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Raízes que Constroem: 15 anos da Aventura - Como a Aventura de Construir enfrentou o início da pandemia?

há 1 hora
4 min de leitura

Nesta quarta-feira, retomamos a série Raízes que Constroem, que conta a história da Aventura de Construir desde a sua fundação até completar 15 anos de história. Acesse os textos anteriores neste link.


A chegada da pandemia de Covid-19, em março de 2020, colocou a Aventura de Construir diante de um desafio sem precedentes. Além da necessidade de reorganizar suas atividades e buscar novas fontes de financiamento, a organização precisava compreender como apoiar os microempreendedores acompanhados em um cenário de incertezas, fechamento de estabelecimentos e dificuldades econômicas. Neste novo capítulo da série Raízes que Constroem, Silvia Caironi, fundadora da AdC, e Franklin Menezes, ex-consultor da organização, relembram as decisões e os aprendizados que marcaram esse período de transformação.


Para continuar existindo, a AdC precisava captar recursos e a independência financeira da Umano Progresso foi gradativa. No final de 2019, Silvia conversou com o presidente do Instituto Syn, ligado à Cyrela, para o financiamento de projetos, e em 2020 começou ainda com alguns recursos da fundação italiana.


Em paralelo a AdC apresentou um projeto para a Inter-American Foundation, uma organização do governo dos Estados Unidos que recebe recursos autorizados pelo Congresso norte-americano sobre migração.


Em fevereiro de 2020, a Inter-American Foundation entrou em contato dizendo que queriam visitar a AdC.


“Era uma sexta-feira à tarde, eu estava no escritório, e fiquei surpresa porque ligaram no meu telefone fixo. A pessoa se apresentou dizendo que queria nos visitar no dia 20 de março, sendo que estávamos no dia 12”, conta Silvia.

Foi exatamente neste dia (12) que decidiram fechar o escritório devido ao início da pandemia. Naquele período, a AdC contava com a Matilde, Raquel, Franklin e Adriano; Mayara na área de captação, e o Victor na comunicação. O fechamento do escritório foi uma decisão difícil, porque todas as atividades, capacitações e assessorias aos empreendimentos, aconteciam presencialmente.


“A partir do dia 12 de março, não sabíamos o que fazer e não só nós”, diz Silvia. Não se tinha ideia da gravidade da pandemia, como se dava o contágio, nem como lidar com a situação dos empreendedores.

Os desafios para os microempreendedores eram grandes a partir da perspectiva do fechamento das lojas.


“Estávamos tentando entender todos os aspectos daquele cenário”.

A segunda preocupação era como eles poderiam se sustentar.


“Em conjunto com a Raquel e o Franklin começamos a ligar para a casa dos empreendedores ativos, que eram mais ou menos 200 que participavam de atividades e projetos da AdC”, explica Silvia.

A decisão de fechar o escritório foi tomada em conjunto.


“Quando nos perguntavam: Como vão trabalhar? Nossa resposta era: entendemos que a vida é mais importante que o projeto. A Itália, sobretudo a região da qual eu venho, foi uma das mais afetadas: sabendo o que acontecia lá, tínhamos uma grande preocupação com a nossa situação”, ressalta Silvia.

Além de ligar para os empreendedores, a AdC preparou uma apresentação para ajudá-los a lidar com a situação. Nesse período, começou o acompanhamento sobre a sustentabilidade dos negócios e uma das consequências foi a introdução de ferramentas de comunicação on-line, começando com o Skype, depois o Zoom e o Google Meet. Nas palavras da Silvia, foi um importante ponto de virada para entender o que os empreendedores precisavam naquele momento. Foi um período de grandes dúvidas entre os empreendedores e a sociedade em geral.


Um ponto importante nesta época foi o diálogo com as ONGs e Obras Sociais da Itália que pertencem ao Grupo da Companhia das Obras.


“Sendo que a Itália estava mais à frente na pandemia, eles encararam o problema antes de nós. A pergunta principal era qual método adotar nessa situação? E qual ferramenta? O presidente da Companhia de Obras, em uma live, disse que o problema não é a ferramenta, mas o resultado que se pretende alcançar e como se mover em busca desse resultado, sendo que as condições mudaram”, explica Silvia.

Silvia, Mayara e Raquel decidiram reescrever todo o projeto do Instituto SYN em uma lógica de trabalho on-line, a partir do Zoom. Silvia conta que nesse período, o ponto principal foi entender que o problema não era a ferramenta usada, que foi do presencial para o on-line, mas gerar um vínculo com o microempreendedor dentro de um contexto virtual.


“Um movimento que mostrou a unidade da equipe foi a decisão conjunta de baixarmos nosso faturamento, já que estávamos trabalhando em casa. Outro ponto relevante foi que no fechamento do escritório, entendemos que precisávamos de um espaço maior e com mais ventilação, mudando para o prédio em que estamos até hoje”, diz Silvia.

A transição para o ambiente virtual exigiu mais do que a adoção de novas ferramentas: foi preciso repensar a maneira de acompanhar cada empreendedor, preservar vínculos e adaptar os projetos à realidade que se impunha. Enquanto a equipe encontrava formas de manter suas atividades, também surgiam novas possibilidades de colaboração e mobilização de recursos. No próximo capítulo, vamos conhecer as iniciativas e parcerias que ampliaram as formas de apoio aos negócios e fortaleceram a atuação da Aventura de Construir durante a pandemia.


 
 
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