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- Novidade e uma reflexão sobre a juventude!
Você tem entre 14 e 20 anos e quer ser desafiado a pensar soluções inovadoras para problemas complexos? E você que está lendo este texto e não se encaixa nesta faixa etária: você conhece algum jovem desta idade? Filha, filho, enteado, sobrinha, amigo, vizinho? Então aproveita que temos uma novidade na área: o Innovation Camp! Olha, está aí uma capacidade em alta: a percepção cada vez mais profunda da realidade, capaz de encontrar soluções que respondam às necessidades observadas. Seja no mercado de trabalho formal ou em uma trajetória empreendedora, essa é uma capacidade a ser desenvolvida para a vida – e central na metodologia do Innovation Camp. O programa estimula jovens que estão cursando o ensino médio a pensarem soluções inovadoras para os problemas complexos – uma formação em Design Thinking nos moldes de aprender fazendo! Com duração de 8 horas e emissão de certificado, serão abordados temas relacionados a inovação, tecnologia e ferramentas ágeis. Além disso, o encontro é 100% online e gratuito. Durante o processo, os alunos contam com a ajuda de mentores e voluntários que vão auxiliá-los durante o desenvolvimento da ideia. Um dos nossos métodos de trabalho é a atuação de redes. Assim como um radar, ficamos sempre atentos a tudo a nossa volta, filtrando aquilo que responde às necessidades reais dos protagonistas nessa Aventura: os microempreendedores. Nosso radar disparou com o trabalho da Junior Achievement, uma das maiores organizações incentivadores de jovens do mundo. Assim como nós, trabalha a partir da realidade de seu público. A AdC com os microempreendedores, a J.A., com os jovens. Fundada em 1919, a J.A. é uma das primeiras organizações a trazer programas de empreendedorismo para crianças e jovens da América Latina. Hoje, a JA trabalha para preparar os jovens para o futuro do trabalho por meio de programas de empreendedorismo, educação financeira e preparação para o mercado de trabalho. A cada ano, a rede da JA Worldwide capacita mais de 10 milhões de alunos em mais de 100 países. Nos mais de 35 anos no Brasil, a JA leva conteúdo para todos os estados brasileiros e já capacitou mais de 5 milhões de alunos com o apoio de mais de 150 mil voluntários. A atuação em rede nos permite potencializar nosso trabalho e de nossos parceiros. Essa parceria se inicia com o Innovation Camp. Potencializar o trabalho é fortalecer nossas redes. Um empreendedor que está no Crescendo em Rede, por exemplo, compartilha a experiência com o vizinho e, desta forma, uma hora eles estarão juntos conversando sobre temas parecidos. Uma rede de conhecimento que transborda as aulas, o curso e alcança de forma mais profunda a vida das pessoas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo http://bit.ly/ic-adc. Os encontros vão rolar nos dias 20 e 21 de outubro, das 14h às 18h. Acione a sua rede, esperamos vocês! Trabalho, apostar na pessoa O trabalho fica no centro de qualquer desenvolvimento. E deve ser valorizado, partindo da pessoa e mirando nos conhecimentos, competências e capacidades transversais. O comentário de Giorgio Vittadini. Um amigo de uma empresa social que se ocupa de formação e serviços para o trabalho me escreve: “Ocorreu-me frequentemente nas últimas semanas encontrar jovens em estado de “dispersão”, seja escolar, seja empregatícia, estando já faz tempo fora da órbita da escola e sem requisitos para serem inseridos no mercado de trabalho. Nestes casos, em geral se escolhe entre duas opções: empurrá-los de volta para a escola e descarregar o “problema” sobre quem deverá ocupar-se com eles na sala de aula, ou então tentar a inserção numa empresa mediante programas de financiamento para o desemprego juvenil. Afinal, se a colocação não funciona, alguma coisa de qualquer jeito “eu trouxe para casa”. Não sei qual das duas soluções é a mais errada. Nenhuma das duas enfrenta de verdade o problema, ambas o deslocam. Confrontando-me com uma colega que vive o meu mesmo sentido de impotência, decidimos tomar iniciativa para tentar realizar percursos para jovens como estes, que preveem um primeiro período de alternância escola-trabalho, útil para dar uma estrutura profissional e pessoal, e que finalize depois com um contrato de aprendizagem que lhes permita trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Encontramos a maneira de obter o financiamento do projeto e em breve partirá a primeira turma. Trabalhar e viver aceitando sair da “zona de conforto”, traz criatividade, ideias, vontade, e torna tudo muito mais interessante. É um início, veremos o que vai suceder». O relato de meu amigo parece ter a ver só com os temas da nova qualificação e da formação continuada, mas se coloca em um contexto cada vez mais perturbador. O mundo do trabalho, já faz tempo em estado de choque devido ao rápido desenvolvimento tecnológico e à abertura dos mercados globais, reintroduziu sistemas de exploração: grandes empresas de trabalho temporário oferecem estágios a 350 euros mensais a sujeitos formados por 42 horas semanais; advogados que já superaram o exame são retribuídos com 250 euros mensais; os horários de trabalho para muitos se prolongam com frequência até às 23h sem contar como horas-extras… Em momento geral de repensar o papel e a responsabilidade das empresas, dos trabalhadores e dos sindicatos, não é supérfluo lembrar que o trabalho permanece o centro de qualquer desenvolvimento econômico e social. De uma parte, deve ser criado e valorizado; da outra, deve ser abordado pondo no centro conhecimentos e competências, bem como as capacidades transversais, tais como o espírito de iniciativa, a confiança, a abertura mental. Aquilo que serve talvez, de uma parte e da outra, é lembrar que não existem recursos humanos a serem explorados, mas que é o homem o recurso. © RIPRODUZIONE RISERVATA Publicação: 02.10.2020 – Giorgio Vittadini
- Fim de um ciclo, início para novos negócios: valeu ICCP!!!
