouca coisa: pode ser um nocaute que faz uma empresa fechar. Não dá para ficar parados e apenas esperar que a tempestade passe, precisa mudar algo e – como sempre – o ponto de partida é o verdadeiro dono do negócio: o cliente. Quais são as suas exigências? O que faz ele decidir uma compra? E onde comprar? São perguntas fundamentais para todos, e também para os empreendedores que atendemos. Para responder, o empreendedor colhe informações continuamente: cada “oi” que se dá para um cliente recebe de volta sinais significativos, no que ele fala, na postura do seu corpo, na sua roupa… O “achismo”: uma cadeia onde se morre aos poucos Mas em uma situação pesada como a atual isso pode não ser suficiente. Por isso focamos as nossas capacitações de setembro sobre as pesquisas de mercado, mostrando que elas trazem informações fundamentais para a empresa, são fáceis, não requerem grande esforço e – na maioria dos casos – são gratuitas. Achamos importante porque muitas vezes ficamos presos no que sabemos e no que achamos, e o “achismo” é uma cadeia em que se morre aos poucos. A cabeça de cada um é diferente: perguntando para outros vamos ter surpresas, descobrindo caminhos que podem nos trazer fora das dificuldades. Nós mesmos, quando começamos alguns anos atrás, embora tivéssemos um relacionamento muito forte com a Associação Trabalhadores Sem Terra (ATST-SP) que contribuiu a criar os bairros onde trabalhamos, na época não presumimos conhecer o nosso público alvo. Trabalhamos meses fazendo entrevistas extremamente detalhadas para mais que 200 empreendedores. Os resultados às vezes confirmaram as nossas hipóteses, às vezes nos surpreenderam… e, baseando-nos neles, mudamos a abordagem, a estratégia, os planos de atividades. Ao invés de montar um banco para oferecer microcrédito, passamos a oferecer suporte aos empreendedores com palestras, acompanhamento, informações sobre os serviços que já existiam. Pesquisas de mercado: simples e gratuitas (ou baratas) A boa noticia é que fazer pesquisas de mercado é simples: cincos perguntas curtas e claras, perguntando mais fatos do que opiniões e não exigindo demais da memória, da cultura e da preparação dos entrevistados. Com 60 entrevistas os resultados terão uma margem de erro de 10%, que é tudo o que precisa para verificar se uma ideia é boa ou não. Se o público alvo usa regularmente a internet, vai ser mais fácil ainda: se você quer saber algo dos seus conhecidos atuais pode usar o fbenquete.com ou o SurveyMonkey no Facebook, ou preparar um form do Google e espalhá-lo via e-mail para os seus contatos. Alternativamente existem serviços pagos onde se especifica o público alvo e se recebem as respostas em alguns dias. Esses serviços têm dois problemas: a segmentação é normalmente grosseira e são serviços baratos, porém pagos. Em Opinion Box é possível brincar com os critérios (você quer mulheres de mais de 50 anos da cidade de São Paulo e de classe C? Sem problemas) e ver o custo. Para esse serviço e os demais paga-se abaixo de R$ 10 por entrevista. Com o “Consumer Survey” do Google o custo cai até R$ 0,5 por resposta, embora com categorias mais amplas. Sair da caixa, no final, custa pouco. Silvia Caironi
- Empreendedor, você sabe fazer boas parcerias?
As dificuldades não tardam a aparecer quando trabalhamos diretamente com outras pessoas. Problemas estes que são dos mais variados tipos e naturezas, que dariam um post por dia no nosso blog. Devido a elas ocasionalmente pensamos que trabalhar sozinho poderia ser mais proveitoso e menos estressante. É aqui que faz bem lembrar da citação famosa do escritor inglês John Donne – “Nenhum homem é uma ilha”. Por mais importantes que sejam os momentos de foco individual no qual trabalhamos sobre algo que exige grande concentração, é preciso lembrar que não temos todas as respostas e que há problemas que não conseguimos resolver porque, sozinhos, limitamos as soluções possíveis. Criando redes de parcerias é possível expandir nossas possibilidades, tão necessárias nesse período de crise econômica. Superar as resistências Quando somos empreendedores, a ideia de trabalhar em parceria com outros nos causa certa desconfiança. É uma reação quase natural, já que abrimos nosso negócio com todo o esforço e muitas noites de pouco sono e, evidentemente, não queremos correr riscos desnecessários. No entanto, tão natural quanto esta resistência é a capacidade do homem fazer um juízo a respeito de uma situação real, se ela é de fato útil e positiva ou se ela levará a lugar nenhum. Esta habilidade precisa de treino e incentivo para se desenvolver bem, como qualquer outra; e alguns precisam praticá-la mais. Como então usá-la? Sob quais parâmetros? As bases para uma boa parceria Antes de tudo, toda parceria serve para resolver ao mesmo tempo dois problemas: um problema seu e outro do seu parceiro. Se não houver interesse de ambos a parceria simplesmente não vai pra frente e se torna exploração. Em segundo lugar, é preciso criar bases para a confiança. Se você conhece o seu parceiro, fica mais fácil. Se não conhece, é preciso criar mecanismos para que a transparência seja tal que vocês se sintam tranquilos com a ação do outro. Isso significa três atividades: Pesquisar o passado do seu parceiro, suas credenciais e referências; Ter o mais claro possível os termos da parceria e as ações envolvidas – por escrito melhor; Conseguir verificar se as ações envolvidas estão sendo realizadas da forma correta e esperada. Com estes aspectos mais claros é possível praticar a confiança, com base em uma avaliação concreta na transparência e nas ações realizadas. Assim fica mais fácil superar as dificuldades de confiança e será possível criar boas parcerias com as pessoas ao seu redor. Silvia Caironi
- Como fortalecer o seu projeto social
