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IDENTIDADE DE MARCA NO TERCEIRO SETOR e o desafio de transformar protagonistas

Você sabe o que é identidade de marca? E qual a importância dela em organizações do terceiro setor? No Blog AdC desta semana, te contamos sobre o assunto e como ter um bom posicionamento e uma identidade visual adequada faz toda a diferença. Além disso, explicamos um pouco sobre a nova frase presente no logotipo da Aventura de Construir: Transformar Protagonistas.

Leia mais abaixo!

A identidade de marca é um conjunto de elementos que representam a personalidade e os valores de uma organização, seja uma empresa, uma OSCIP ou mesmo um órgão público. Esses elementos incluem o nome, o logotipo, as cores, a tipografia e até mesmo o tom de voz usado nas comunicações. É a partir dela que a instituição é reconhecida e lembrada pelo público-alvo. 

Para as organizações sem fins lucrativos, como as ONGs, ter uma identidade de marca forte é essencial para estabelecer sua credibilidade e atrair doações e voluntários. No terceiro setor, a identidade de marca é especialmente importante, pois essas organizações precisam se diferenciar de outras entidades com propósitos semelhantes e concorrer por recursos limitados. A identidade de marca deve refletir os valores e missão da organização, além de ser facilmente reconhecível pelo público.


A identidade da Aventura de Construir busca seguir esses padrões. A partir de um trabalho de resgate e ajustes da marca realizado por Marcelo Lucato, integrante do Conselho Consultivo e Ex-Diretor de Criação de Publicidade, descreve-se o logotipo da AdC:

“O símbolo tem um caráter altamente geométrico que combina, ao mesmo tempo, movimento e estabilidade. O movimento se constrói de maneira ascendente a partir do losango azul que vem girando em diferentes planos até se estabilizar no quadrado perfeito superior. Isso tudo parece sugerir que o movimento tem um propósito estável, preciso e seguro que reforça a ideia de construção. Também a presença de múltiplos elementos sugere cooperação, coletividade.  As referências à bandeira brasileira são evidentes, o que dialoga com a alma popular. A palavra ‘Aventura’ cria uma conexão absolutamente original e misteriosa com ‘Construir’ gerando um outro patamar de percepção, este mais intuitivo do que explícito, que tem a ver com uma certa energia, entusiasmo e alegria que vibra no trabalho que se desenvolve dentro da organização e do coração de quem com ela se relaciona.”

No último mês, a Aventura de Construir atualizou a tagline do seu logo de Acompanhando Protagonistas” para a frase “Transformar Protagonistas”. Não se trata apenas de um detalhe visual, é um novo posicionamento, que reflete o trabalho atual da organização. O acompanhamento continua presente, mas assim como capacitações, fortalecimento de redes e avaliações de impacto socioambiental, entre outros, é apenas um dos meios para gerar esta transformação.

Para falar um pouco sobre esta atualização do posicionamento da Aventura de Construir, conversamos com Percival Caropreso, integrante do Conselho Consultivo da AdC, profissional de Marketing e Comunicação e que há mais de 30 anos milita em causas socioambientais.

Qual é o significado por trás de “Transformar Protagonistas”?

“O raciocínio é muito simples: parte do princípio de que todo mundo é protagonista. ‘Ah mas não tenho jeito para empreender!’ Não importa. Talvez o seu protagonismo não seja exercido com empreendedorismo, começando do zero. Você pode exercitar o seu protagonismo apoiando logisticamente alguém que já tem um projeto empreendedor próprio.  Ao fazer isso, você está participando do empreendedorismo de alguém, passa a trabalhar em rede e também está colocando para fora suas capacidades, competências e energia para se consolidar como protagonista.

Todo mundo e cada um é protagonista porque a gente decidiu escrever o  roteiro da nossa vida. A gente pode não notar, mas desde que nascemos nos colocamos diante de uma série de escolhas e tomamos decisões. Sejam elas boas ou ruins, certas ou erradas, exercer a escolha nos faz protagonistas do nosso viver. Somos roteiristas, diretores e atores principais do nosso enredo.

O que a Aventura de Construir faz é detectar esses potenciais nos protagonistas, organizar as competências para melhor contribuir para a realização desse potencial e fomentar a formação de uma rede de proteção ao empreendedorismo, ao protagonismo e à transformação das lideranças. 

O verbo “transformar” já é muito usado, principalmente em questões do terceiro setor. Ótimo, significa que todo mundo concorda. E “protagonistas”, além do significado já posto, é uma palavra forte, uma palavra importante de a gente dizer.”

O verbo “Acompanhando” dá lugar ao “Transformar”, mas não significa que ele deixa de existir dentro da AdC, correto?

“Transformar é o objetivo final. Acompanhar é o processo que a gente segue até chegar neste objetivo. O que a Aventura de Consumir transforma? Primeiro, uma pessoa em uma pessoa mais atuante, mais realizadora, independente e autônoma. Segundo, transformamos o entorno dessa pessoa, porque essa energia transformadora que ela passou a sentir e exercer impacta diretamente a família, amigos, vizinhos e o ambiente em que ela vive. Terceiro, transformamos a vida financeira da pessoa, e de possíveis parceiros em rede que ela faz. Então transformar o que nós fazemos, é o que nós queremos. Acompanhar é uma das formas de se fazer.

A alteração para “Transformar Protagonistas” significa que, após quase 12 anos, a Aventura de Construir passou para outro patamar, um novo entendimento. Não é apenas acompanhar as pessoas, mas transformá-las. Nós estamos evoluindo nosso posicionamento perante a vida. 

Mas não é abracadabra, do dia para a noite. Essa transformação pressupõe um acompanhamento da pessoa na sua trajetória, evolução e emancipação. Significa fornecer equipamentos profissionais, intelectuais, teóricos e práticos para que eles se fortaleçam e possam se  transformar em melhores protagonistas, mais competentes.

Por último, a palavra “Transformação” é promissora. Como diria a minha avó, é alvissareira: que anuncia ou prenuncia um acontecimento feliz. Ela traz embutida nela a ideia de que é possível mudar, se não o mundo inteiro, o meu mundo. E, assim, contribuir para a mudança do entorno.”

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