A jornada de capacitações do curso A Realidade Empreendedora foi concluída com muitos aprendizados! Conheça mais sobre os resultados deste projeto. No final de setembro a equipe da AdC se debruçou na elaboração do relatório final do curso “A Realidade Empreendedora”. O trabalho realizado foi um convite para a reflexão de uma realidade que está em constante mudança. Da elaboração a execução de um projeto existe uma trilha minuciosa a ser percorrida. Estratégias são criadas para que todas as ações ocorram como está previsto no cronograma. Mas parece que o ano de 2020 embaralhou alguns planejamentos. Se no começo do ano a equipe da AdC estava fazendo, presencialmente, o reconhecimento dos espaços onde em breve aconteceriam as capacitações do curso “A Realidade Empreendedora”, na metade de março, a equipe passou a realizar suas atividades remotamente em decorrência da pandemia do novo Covid-19 e o projeto ficou suspenso por um curto período… A realidade nos convidou a “aprender a aprender” – e a AdC refletiu profundamente sobre sua própria missão levando em consideração o contexto atual e as novas (e não tão novas) necessidades do pequeno empreendedor periférico. Refletir sobre a própria missão é uma forma concreta de entender ainda mais o trabalho realizado. Esta ação permitiu avançar com fôlego, criar com potência e fundamento, novos caminhos. E este caminho abriu possibilidade para adaptar o projeto presencial “A realidade empreendedora” para o online. Com criatividade, ímpeto, e muito estudo saiu algo atento às novas necessidades. Algo que jamais seria possível se não fosse a confiança do ICCP na AdC. Foram mais de 20 capacitações, 2 aulas totalmente especiais com a equipe do ICCP, 30 sessões de assessoria e envolvimento de mais de 15 voluntários altamente capacitados durante as atividades. 89 participantes assistiram pelo menos 1 aula desde o começo do curso, e 39 atingiram frequência igual ou superior a 70%. Para quem vivenciou o cotidiano deste projeto é fácil identificar as tendências gerais dos participantes: as perguntas recorrentes, a evolução, os pontos de melhora. Porém, como podemos validar estas impressões e compartilhar com os demais? É fundamental entender se um programa social melhora a vida dos seus beneficiários e mensurar o quanto o projeto gera de impacto na população atendida e por isso, a AdC avalia o impacto das suas atividades desde 2015. Para realizar esta avaliação no projeto “A Realidade Empreendedora” os participantes responderam 2 questionários: o inicial, realizado em junho de 2020, e o final, em agosto do mesmo ano. As perguntas eram referentes ao empreendimento durante os meses de maio e agosto de 2020. E alguns dos temas abordados foram: receita e lucro mensal, controle financeiro, planejamento e cumprimento de metas, divulgação do negócio, objetivo de impacto (relacionado a consumo consciente), etc. A análise comparou a média dos indicadores pré-pós projeto dos 39 participantes que atingiram frequência igual ou superior a 70%. E o resultado? Para melhor visualização, seguem abaixo três gráficos: O gráfico 1 mostra que: A variação de Faturamento foi de 40,33% a mais no fim do projeto; A variação de Lucro foi de 39,40% mais no fim do projeto; Os resultados mostram essa variação mesmo com o funcionamento parcial dos empreendimentos em decorrência da pandemia do Covid-19. O gráfico 2 evidencia que: Houve a necessidade de aumentar a divulgação nas mídias devido ao aumento do e-commerce; Aumentou o registro de gastos e recebíveis devido ao foco dado nas capacitações para registros financeiros; Aumentaram as dívidas e diminuição de número de funcionários por conta da crise. O gráfico 3: Pelo menos 10 pessoas reduziram o consumo de água e energia nesse período; Pelo menos 15 pessoas passaram a registrar gastos financeiros; Cerca de 10 pessoas passam a observar mais os aspectos sociais do bairro. Os resultados são positivos, mas estamos longe de achar que a jornada empreendedora acabou. É preciso sim celebrar, mas sem perder de vista o foco constante na evolução. E para não perder de vista as potências deste belo projeto, compartilhamos algumas das dicas valiosas de voluntários e da equipe da AdC para todos os empreendedores: Segundo o voluntário José Maurício (especialista em gestão de recursos humanos e logística): “Nesta situação atual eu destacaria a necessidade de entender o contexto e buscar ser criativo dentro das necessidades do momento. Porque não adianta você ter uma super ideia se ela não é aplicável naquele momento e às vezes tudo o que precisamos é de algo simples, mas que atenda as demandas do momento. Aquela coisa de não querer reinventar a roda quando a roda que temos atende nossas necessidades.” Franklin Menezes, consultor da AdC, relembra ações fundamentais para garantir a sustentabilidade financeira do empreendimento: Dica 1: Separe as finanças pessoas da finança do negócio! Dica 2: Estipule um salário (pró-labore). Dica 3: O negócio precisa ter independência, por isso, faça o planejamento financeiro, realize o controle de entradas e saídas para que você consiga fazer seu planejamento diário e mensal. Dica 4: Elabore orçamento para que você consiga fazer projeções mensais e tome decisões fundamentadas para seu negócio. Fica 5. Planilha sem análise não adianta! Separe 30 minutos do seu dia para realizar a contabilidade, o controle financeiro de seu negócio. Laila da Silva Covolan (Agência São Francisco – Comunicação e Marketing) foi participante assídua do curso e durante a jornada empreendedora se transformou também em uma voluntária fantástica, compartilhando seus conhecimentos com os colegas de sala. A publicitária compartilha: “Minha agência chama-se São Francisco porque eu sou louca pela vida dele! Acho que ele é um mega exemplo e tem uma frase que resume muito, tanto sobre marketing porque é muito a questão de sair da zona de conforto, como sobre empreender… A citação é assim: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.” (São Francisco de Assis) Eu fico imaginando quantas pessoas quando começaram o curso pensavam que empreender era impossível? E a Aventura de Construir mostra muito esse caminho! Comece fazendo o que é possível, aí você faz o curso e aprende o que é necessário e de repente aquilo que parecia impossível se transforma em realidade.” É minha cara Laila… e esta realidade só se tornou possível pela dedicação da equipe, voluntários e claro… os empreendedores. Sem a abertura e o protagonismo de cada um, não existiriam resultados positivos e nem realidade empreendedora. A AdC aprendeu demais com cada pedaço deste projeto… a cada vivência. Dividimos algumas lições aprendidas com vocês: Com a pandemia tivemos que nos reinventar e, para seguir acompanhando os microempreendedores, adaptamos o projeto para ser executado de modo remoto (1ª lição). A mudança não movimentou apenas a AdC, moveu também os participantes que se viram imersos em outra realidade… Para alguns um pouco mais familiar, para outros… muito distante. A equipe da AdC aprendeu mais uma vez a eliminar a palavra “óbvio” de seu vocabulário, pois só assim é possível criar um ambiente seguro de aprendizado. Todas as perguntas são importantes (2ª lição). Sabemos que o engajamento dos participantes em um curso presencial se realiza principalmente com as capacitações e nos espaços entre uma e outra. Para um curso online esta segunda dinâmica é ainda mais pertinente e foi vivenciada na prática (3ª lição). A criação de vínculos e o conhecimento que o projeto possibilitou transborda as salas cibernéticas do Zoom (4ª lição) e se expande para fora das telas … Num momento como este, construir conjuntamente é crucial! Esta jornada foi a possibilidade de verificar que quanto mais o financiador, o intermediário e os beneficiários estão unidos, mais se consegue responder de forma abrangente e profunda a uma necessidade! Gratidão ICCP por acreditar em nós e fazer esta jornada tão viva!!
