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Novos modelos de negócios pautados em sustentabilidade



por Camila Tiburcio


A integração do ODS 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima, aos princípios do ESG (Environmental, Social, and Governance) dão um rumo para que empresas e organizações alcancem um futuro mais justo, equitativo e ambientalmente sustentável. Não apenas para um modelo de negócios responsável, mas também uma chamada para que instituições de setores públicos e privados de governança, contribuam e se responsabilizem de forma significativa para metas globais previstas na agenda 2030.


A sociedade, consumidores e investidores, em geral, priorizam empresas e marcas que demonstram compromisso com práticas responsáveis em relação ao meio ambiente, questões sociais e governança corporativa - tornando-se uma exigência por produtos mais naturais, que tenham propósito e com responsabilidade ambiental na geração de emprego. 


A crescente importância da sustentabilidade no mundo corporativo tem levado à adoção de diversos sistemas de medição e relato de desempenho ambiental, social e de governança. Entre esses sistemas, destacam-se o GRI (Global Reporting Initiative), o Sistema B e o CDP (Carbon Disclosure Project). Cada um desses frameworks possui características únicas e desempenha um papel crucial na promoção da transparência e responsabilidade corporativa.


De alguma forma, nós, da Aventura de Construir, através de nosso método e atuação na ponta, somos um conector entre tais demandas e pautas de ESG com empresas e financiadores que desejam, ou necessitam, se atrelar a algum ODS.


 Atualmente, investir em empresas vai muito além de observar lucros e receitas, dívidas e passivos - as ações de uma empresa que possuem medidas em prol ao meio ambiente  são cada vez mais importantes e vistas como um diferencial competitivo. Assim sendo, a metodologia de Análise de Impacto que implementamos nos nossos projetos, assim como foi feito no "Protagonistas que Plantam Sustentabilidade", são referentes a indicadores de sustentabilidade diversos. 


Alguns exemplos tratados neste projeto foram:


  • O manejo da água;

  • A pegada de carbono;

  • A responsabilidade sobre seus resíduos;

  • O quanto o negócio produz e recicla;

  • O quanto o negócio pensa nos seus fornecedores e de toda a cadeia de sua matéria prima e quanto a empresa se responsabiliza pela coleta e destino deste produto de descarte, que envolve um ecossistema de resíduos;

  • Logística reversa.


Nesse contexto, a partir do protagonismo de cada empreendedor ou empreendedora, atuando na individualidade de cada um e partindo da realidade, pode-se observar impactos de ordem ambiental - onde, de acordo com o método, é a única forma de impactar o macro através da multiplicidade. O termo ESG, amplamente abordado no contexto empresarial e também no projeto através de um eixo temático, os preparou para estratégias de comunicação, de planejamento e, principalmente, de entendimento geral do produto que oferece.


Em suma, o Protagonistas que Plantam Sustentabilidade - que foi finalizado em maio - teve objetivo de fortalecer o empreendedorismo orgânico, com desenvolvimento das habilidades empreendedoras, estruturação de plano de negócios, análise e controle das finanças, conhecimento em marketing e logística - fortalecendo também redes e parcerias através do associativismo ou cooperativismo, garantindo uma sustentabilidade concreta na cadeia produtiva. Todos estes princípios estão diretamente relacionados aos princípios do ESG e de segurança alimentar junto a princípios de preservação do meio ambiente.


O mercado de orgânicos cresce expressivamente pela procura de alimentos mais saudáveis, e a segurança alimentar e agricultura familiar fazem parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável e dos princípios da ESG: um modelo de negócio que incentiva agricultura orgânica e regenerativa, com a eliminação do uso de agrotóxicos e preservando recursos hídricos, acompanhamento da pegada ambiental em toda a cadeia de valor, está baseada em práticas sustentáveis que preservam os recursos naturais e a biodiversidade. 


Para além dos temas acima listados, outros pontos de atuação social ou ambiental observados e implementados na prática, ao longo do projeto, foram:


  • Utilização de embalagens compostáveis, retornáveis e recicláveis;

  • Estabelecimento de relações de trabalho e comerciais éticas;

  • Incentivo ao comércio local ou de curta distância, demonstrando seu compromisso com o bem-estar social e a sustentabilidade, ao mesmo tempo em que protege a saúde e confiança dos consumidores.


Em geral, a agricultura orgânica busca criar um equilíbrio sustentável entre a produção de alimentos, a proteção ambiental e a saúde humana, levando em consideração o impacto global das práticas agrícolas no ecossistema.


Agradecemos aos financiadores (Carrefour, Lamberti e funcionários do Banco ABC)  e a todas as empreendedoras e empreendedores deste projeto financiado via Lei de Incentivo à Cultura, o qual, por mais de um ano, pudemos desenvolver territórios e continuar perseguindo a nossa missão. A partir deste projeto, foi produzido o documentário Laços da Terra: Cultivando Caminhos Orgânicos, o qual ilustra melhor todo o tema abordado. Confira abaixo a versão institucional do documentário.


Seguiremos cultivando histórias e impactos!





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