No mundo do Terceiro Setor, quando falamos de fatores críticos para o sucesso de um projeto de desenvolvimento as primeiras coisas que nos vêm à mente são os eixos tradicionais de gerenciamento de um projeto, como cronogramas, orçamentos, se o escopo do projeto está claro, quem será a equipe que vai executar o projeto, como se dará o monitoramento e avaliação – a lista é longa e pode ser complementada com metodologias como o PMI. Para a Aventura de Construir estas questões sempre foram levadas bem a sério, basta lembrar-se das dezenas de relatórios trimestrais realizados esmiuçando estes temas e muitos outros. O que pouco se encontra a respeito dos fatores de sucesso de um projeto é a respeito da participação dos beneficiários em sua execução, para além da criação do seu escopo. Foi diante desta constatação que passamos a olhar mais de perto as experiências com as quais temos parcerias, e foi através da Associação dos Trabalhadores Sem Terra de São Paulo (ATST-SP) que encontramos o caminho mais recentemente trilhado para fortalecer a efetividade do nosso projeto: nós passamos a aceitar o pedido de inclusão de microempreendedores como Associados Colaboradores da Aventura de Construir. A ATST-SP é uma associação que aglomera pessoas interessadas em comprar coletivamente grandes porções de terra nas periferias da cidade de São Paulo, loteia o terreno e ajuda que cada pessoa construa sua própria casa com um pequeno projeto civil. O processo todo pode levar anos e durante este tempo os interessados em adquirir o terreno participam de reuniões sobre o andamento do processo de compra, mas que também trazem um juízo sobre aquela luta pessoal que cada um está individualmente e coletivamente desenvolvendo. É estando junto dos beneficiários todo o tempo em reuniões quase diárias que a ATST-SP consegue não só entender melhor o seu público alvo, mas também fazer com que eles se apropriem da ATST-SP. Essas ações são uma via de mão dupla, em que os beneficiários participam da execução do projeto e em que a organização consegue ter cada vez melhor consciência sobre os verdadeiros desafios do projeto. A Aventura de Construir entendeu que era preciso ir a fundo, pois além de trazer o Associado Colaborador formalmente para a Associação era preciso criar novos mecanismos de contatos, além daqueles já existentes. Dessa forma, o Associado Colaborador tem acesso a encontros exclusivos com os dirigentes da Aventura de Construir e com nossa rede ativa de parceiros em que poderão aprofundar seus conhecimentos sobre temas de negócios, de desenvolvimento humano e em que haverá troca de experiências reais. Devido ao valor reconhecido em nosso trabalho, ele também se torna um promotor do projeto para seu bairro e seus conhecidos. Tudo é parte de um processo educativo que objetiva o desenvolvimento do empreendedor em protagonista do seu futuro, inclusive nos projetos sociais dos quais se beneficia. Claro, há sempre requisitos básicos para a criação de uma associação, como um trabalho em grupo sério e constante, uma boa equipe e corpo diretivo, bem como um financiador que confia no trabalho desenvolvido porque vê resultados concretos na melhoria de vida e de trabalho do seu público alvo, como no caso da Aventura de Construir. Os desafios também não faltam, como as dificuldades burocráticas que surgem no meio do caminho e um processo de amadurecimento necessário a todos os envolvidos que só chega com o tempo. Leve em consideração, caro leitor, no entanto, os benefícios de ter o seu publico alvo tão próximo no cotidiano do seu projeto de desenvolvimento. A presença deles é inestimável e sua ausência deve verdadeiramente ser levada mais a sério ainda. Silvia Caironi
- Desorganização: o killer silencioso do seu negócio
Desorganização: o killer silencioso do seu negócio Tem um fundamento de qualquer atividade que vira essencial para um empreendedor. É bem básico, tão simples que parece até chato: a organização pessoal. Sem ela, os melhores esforços e ímpetos se atrapalham e não chegam aos resultados, provocando desapontamento, frustração e, no final, inércia. Boletos não pagos, clientes bravos por esquecimentos, material de estoque estragado e uma sensação de afogar-se nas tarefas que se sobrepõem umas às outras, em uma desordem crescente onde o urgente sempre expulsa o importante. Basta uma pequena conversa com os empreendedores para juntar dezenas de exemplos. Só um de cada 30 clientes insatisfeitos reclama explicitamente: a falta de organização pode ser o killer silencioso do seu negócio. Montar um sistema de organização pessoal não é fácil como parece Na verdade, o assunto é menos óbvio do que parece. Quem pode dizer, perguntado em qualquer momento, tudo o que deve fazer e seus prazos? Ou tudo o que ele está esperando de outros? Quem chega a zerar sua caixa de entrada do seu e-mail uma vez por dia, ou por semana? Quantos já desistiram? O verdadeiro desgaste em não ter um sistema não é apenas, evidentemente, os prazos não respeitados, os atrasos nas reuniões, orçamentos para clientes esquecidos. O verdadeiro desgaste é o estresse daquela voz na nossa cabeça que não para de nos dizer: “Devo lembrar-me do relatório”, “Devo responder aquele e-mail”, “Não posso esquecer o presente para a namorada”. Assim nunca estamos completamente presentes ao que fazemos. A qualidade do nosso trabalho cai junto com a nossa satisfação. Seguindo o grande David Allen e a sua “Arte de fazer acontecer” tem uma saída: anotar tudo, organizar em listas onde vamos executar essas tarefas (no telefone, no computador, em casa, fazendo recados, etc…) ou, se houver prazo, no calendário e rever periodicamente. Vamos tentar mostrar novamente isso aos empreendedores. Relembrá-lo para nós já é um bom valor adicionado. Silvia Caironi