- A expografia Identificam-se Protagonistas chegou ao fim, mas segue viva dentro de cada parceiro envo
O uso livre da imaginação pode criar infinitas narrativas, e são estas narrativas que dão voz a boas histórias. Este foi o ponto de partida da expografia Identificam-se Protagonistas, realizada pela Aventura de Construir nas estações do Metrô, Via Mobilidade e ViaQuatro de São Paulo entre dezembro de 2019 e setembro de 2020. Pelas lentes do fotógrafo Diego de Jesus, o que antes era só um projeto ganhou vida! Seu trabalho, que pode ser visto também na matéria “Nossa missão através das lentes de Diego de Jesus, publicada no blog da AdC, captou a rotina de diversos microempreendedores das periferias de São Paulo que foram – e ainda são – impactados pelo nosso trabalho. Resgate e entrega: para Diego, este foi o significado da expografia. “No meu modo de ver, as pessoas que estão em mais vulnerabilidade são as que desfrutam mais dos prazeres do empreendedorismo, e, além disso, os microempreendedores de comunidade misturam tudo isso com amor (…). Fazer este trabalho com a AdC me trouxe a certeza do que eu quero seguir e com que tipo de pessoas eu gostaria de trabalhar”, pontuou o fotógrafo. Anderson Roberto da Silva (marido da Janaina Aparecida da Silva), fabricação e comércio de móveis em Cajamar. Quando o assunto é impacto social, a técnica por si só não é suficiente. O que realmente faz uma história ser contada do jeito que ela é, na realidade, é a capacidade de se colocar no lugar de quem narra. “Como sou microempreendedor de periferia, entendo que isso é uma luta particular. Eu sei como é estar na pele deles”, afirma Diego. Mais uma vez, sem o apoio de nossos parceiros, a mostra não teria saído do papel. A ViaQuatro e ViaMobilidade, do Grupo CCR, foram peças chaves para que o projeto fosse o sucesso que foi. Para o grupo, sustentabilidade é um compromisso: “Apresentar a exposição foi uma ação que reforçou o nosso compromisso com o fortalecimento da sociedade. Mostrar esses protagonistas representados de forma digna e forte, indicando a atividade que eles se dedicam, pode servir de inspiração ou incentivo para que outras pessoas possam seguir por esse caminho”. A pandemia de Coronavírus pegou todos de surpresa e o momento, apesar das incertezas, também é de reflexão. Todos os dias, milhares de pessoas transitam no transporte público subterrâneo e, mesmo diante do cenário, para ambas empresas a expografia foi, também, inspiradora. “A pandemia teve e continua tendo um forte impacto sobre todos nós e a ação de empreender pode ser uma alternativa de sobrevivência para algumas pessoas neste momento. Quem sabe um dos exemplos de empreendedores mostrados nas exposições, que ocorreram entre março e abril, no início do período de isolamento social, possa ter lançado essa ideia de empreender para outras pessoas?” Camila Rosa de Lima, produção e venda de cosméticos naturais na Lapa de Baixo. Para o Grupo CCR, o recado aos microempreendedores é: vivam seu caminho! “Vivam seu caminho enquanto nós trabalhamos para proporcionar uma viagem segura e confortável para que cada um possa se dedicar aos seus projetos”. Mais uma vez, fica aqui o nosso MUITO OBRIGADO a todos que se dispuseram a ouvir a Aventura de Construir e embarcar nesta jornada conosco. Conheça o trabalho de Diego de Jesus aqui; e para acompanhar o Grupo CCR, assim como as empresas ViaQuatro e Mobilidade, acesse: http://www.grupoccr.com.br/ Não perca as novidades da Aventura de Construir: assine a nossa newsletter ou siga-nos no Instagram e Facebook. #Empreendedorismo #Microempreendedores #negóciosustentável
- Viva à expografia Identificam-se Protagonistas e aos nossos parceiros!
Empreendedorismo por si só não existe, o que existe são pessoas disponíveis a criar, desenvolver projetos e executá-los com garra e grandiosidade a fim de viver uma vida melhor. Foi com o objetivo de passar esta mensagem que a Aventura de Construir idealizou a expografia itinerante Identificam-se Protagonistas, que circulou em diversas estações do Metrô, ViaQuatro e ViaMobilidade de São Paulo entre dezembro de 2019 e setembro de 2020. Durante quase um ano de exposição, cerca de milhares de pessoas puderam ver, em vinte fotos selecionadas, um pouco da realidade dos microempreendedores de diversas periferias da Zona Oeste de São Paulo. Álvaro Alves Soares, loja de materiais de construção na Voith, Vila Aurora. Mas essa iniciativa só foi possível por conta do apoio de diversos parceiros, entre eles o Instituto Camargo Corrêa (ICC). De acordo com Kalil Farran, Diretor Executivo do ICC, a principal motivação para que o apoio acontecesse de fato foi o alinhamento entre a proposta da expografia e as linhas estratégicas do Instituto. “O Instituto tem em uma de suas pautas de projeto o tema Empreendedorismo de forma explícita. Sempre, dentro da nossa experiência, entendemos que o legado que podemos deixar para as comunidades mais vulneráveis está no reconhecimento e apoio a ações empreendedoras comunitárias, e que cada iniciativa tem um protagonista ou um conjunto de protagonistas na comunidade que levam o empreendimento a frente”, ressalta. Isaac Carvalho da Silva (filho do Maciel Manoel da Silva), comércio de mercearia na Voith A pandemia de Coronavírus trouxe, como pode ser lido na reportagem Existe futuro para a sustentabilidade dos microempreendedores no Brasil?, não só o aumento no nível de desemprego no país, mas também trouxe aos microempreendedores a incerteza com relação a sustentabilidade de seus negócios. “A necessidade do isolamento social e a exacerbação das carências na sociedade trouxe uma luz e uma reflexão maior sobre o tema. Acreditamos que estas reflexões deveriam passar a nortear a ação de Institutos e Fundações”, pontuou Kalil. Além disso, para ele, a expografia contribuiu positivamente na hora de chamar a atenção para este potencial. Após o fim da exposição, a Aventura de Construir segue atuando na capacitação e acompanhamento destes e outros microempreendedores. O ICC também já tem planos para o futuro: “o nosso foco estará centrado no apoio ao empreendedorismo comunitário e nas ações de baixo custo para doação de infraestrutura básica nas comunidades com ausência de serviços básicos”, disse Farran. Além do ICC, a expografia não teria sido possível sem o apoio do Instituto Cyrela Commercial Properties (ICCP). “Queremos sempre apoiar o empreendedorismo, capacitar pessoas a ser donas do seu próprio negócio, ou até mesmo atuar em rede, tendo a capacitação certa, penso que estamos em linha com nossos projetos para 2021”, pontuou Grasiela Marques Caldeira da Silva. Wagner Félix, estilista e costureiro no Jardim Canaã. Aos microempreendedores, Grasiela aconselha: “Não desista, persista, pivote se precisar, análise, mas siga o bom caminho, pois você colherá coisas boas nesse plantio empreendedor”. Fica aqui o nosso GRANDE AGRADECIMENTO ao Instituto Camargo Corrêa e ao Instituto Cyrela Commercial Properties (ICCP) por todo o apoio fornecido antes, durante e após a expografia. Conheça aqui um pouco mais sobre a ideação deste projeto e neste artigo um pouco sobre o olhar do fotógrafo Diego de Jesus! Para não perder as novidades da Aventura de Construir, assine a nossa newsletter e siga-nos no Instagram e Facebook.
- Existe futuro para a sustentabilidade dos microempreendedores no Brasil?
No Brasil, cerca de 13,6 milhões de pessoas moram em periferias. É o que aponta a pesquisa Coronavírus nas Favelas, desenvolvida pelo Instituto Data Favela em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) e o Instituto Locomotiva. Ainda de acordo com o estudo, após o início da pandemia pelo novo Coronavírus, pelo menos 86% destes moradores perceberam uma queda significativa no lucro de seus negócios, ou em vendas nas empresas que trabalham. É importante ressaltar que, para 76% dos moradores das periferias, o trabalho é a principal fonte de renda da casa, sendo que 7 em cada 10 famílias tiveram seus rendimentos afetados – em alguns casos influenciando, inclusive, a compra de itens essenciais como alimentação, por exemplo. O momento é de preocupação, mas também de reflexão e oportunidades. Afinal, qual é o futuro do microempreendedor no Brasil? Além disso: eles têm espaços para serem sustentáveis? Para salvar pequenos negócios ou começar a empreender neste momento, é necessário aprender e colocar alguns novos hábitos em prática. Guilherme Soares Dias, jornalista e empreendedor, afirma que acreditar na própria ideia é a base de qualquer empreendimento. “A fase inicial é a mais difícil. A principal ideia é a perseverança. Investir, acreditar e se preparar”. Além disso, algumas dicas trazidas por ele, são: Planeje as etapas Na hora de empreender ou salvar um negócio, organizar as ideias e o dinheiro é o primeiro passo. E, de acordo com Guilherme, é indispensável trabalhar com a realidade – mesmo que esta seja, inclusive, não ter dinheiro para investir no início. Esteja nas plataformas digitais Neste momento de pandemia de Covid-19, com grande parte da população em casa, é fundamental inserir sua marca no universo digital. Por isso, invista em todas as redes sociais e, se possível, em um site ou e-commerce simples: “divulgue em todas as plataformas possíveis. Mostre a sua cara, a sua marca. As pessoas têm comprado cada vez mais on-line, então o negócio precisa estar onde elas estão: na internet”. Mantenha por perto os clientes sinceros São eles que vão te ajudar a melhorar seu produto e marca. Todo feedback sincero é importante e fundamental para melhoria contínua! Empreender é tarefa diária! Amplie o seu negócio Peça para os amigos divulgarem, faça parcerias com outras marcas… Aqui, as possibilidades são infinitas. Quanto mais pessoas souberem de você, melhor. Lembre-se que trabalhar em rede é sempre melhor do que atuar sozinho! Estude “Capacite-se o tempo inteiro. Com vídeos na internet, cursos gratuitos ou oficinas sobre o tema”, afirma Guilherme. “O tempo passa e os hábitos de consumo mudam. É necessário aprender o tempo todo sobre estas transformações”. Para Giovanna Mendes, que é dona de sua própria loja de roupas, paciência é algo indispensável. “Não precisa ser perfeito de início. No começo nada é impecável. O importante é ser transparente com o público, mostrar quem você é, qual é o seu negócio e, mais do que isso, deixar clara a sua vontade de fazer com que o empreendimento dê certo”. Ambos os empreendedores, Giovanna e Guilherme, ressaltam a importância de escutar. “Saber ouvir as críticas é fundamental, bem como mostrar para o cliente que você está aberto a ouvi-lo”, pontua Giovanna. Guilherme reforça: “prestar atenção no que o público consome, e em como ele consome, é essencial”. As redes sociais, como pontuado, são um fator importante para os empreendimentos. Um exemplo de como usar as mídias para trabalho está no Instagram do Dj Bola ABanca. Dj, produtor cultural social, pai e empreendedor de negócio de alto impacto social positivo: é assim que ele se apresenta e engaja seus quase dois mil seguidores no Instagram. “Não precisa perder tempo, logo de cara, pensando no logo ou na identidade visual da sua marca. A primeira coisa é estar nas redes sociais, apenas. Criar uma página no Instagram e no Facebook e alimentar com conteúdo todos os dias é mais do que o suficiente para começar. Mas tem que estar ali constantemente. As pessoas não podem esquecer de você. O resto, a gente vai aprimorando com calma”. Empreender é desafiador, assim como recuperar o fôlego de um negócio em meio a pandemia. Mas Bola ressalta: “Não existe receita pronta para empreender (…). A gente não dá nem um passo pra frente se não estivermos conectados de forma harmoniosa entre o coração, a mente e a paixão. É importante saber disso também”. O trabalho da Aventura de Construir busca, principalmente, uma transformação efetiva, mensurável e sustentável na vida e no empreendimento das pessoas, sem deixar de pensar e partir da realidade individual de cada um – sendo este o primeiro dos 7 pilares da organização. Ao longo de quase dez anos de existência, diversos microempreendedores foram impactados pela AdC com: Fonte: https://aventuradeconstruir.org.br/missao/ A Aventura de Construir conversou com alguns empreendedores para entender um pouco mais de como ficaram seus negócios durante a pandemia. O bate papo deu origem ao documentário Acompanhando Protagonistas, que pode ser visto na íntegra aqui: Para conhecer mais sobre o trabalho da Aventura de Construir, acesse: https://aventuradeconstruir.org.br/missao/ #DiadoEmpreendedor #Empreendedorismo #Organização
- Caso de Sustentabilidade: Luciene Marinho
Em 1996, a empreendedora Luciene Marinho foi convidada por uma amiga a auxiliar na organização de eventos. Uma ajuda em uma ocasião atípica acabou mostrando para Luciene que, além de levar jeito para o trabalho, também gostava muito de executá-lo. A empreendedora, que ainda não se enxergava assim, passou a realizar alguns eventos por conta própria e constatou o que a princípio era só uma impressão: a paixão por este ramo de atuação. Em 1996, ela se organizou e iniciou a Expansão Eventos. Em seu primeiro trabalho tomou gosto pela coisa. Hoje, são 25 anos no ramo, reunindo mais de 2.000 eventos realizados. Com expertise na área da saúde, agronegócio, embalagens, marketing e outros segmentos. AS TRANSFORMAÇÕES DE UMA EMPREENDEDORA Em junho de 2018, após mais de 20 anos de trabalho, a Expansão Eventos fechou seu último contrato, Luciene Marinho não estava mais satisfeita com seus resultados e com as parcerias realizadas ao longo do tempo, então resolve fechar a empresa e refletir sobre os rumos que deveria tomar. Em novembro 2019, Luciene iniciou a retomada das atividades do seu negócio, mas com uma nova roupagem e com o foco voltado para Expansão Eventos, já que antes era voltado para a empreendedora e o nome da empresa era quase desconhecido pelos clientes. Então é criado o 1º COMCIFOR – Congresso Multiprofissional de Ciências Forenses e o Open Meet in Congress que marcam a retomada naquele ano. Embora o faturamento do 1º COMCIFOR tenha sido grande, o lucro líquido foi de 3%. No Open Meet in Congress o lucro líquido negativo foi de 1,6%. Após os eventos, como podemos observar, a realidade financeira não foi satisfatória, mas a empreendedora estava preparada para esta situação. O foco deste momento era a reformatação de seu negócio e o fortalecimento de sua marca, “Expansão Eventos”. Em 2020, com o planejamento sendo realizado para novos congressos e a venda de inscrições nos eventos sendo realizadas, a retomada do crescimento da Expansão Eventos estava se encaminhando para colher ótimos frutos. Então surge o COVID-19, em meados de fevereiro no Brasil, aliado com a crise econômica, que afeta diretamente os eventos planejados para serem realizados presencialmente. Os eventos com datas marcadas foram cancelados e sem previsão de retorno, com isso já havia 70% da lotação total de clientes inscritos, 30% desse percentual pede devolução do dinheiro. Luciene passa a ter dias complicados, pois não sabia o que fazer em meio o isolamento social sem data para terminar e com várias incertezas, quando em março de 2020, a empreendedora vai fazer as unhas e encontra com Marcela de Oliveira, dona do Salão Beleza Rara, que é acompanhada pela Aventura de Construir (AdC). O salão de beleza é um espaço livre para diálogos e foi neste universo que Luciene escutou Marcela comentando sobre como a gestão do seu salão melhorou após ser assessorada pela AdC. Empreendedoras são sempre empreendedoras, não importa o lugar. Luciene, sempre atentas às oportunidades, sentiu na hora o interesse em conhecer essa tal Aventura de Construir e garantir um acompanhamento nesse período de incertezas para seu empreendimento. Além de atenta, é esperta! Não postergou as suas ações. Após conversar um pouco mais com Marcela e entender como a AdC funcionava, buscou o contato rapidamente. A situação relatada acima pode parecer pequena… uma simples conversa dentro de salão. Porém, para a equipe da AdC apresenta um valor imenso. Um dos pilares metodológicos da AdC é “atuar em redes e criar pontes”. Marcela criou ponte ao relatar sua própria experiência e evolução. Marcela expandiu o alcance da AdC. Nós falamos daquilo que acreditamos. E isto é muito mais do que belo, é a prática de um trabalho concreto. As assessorias com Luciene iniciaram em junho de 2020 e continuaram nos seguintes meses. Ao final de julho, a empreendedora já relatou para equipe da AdC que conseguia verificar as possíveis mudanças na estratégia de atuação de seu negócio. Neste mesmo mês o negócio tem o foco voltado para os eventos on-line, então Luciene que tinha funcionários em um prédio fixo, passa a ter profissionais freelancers em: anúncios em redes sociais, engajamento em mídias, além de comunicação visual e gerenciamento de site. O custo com mão de obra cai drasticamente. Fonte: http://www.expansaoeventos.com.br A empreendedora busca capacitações na AdC, como o Curso “A Realidade Empreendedora”, que trouxe os principais pontos sobre a sustentabilidade financeira e palestras para entender melhor as ferramentas utilizadas para os eventos on-line. Com conhecimento adquirido no período de capacitação e com profissionais qualificados (freelancers), Luciene Lança em agosto de 2020, o Open Meet in Congress – Congresso on-line Ibero Americano de Enfermagem, totalmente on-line com participação de especialistas da área de enfermagem e afins. No mês de setembro de 2020, Luciene contabiliza mais de 180 inscritos, um salto enorme em relação aos primeiros meses do ano, em que o número de inscritos foi zero e vinha caindo com os pedidos de cancelamento de inscrição. Hoje, Luciene agradece por estar criando projetos dentro de casa, sem necessidade de ter um espaço físico e funcionários convencionais. Com a nova configuração do seu negócio, os custos caem, chegando a 5,56% do custo mensal com pessoal, bem diferente de quem chegou a ter uma folha de pagamento de R$ 18.000 em 2018. Por fim, a Expansão Eventos entra em uma nova realidade e passa a oferecer seus serviços on-line, com custos menores e preços mais acessíveis para os clientes e com isso atinge também um novo público para os eventos. A empreendedora Luciene Marinho comenta que: “Hoje tenho a minha empresa no meu celular e levo para qualquer lugar, não preciso me locomover e gastar com aluguel”. Luciene Marinho Website da Expansão Eventos | Instagram: @expansaoeventos #Empreendedorismo #Empreendedorismofeminino #Sustentabilidade
- A teoria da mudança no outro normal
Em participação do evento “Prosa de sexta – Teoria da mudança” realizado por videoconferência pela Consultoria Quintaessecia, o especialista em inteligência organizacional, Dov Rosenmann, apresentou o conteúdo voltado especificamente para organizações do 3º setor. Mas o que é, afinal, a Teoria da Mudança? “A Teoria da Mudança é essencialmente uma descrição abrangente e ilustrativa de como e por que uma mudança desejada deve acontecer em um contexto particular. Ela é focada em mapear ou “preencher” a lacuna (gap) entre o que um programa ou iniciativa de mudança faz (suas atividades, intervenções) e como isso determina que os objetivos desejados sejam alcançados” (TheoryofChange.org). A participação do consultor da Aventura de Construir (AdC) Franklin Menezes no evento, mostra que a instituição está atenta aos novos conceitos e as mudanças estabelecidas pelo mercado. A participação na conferência teve como foco o entendimento da metodologia para a aplicação em possíveis novos projetos. Eventos como este contribuem para o constante exercício da reflexão sobre o papel da AdC, ainda mais em um cenário tão urgente quanto este. Como os objetivos devem ser traçados para o período de pandemia e pós pandemia? Como devemos atiçar os sentidos para entender profundamente as dificuldade dos empreendedores acompanhados pela AdC? A Teoria da Mudança trouxe reflexões concretas para as alterações que ocorreram e ainda estão ocorrendo neste período de pandemia. Desde a metade de março de 2020, a equipe da AdC passou a realizar suas atividades de forma remota em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com muito ímpeto, responsabilidade, troca de experiências e estudo, a equipe conseguiu continuar com o acompanhamento de seus beneficiários, incluindo o aprendizado de novas competências como o acesso a tecnologia. Não foi fácil e nem era para ser, afinal, lidar com pessoas é algo vivo. E há muita beleza nisso. Pessoas que no começo, diziam não saber usar a ferramenta Zoom (plataforma de videoconferência) hoje utilizam sem problemas. As pessoas mudam. Neste período, as assessorias remotas mostraram uma tendências: os beneficiários estão cada mais cientes de suas necessidades. E isso é fundamental para avançar e criar estratégias de como superá-las. Refletir é um hábito recorrente da equipe da AdC, e refletir sobre a própria missão é uma forma concreta de entender ainda mais o trabalho realizado. Esta ação permite avançar com fôlego, criar com potência e fundamento novos caminhos. Ao se debruçar sobre os 7 pilares metodológicos da AdC, pode-se perceber alguns pontos que foram fundamentais para refletir e responder às necessidades encontradas. Pontos que transparecem fortemente na atuação prática junto aos empreendedores e são eles: Partir da realidade Gerar protagonismo acreditando na centralidade da pessoa Atuar em rede e criar pontes Ao partirmos da realidade de um empreendedor para identificar suas necessidades, motivamos e conscientizamos a importância do seu protagonismo, com isso, o empreendedor passa a fazer redes de contatos efetivas e cria pontes que ajudam na continuidade de seu negócio. O caso do agricultor de hortaliças orgânicas, Edvaldo dos Santos é um exemplo desses pilares, que viu seu contrato com a prefeitura ser congelado e sem previsão de retorno no período de crise, o que fez o rendimento do seu negócio cair de forma drástica, passando a contar apenas com poucas vendas de hortaliças para o seu sustento. Com o apoio da AdC, Edvaldo se conscientizou de que precisava ser protagonista da sua própria história. Durante as assessorias, surgiu a oportunidade de enviar um projeto para a Plataforma de financiamento coletivo Matchfunding Enfrente, lançado pela Fundação Tide Setubal em parceria com a Benfeitoria, para responder às demandas da nova realidade imposta pela emergência do COVID 19. Edvaldo atuando em rede para implementar seu projeto Esta oportunidade contemplou vários empreendedores acompanhados pela AdC. Para Edvaldo, o projeto deveria responder não só às suas necessidades, mas também daqueles que estavam em seu entorno passando por muitos outros desafios. O projeto “Alimentação Orgânica para a Sociedade” foi aprovado, as doações recebidas ultrapassaram o valor de R$18.000,00. Com essa iniciativa o Edvaldo pode ajudar 10 pessoas desempregadas, além de fazer rede com 9 agricultores da região e ainda pode distribuir mais de 2.000 mil hortaliças e levar alimento para mais de 4.000 mil pessoas. A Teoria da Mudança é uma metodologia colaborativa que trabalha com um mapa que mostra todos os caminhos possíveis para chegar no objetivo futuro, mas é utilizado apenas o caminho mais eficiente para chegar lá. A AdC vem percorrendo caminhos em meio ao outro normal com criatividade e atenção aos empreendedores, para buscar soluções que atendam a essas novas demandas, então a Teoria da Mudança surge para nós como uma metodologia eficiente, que poderá fazer parte do nosso mapeamento e assim traçar trilhas que nos levem aos objetivos e as novas demandas. Por fim, com a prática de “olhar para dentro”, ou seja, em busca de aperfeiçoar sua gestão, a AdC traz a Teoria da Mudanças como complemento aos seus pilares metodológicos e consequentemente a orientação aos empreendedores assessorados, na busca de novos desafios. Esse método pode ajudar organizações de vários setores, inclusive do 3º setor, a buscar novos objetivos em meio ao período de incertezas imposto no mercado atual. #avaliaçãodeimpacto #inovação #terceirosetor
- Um novo ciclo aos ODS!!!
Hoje, dia 25 de setembro, comemoramos o aniversário dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU! Em 2015, os ODS foram criados como uma solução para os maiores desafios do planeta. Em 2020, eles também se tornaram um guia para um mundo melhor pós-pandemia. A AdC sempre trabalhou na lógica dos ODS, mesmo antes da criação dessas metas. Justamente por isso nos tornamos signatários do Pacto Global em 2018 e, agora, também apoiamos a campanha por uma Retomada Sustentável pautada pelos ODS. Para esta data especial, a Rede Brasil do Pacto Global lançou o movimento #NãoVolte para incentivar que a retomada econômica seja efetivamente sustentável pós-Covid, lutando por um mundo mais verde, inclusivo e íntegro. Desenvolvida pela agência AlmapBBDO, a campanha mostra que não podemos voltar às mesmas práticas que tínhamos antes da pandemia, por isso precisamos, coletivamente, romper com os maus hábitos antigos e construir melhores práticas, pessoais e profissionais! Assista abaixo o vídeo-manifesto do movimento! clique aqui! Esse movimento é embasado pelo Ambição pelos ODS, um programa de aceleração no qual empresas e organizações podem ser capacitadas sobre como introduzir os ODS em suas estratégias organizacionais e planejamento, incentivando-as a estabelecer metas ambiciosas em suas operações! A AdC agora também assumiu o desafio para se tornar uma organização Multiplicadora da Rede Brasil do Pacto Global, por isso estamos trabalhando sobre indicações de parceiros que acreditamos trabalhar alinhados aos 10 Princípios do Pacto Global. Se você ainda não recebeu nossa indicação e tem interesse em ingressar nesta jornada com a gente, entre em contato conosco para trabalhos juntos este tema tão relevante, sobretudo diante deste outro normal que começa a ganhar maior complexidade para responder os desafios do desenvolvimento sustentável! Ficou curioso sobre como a AdC vem trabalhando com os ODS? Te indicamos aqui a leitura da nossa série ODS em Pauta, onde você encontra conteúdos que mostram um pouco mais sobre nossa atuação em relação a alguns ODS específicos: ODS1 Erradicação da Pobreza ODS4 Educação de Qualidade ODS5 Igualdade de Gênero ODS8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico ODS10 Redução das Desigualdades ODS11 Cidades e comunidades sustentáveis Se você ainda está perdido e quer acompanhar melhor a tendência, te indicamos esses artigos aqui: Afinal, o que é ODS? SDG Action Manager: o impacto do seu negócio é real? Aventura de Construir agora faz parte do Pacto Global! Boa leitura!!!
- Os desafios para microempreendedores durante e pós pandemia
Por: Nathalia Evelyn Firmino, voluntária Redução das vendas e consequente diminuição no faturamento levaram muitos microempreendedores a fecharem seus lojas físicas, seja pela dificuldade em fidelizar clientes diante do cenário imposto pela pandemia de Covid-19, seja pela falta de habilidade e capacidade operacional em adaptar processos internos para seguir trabalhando diante deste outro normal. Neste momento, mais do que nunca, empreendedores que almejam aumentar a competitividade e permanecer no mercado precisam estar abertos ao novo e à reinvenção, por isso vamos compartilhar algumas dicas e orientações sobre como criar estratégias de inovação para conseguir progredir com seu empreendimento nesta realidade atual. Há quem diga que toda crise gera oportunidade… Desde o início da pandemia de Covid-19, o Brasil ganhou aproximadamente 1 milhão de novos microempreendedores individuais (MEI). Segundo o Relatório Executivo do Empreendedorismo no Brasil, organizado pelo Global Entrepreneurship Monitor (responsável pela pesquisa GEM), estimou-se que em 2019 havia um total de 53,5 milhões de brasileiros à frente de alguma atividade empreendedora. Mas nem tudo são flores…. Ao passo que muitas empresas nascem, tantas outras terminam suas atividades por complicações financeiras ao não conseguirem responder às novas demandas do mercado. Por isso mesmo, diante de um cenário desfavorável, temos que aprofundar nosso olhar sobre o que fazemos para reconstruir ou mesmo construir novas saídas para encontrar a sustentabilidade do negócio. Uma coisa é certa: com o desemprego e a flexibilização das relações de trabalho, muitos brasileiros têm visto o empreendedorismo como saída estratégica para lidar com a crise. E, sendo assim, você agora deve estar se questionando sobre como prosperar com tanta gente empreendendo… Então aqui fica a dica principal: o segredo é INOVAR! A inovação pode ser um diferencial para pequenos negócios que querem aumentar a competitividade e obter novas parcelas de mercado, assim como fidelizar seu público e conseguir novos clientes. Inovação também significa pensar fora da caixa para fazer o que você já faz, mas de um jeito diferente do habitual. Abaixo, separamos sete dicas aplicáveis para te ajudar a reinventar seu negócio em tempos de pandemia: ● Compreenda o ciclo de vida do seu negócio: Entenda todo o processo produtivo do seu produto ou serviço para repensar novos modos de fazer; ● Tenha uma presença digital: Microempreendedores precisam estar atentos para construir relacionamento com o cliente e a internet é um ótimo caminho; ● Considere práticas sustentáveis: Cada vez mais a sociedade vem cobrando ações sustentáveis de empresas, por isso adotar medidas socialmente responsáveis e sustentáveis te coloca na frente da concorrência; ● Seja flexível: Estar aberto ao novo e repensar práticas de negócios é importante; ● Procure novos conhecimentos: Aposte em ampliar seus conhecimentos e referências para ter um novo repertório de “como fazer”. ● Amplie o networking: Fazer trocas com quem também está empreendendo pode te apresentar novos horizontes e a criação de possíveis parcerias estratégicas. ● Faça testes: Qualquer ação realizada precisa ser testada, você pode ter uma ideia ótima, mas que na prática não funciona tão bem. Teste! E, se necessário, seja flexível para recriar, reconstruir e reaprender, sempre! Temos muita curiosidade de conhecer as suas descobertas na aplicação destas 7 dias!!! Conte-nos!
- Como desenvolver a capacidade de adaptação em um mundo marcado pela incerteza?
“A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda.” (Voltaire) O pensamento do filósofo Voltaire pode ser entendido como uma provocação para todos, sejam empreendedores ou não. Como escrevo para pessoas que empreendem, é importante assumir nossa parte na história e no pensamento filosófico, afinal uma das características comportamentais dos empreendedores é assumir riscos. Empreender é arriscar. Quem busca certeza para empreender, simplesmente não empreende. Fica planejando e esperando o momento certo, o país certo, a situação certa… e por aí vai. Quer dizer, não vai. “Voltar não é opção”. Diante das incertezas presentes na vida de todo mundo, insistir em velhas ideias, em rotineiras propostas, em viciados olhares não é opção. Nas pesquisas e trabalhos sobre gestão da criatividade, elaborei o acrônimo CRIATIVA, no qual a letra C corresponde à capacidade de adaptação em um mundo em rápida mudança, marcado por incerteza, competição crescente, além de turbulências. Faço, portanto, as seguintes provocações: como as pessoas que empreendem se adaptam? o que é preciso fazer para se adaptar? Aprendi sobre a necessidade de se ter uma cultura organizacional voltada à criatividade e, hoje, enquanto empreendedor, atuando com tantas pessoas que empreendem, trago a gestão da criatividade como fator fundamental para geração de resultados superiores e sustentáveis para os negócios, na criação de diferenciais e inovações para produtos e serviços, para entrega de valores significativos e percebidos por consumidores e clientes. Um dos aspectos considerados para o estímulo da criatividade aplicada aos negócios é a existência de certo grau de tensão proporcionada por uma crise, ou pela escassez de recursos, ou pela acirrada competição entre as empresas, ou, ainda, pela necessidade da inovação de produtos e serviços. A atual crise nos negócios, também uma conseqüência da pandemia causada pela Covid-19, provocou um rebuliço nas empresas, fazendo com que muitos empreendedores repensassem seus negócios, migrassem suas operações físicas para o on-line, definissem novos canais de relacionamentos e vendas aos clientes. Certamente, o processo não foi simples. Diante das dores provocadas pela crise, houve a necessidade de buscar novos conhecimentos, além de formação de novas parcerias (ou redefinição das parcerias existentes) e adoção de ações estratégicas criativas. Já que empreender é um processo de assumir riscos pensados em meio às incertezas, entender como os empreendedores se adaptam nesse mundo fluido se torna fundamental. Identifiquei comportamentos de adaptação significativos, os quais todos podemos adotar: (a) Disposição para aprender: mergulhar nos aprendizados necessários, com a disposição de descobrir o que tem que ser feito, faz com que as pessoas que empreendem possam superar as dificuldades surgidas diante de situações difíceis. Com novos aprendizados, tenho visto empreendedores obtendo ideias muito criativas e conquistando resultados que, confesso, nem mesmo eles acreditavam. (b) Repensar e replanejar: não adianta insistir nos mesmos pensamentos e persistir nas ações que não estão dando resultado. Diante de fatos, situações novas, inusitadas e de crise é necessário ter a coragem de repensar princípios, valores e crenças. Por favor, não estou dizendo em agir com falta de ética. Todos temos uma vontade tão forte em buscar o porto seguro que insistimos nos velhos conceitos que foram muito importantes em outras eras. (c) Assumir riscos: pessoas que empreendem têm coragem de assumir riscos. Encaram os novos desafios de frente, pensam em novas possibilidades, observando os recursos que têm. Constroem novas parcerias, definem novas relações em busca de novos objetivos. Os empreendedores continuam correndo os seus riscos, aprendendo, repensando e replanejando. Utilizam da criatividade e ganham em escala, prospectam novos públicos, convertem novos clientes. Nada é certo. Não existe verdade absoluta. O mundo está cheio de possibilidades e novas oportunidades abrem caminho para quem se dispõe a aprender. Com novos aprendizados, valores adquiridos, combinações criativas, os empreendedores inovam no jeito de fazer e entregar produtos e serviços, assim como no conceito de negócio. Tudo escorre pelas mãos. Portanto, é preciso assumir que somos especuladores da vida e na vida, que estamos em constante processo de aprendizado e experimentação. Para melhorar a capacidade de adaptação, enquanto empreendedor(a), pense fortemente nos três comportamentos trazidos neste artigo. Mas vá também para a prática. Arrisque. Estabeleça novas relações com pessoas, parceiros, com a natureza, com todas as coisas. Pense e repense nos seus conceitos e, se for preciso, adote novos. Importante destacar que a gestão da criatividade está fundamentada em princípios que contribuem muito com as pessoas que empreendem, para a superação de crises e o alcance de objetivos significativos para os negócios. Entre os princípios, olhando aos comportamentos citados, estão: (a) a capacidade de adaptação em um mundo em rápida mudança marcado pela incerteza, competição crescente e turbulências; (b) a incorporação criativa de novos procedimentos, políticas e experiências; e (c) a valorização de ideias e ações criativas. O Comitê de Negócios de Impacto da Zona Leste, em São Paulo, é um exemplo de aplicação dos fundamentos da gestão da criatividade. No período estabelecido do início da quarentena, 17 de março, micros e pequenas empresas declaravam não estarem preparadas para tal situação. Empreendedores diziam não ter planejamento do negócio, nem gestão financeira. Com os negócios operando apenas fisicamente, desconheciam os processos de comercialização nos meios digitais. Foi neste contexto que as organizações Back to Basics, Aupa – Jornalismo de Impacto, Emperifa e o coletivo Meninas Mahin se reuniram para pensar em propostas de soluções. As ações foram voltadas à manutenção dos negócios, à oferta informações e aos apoios necessários para a migração dos negócios físicos para a internet. O trabalho conjunto pensou ainda em comunicação, planejamento e organização de conteúdo, formações e mentorias para micros e pequenos empreendedores, além de captação de recursos por meio de crowdfunding e capacitação das empreendedoras do coletivo para o e-commerce. Por isso, não há dúvida de que a gestão da criatividade é fundamental às pessoas empreendedoras. Afinal, possibilita a aplicação da criatividade para atingir objetivos significativos aos negócios – para solucionar problemas inéditos, possibilitando a geração e a entrega de valores aos clientes, a partir, é claro, da adoção de comportamentos que favoreçam o processo criativo. Fonte: AUPA – Jornalismo de Negócios de Impacto Social
- Compartilhar experiências para fortalecer!
As atividades do curso “A Realidade Empreendedora” estão chegando ao fim. Mas, como sempre foi enfatizado durante o processo, o término das aulas não significa um ponto final para o conhecimento, pelo contrário, é um começo repleto de novas experiências. Nesta jornada empreendedora, a equipe da AdC observou um crescente vínculo entre os participantes para além da sala de aula, o que demonstra que, mesmo no online, é possível criar afetos, potencializar a solidariedade, compartilhando conhecimento, e fundamentar cada vez mais os nossos saberes! Recebemos uma série de mensagens sobre o término do curso, e durante uma conversa com o Instituto CCP, equipe que financiou e tornou está belíssima jornada possível, fomos contemplados com uma proposta de aula com Pedro Daltro, CEO do ICCP e uma surpresa! Todos estávamos realmente ansiosos e muito felizes, afinal, para além de financiadores e apoiadores, o ICCP se mostrou também um entusiasta das atividades desenvolvidas pela AdC. O convite da aula foi compartilhado com todos os participantes e aberto aos demais que pudessem se interessar. Eis que chega o dia primeiro de setembro. Sala do Zoom lotada, mais de cinquenta pessoas! Silvia Caironi, presidente da AdC, agradeceu a presença de todos e principalmente o apoio fundamental do ICCP para ser possível avançar com a jornada. Segundo Caironi: “É um momento para celebrar! Quando acontece algo positivo é preciso celebrar! Foi muito interessante toda a colaboração estreita que este projeto colocou em movimento com toda equipe do ICCP envolvida nos mínimos detalhes! Foi a possibilidade de verificar que quanto mais o financiador, o intermediário, e os beneficiários estão unidos, mais se responde a uma necessidade! Num momento como este, construir conjuntamente é ainda mais fundamental!” Após a potente fala de Silvia, Grasiela, integrante da equipe do ICCP, acalmou os ânimos dos ansiosos e garantiu que a surpresa já vinha! Relembrou que um dos pilares do ICCP é fomentar o empreendedorismo e que, estavam muito satisfeitos em apoiar um projeto vivo e tão oportuno. E eis que sem mais delongas adentra na sala Geraldo Rufino, fundador da JR Diesel, a maior empresa da América Latina em reciclagem e desmontagem de veículos. Mas Geraldo estava muito mais interessado em compartilhar sua trajetória de vida do que falar sobre os resultados de seu trabalho atual. O empreendedor relembrou que seu sucesso não chegou do dia para noite, teve muito trabalho e muita luta e destacou a importância da gratidão para seguir a vida com mais força e alcançar o que se deseja. O olhar dos outros: A sua história emocionou todos os presentes. Afinal, muitos ali reconheceram na força de Geraldo a própria força. Muitas pessoas, ao começarem um curso na AdC ou realizar uma assessoria, compartilham que ainda não se sentem empreendedoras… que estão apenas começando. É compreensível que este entendimento sobre si não venha de uma hora para outra, mas a partir de um processo de autovalorização e segurança com o próprio trabalho. E como se valorizar? São tantas dúvidas, medos e muitas vezes… falta também apoio da família,de amigos…. Parece que tudo acontece com o outro, mas não com você. O engajamento das pessoas durante o curso é perceptível de várias formas: frequência assídua, sistematização das dúvidas, maior traquejo dentro de temas que no começo pareciam difíceis, etc. Mas para além desta teia, também conseguimos identificar que as pessoas falam de si com mais segurança e acreditam cada vez mais no seu trabalho. A fala de Geraldo veio em um momento oportuno para dar ainda mais força para estes empreendedores. Fez com que todos se lembrassem que não estão sozinho e que a possibilidade pode estar mais próxima do que parece. Mas e os tropeços durante a caminhada? Segundo Maria Matilde Santos, empreendedora na área de petiscos naturais para pets: “Geraldo é uma pessoa que não é distante da minha realidade, e como grande maioria de todos nós empreendedores – que estamos tentando respirar, pagar boletos, ter uma fonte de renda, ele começou, quebrou, deu certo, e quebrou de novo, e não desistiu. Ele é uma mostra que a gente consegue. E que não dá pra desistir na primeira. E que tem que ter planejamento, estudo e embasamento teórico. ” Geraldo se intitulou como “uma pessoa irritantemente feliz”. Sabemos que a alegria não deve ser uma obrigação, mas abrir os olhos e o peito e repensar no que nos faz feliz pode ajudar a fazer da vida uma experiência mais leve e produtiva. Muitos participantes compartilharam no pós aula que a fala dele sobre felicidade os inspirou a se reinventar. Atiçar o olhar, estimular o exercício da gratidão e aprender se valorizar são hábitos fundamentais para esta reinvenção. Hábitos estimulados durante todo o curso e relembrados, de forma tão viva, por Geraldo. E depois de uma palestra dessa ainda tem mais? Sim! Pedro Daltro fez uma belíssima intervenção trazendo temas atuais sobre marketing. Relembrou a importância de observar o cotidiano e de saber ouvir o seu cliente para gerir melhor seu empreendimento. Ahhh! E teve mais. Sugeriu a todos participantes escutarem os mais novos. A tal da geração que nasce com o celular na mão. Pois é, já pensou quanta idéia boa não pode surgir daí? Além disso, aprender em família é sempre um bom negócio. Após a aula é método da AdC enviar uma ficha de avaliação para que os participantes façam uma retrospectiva e uma reflexão sobre o conteúdo estudado. Uma das perguntas realizadas foi: A história de Geraldo Rufino fez você refletir, de alguma forma, na sua própria história? Se sim, quais os pontos que mais ajudarão você no seu dia a dia e como? A maioria relatou que a aula foi um banho de incentivo, auto-estima, persistência e confiança. Além de estimular todos a repensarem a forma como enxergam os acontecimentos. Compartilhamos abaixo algumas das respostas: “A importância de ser feliz independe da situação que enfrentamos. Devemos sorrir sempre e ser grato a todo tempo. E enxergar sempre com olhos positivos as coisas.” – Andrea Andrade dos Ananias “Sim. De certa forma a grande maioria dos seres humanos pensa que só será feliz quando com muito dinheiro...E é muito estimulante pensar em agir ao contrário dessa tese. Vou exercitar ao máximo…Primeiro sendo ainda mais grato a Deus, por tudo! E por maiores que sejam as dificuldades.. nunca desistir dos meus sonhos. “ – Ilson Caputo “Nossa!!! Com certeza, passei por muitos problemas no mundo corporativo onde tive que escolher…exaltar o lado ruim, ou pegar aquele problema para servir de mola propulsora para fazer algo diferente e melhor.” – Carlos Alberto Raposo “A forma como enfrenta os obstáculos, as falências dele e como ele contornou isso. Ser empreendedor não é fácil. Estamos nesse processo de buscar soluções para contornar os nossos obstáculos.” – Maria Rose de Farias “Sim, me fez refletir, “acordar” e me fez ver onde estava errando….” – Líbia Rosa “Permanecer focado com a certeza que podemos até cair, mas somos capazes de nos levantar e nos tornar cada vez mais fortes.” – Joaquina Neta de Sousa de Oliveira Estas mensagens são a prova viva de que o impacto causado pela fala de Geraldo não se restringiu a aula! Ficou a pulsar pela mente das pessoas. Gratidão ICCP por nos presentear com mais esta belíssima surpresa!
- 7 de Setembro: Dia da Independência
Quem não lembra da época de escola, a Tia Lúcia ou Carminha contando sobre a Independência do Brasil? Que o Dom Pedro, montado em seu cavalo, bradou (sinônimo de gritou) às margens do Rio Ipiranga o famoso “Independência ou morte!”. Tem até a famosa pintura do Pedro Américo: Vamos entender um pouco mais sobre esse processo? Por que olha, esse quadro e essa história tem alguns fatores por detrás da cortina que vale a pena sabermos: é conhecendo mais sobre nosso passado que podemos construir um futuro melhor! A história que nos contaram quando éramos menores é a versão simplificada. Sabe, igual quando explicamos para as crianças de onde vem os bebês. Conforme crescemos, é importante exercitarmos um olhar crítico sobre nossa realidade, e isso envolve também sobre a nossa história. Atiçando nosso olhar crítico, exercitamos uma capacidade muito importante: de questionarmos a realidade que vivemos e, percebendo incômodos, nos mobilizarmos para fazer a diferença da forma que pudermos! Aqui na AdC valorizamos muito o poder transformador do conhecimento para ampliar nossos horizontes. Conhecimento, uma vez adquirido, é nosso pra sempre. Por isso estimulamos os protagonistas da AdC, vocês, microempreendedores e leitores no geral, a buscarem se informar (verificando as fontes sempre, né pessoal?)! Perguntar, pesquisar e passar o conhecimento para frente. Esse é o espírito do nosso trabalho, é isso que fazemos aqui com muita dedicação e paixão. Seja com capacitações técnicas, com conhecimento de ponta sobre A Realidade Empreendedora, feito em uma parceria maravilhosa com o Instituto CCP, ou na trilha de inovação social na qual participantes do Crescendo em Rede vêm transformando incômodos percebidos em seus entornos em negócios de impacto social, na Aventura de Construir esse conhecimento coletivo é estimulante e cheio de emoções! Então, falando em emoções, vamos falar um pouco do processo de independência do Brasil? Quando vamos olhar eventos históricos é importante analisar o que se chama de contexto, ou na versão português direto, ficar atento ao que está/estava rolando no entorno do evento. No grito da independência, por exemplo, o ano era 1822. Nós éramos uma das colônias de Portugal, mas não somente: a família real portuguesa residia no Rio de Janeiro desde 1807, quando Portugal foi invadido pelo exército de Napoleão Bonaparte e a família real veio fugida para cá. O Brasil passou então, em 1815, do status de colônia para reino. Aí imaginem que, 5 anos depois, em 1820, eclodiu uma revolução em Portugal, a chamada Revolução Liberal. A família real precisava deixar o Brasil e regressar e assim iniciou-se o processo de independência brasileiro: uma parte da corte portuguesa queria reduzir o status brasileiro para colônia, e o pessoal por aqui não curtiu muito a ideia. Sentiu o drama? Os pormenores dessa história são ainda mais curiosos, como o “mal-estar intestinal” (ou piriri) do Dom Pedro no dia do Grito da Independência, algumas puladas de cerca e outras coisas mais. O Eduardo Bueno do canal Buenas Ideias conta tudo num vídeo muito bem humorado (e com as devidas referências), vale a pena assistir!











